7 passos para viajar bem sozinho

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DSC_0166Viajar sozinho continua sendo um mito pra muita gente. Afinal, como várias coisas dessa vida, é algo que a gente só sabe de verdade como é, e se gosta ou não, quando a gente sai por aí em nossa própria companhia pela primeira vez. E tudo depende, é claro, das pessoas que encontramos, da pessoa que somos no momento, da época, do destino. Se até diante de um mesmo filme a gente pode ter reações bem diferentes em momentos distintos da nossa vida, é claro que com  a ideia de “viajar sozinho” também pode acontecer a mesma coisa.  Vale aqui uma reflexãozinha teórica, baseada em muitos anos de viagem, muita prática na estrada, para ajudar quem ainda está em dúvidas a ganhar coragem. No fundo, são dicas que se aplicam a qualquer viagem, seja solo ou acompanhado; mas como nos sentimos mais vulneráveis mesmo quando estamos desacompanhados, #ficaadica

Segurança – Não se viaja para lugar nenhum sem segurança. Por que numa viagem solo seria diferente? Ter um mapa em mãos e conhecer os costumes locais são coisas tão importantes quanto escolher um hotel bem localizado. Leia sempre reviews do hotel ou albergue em questão em sites especializados, como o Trip Advisor, para saber exatamente o que a espera. Informe-se sobre o que está acontecendo no destino atualmente, evite longas esperas em estações e aeroportos e trens noturnos e, mesmo à luz do dia, procure nos trens cabines ou vagões mais movimentados e iluminados.  E mantenha seus pertences sempre com você.

Timing. Evite chegar e sair do seu destino à noite; quando você chega a um lugar pela primeira vez, ainda não conhece as redondezas e os macetes pra chegar lá. Se você chegar ao seu hotel à luz do dia, terá mais noção do espaço que o rodeia, visibilidade completa pela luminosidade e contará com estações de trem/ônibus/metrô muito mais movimentadas.

Atenção redobrada. Cuide sempre muito bem de seus pertences, sobretudo dinheiro e documentos. Mantenha passaporte e demais documentos originais sempre seguros, seja no cofre do quarto do hotel, naquelas bolsas especiais que vão por dentro da roupa (money belts) ou numa mala bem lacrada (lembre-se que zíperes podem ser facilmente abertos com aquela técnica do lápis). Se possível, carregue consigo em suas andanças somente o dinheiro necessário para gastar naquele dia e seu cartão de crédito.  Enviar para seu próprio email antes da viagem cópias digitalizadas de seus documentos e dados dos cartões de crédito também facilita a vida em caso de imprevistos.

Feeling. Vestir-se adequadamente para o local que visita. Não é bancar o Lawrence da Arábia e ficar andando de turbante por países árabes. Mas quanto menos suas roupas destoarem das demais, melhor; você passa despercebidamente no meio delas. A gente não tira sarro dos gringos que andam nas areias de Copacabana com bermuda branca, chapéu panamá e camisas de estampas floridas, puro Havaí? Não caia na tentação dos estereótipos . Respeito à cultura local e bom senso são os melhores companheiros para sua viagem.

Precaução. Carregue consigo sempre lenços de papel: podem ter mil e uma utilidades (desde a mais básica, que é servir de papel higiênico). Assim como a farmacinha básica (com desinfetante, aspirina, anticoncepcional, vitamina C, anti-térmico e qualquer outro medicamento com o qual você esteja acostumado – e absorvente, para as mulheres) é parte essencial de qualquer bagagem. Preservativos também.

Rastros. Mantenha, pela sua própria segurança e pela tranquilidade de todos que te querem bem, ao menos alguém da sua família sabendo seu itinerário, seus dados de voo, sua programação prévia de hospedagem. Nâo precisa viajar “engessado” por isso, mas dar uma noção geral de onde pretende estar a cada semana. E, por mais que boas amizades sempre surjam da estrada, não revelar muitas informações pessoais para desconhecidos que eventualmente cruzarem seu caminho ao longo da viagem também é altamente aconselhável.

Conhecimento. Você não quer prejudicar sua viagem com overplanning, ou excesso de informações, a ponto de tirar a espontaneidade do seu passeio. Mas é IMPRESCINDÍVEL informar-se – e muito bem – sobre um destino antes de visita-lo pela primeira vez. E, ainda que você esteja retornando para um lugar que já conhece, não custa checar se alguma coisa mudou por lá, como anda a situação econômica, a vibe político-social. A internet está aí, disponível, grátis, prontinha para ser utilizada;  visite constantemente seus blogs e sites prediletos, pegue informações com amigos, troque emails com outros viajantes – e chegue sempre sabendo mais ou menos o que te espera. Nesse caso, menos nunca é mais.

Momento autopropaganda: para as leitorAs, vale lembrar que muitas outras dicas para sair pelo mundo em sua própria companhia você encontra no meu último livreto, o Sozinha Mundo Afora, à venda em qualquer livraria do país :mrgreen:

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.