A Cidade do Cabo e o Mount Nelson

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DSC_0355 O final de viagem perfeito na cidade mais linda da África do Sul (na minha opinião, offcoursmente), hospedada no hotel mais icônico do país

 

Já estava mesmo nos meus planos terminar a viagem na Cidade do Cabo, quando as meninas voltassem para o trabalho, assim eu teria uns diazinhos só meus nessa cidade da qual eu tanto gosto. Como já tinha feito todos os passeios básicos (Table Mountain, museus etc) várias vezes, aproveitei para fazer um roteirinho bem descompromissado, incluindo passear de novo pelo Waterfront, fazer comprinhas supérfluas (e adoráveis) do ítens africanos na GreenMarket Square, conhecer as novas boutiques e cafés da Kloof Street e arredores, conhecer os ótimos apartamentos para aluguel de temporada Lawhill, visitar outros hotéis (como o Radisson Blu, que tem uma badalada piscina debruçada sobre o mar), almoçar no ótimo Paranga em Camps Bay…

Como resistir a uma paradinha de alguns dias na Cidade do Cabo? <3

Como resistir a uma paradinha de alguns dias na Cidade do Cabo? <3

Mas o encerramento da viagem de aniversário por terras sul-africanas teve gostinho ainda mais especial ao me hospedar no icônico Mount Nelson à convite da luxuosa Orient-Express. É claro que eu namorava o hotel desde a primeira visita à cidade e já tinha até feito uma visitinha anteriormente. Apesar do (discutível) prédio rosa chiclete, o hotel é um ícone na cidade (e no país) há gerações e a hospedagem ali tem muito mais a ver com a História que com a ideia de luxo (ali um dos fundadores da cidade, Jan van Riebeeck, cultivava frutas e vegetais para os navegadores holandeses que costumavam parar por ali no seu caminho para as Índias, por exemplo).

O hotel visto do alto, em foto divulgação

O hotel visto do alto, em foto divulgação

A localização é o grande diferencial, eu acho: está literalmente no centro da cidade, ao lado dos Company Gardens, com a Table Mountain ao fundo, a passos dos museus, da Long Street, Kloof St, GreenMarket Sq etc. Mas, do hotel, a gente nem lembra da muvuca do lado de fora, não se ouve nadinha. Dá pra fazer a maior parte dos passeios caminhando (fiz a maioria à pé, sozinha, na boa) e em cinco minutinhos de táxi chega-se ao Waterfront, além de ter shuttle gratuito para Camps Bay e o teleférico da Table Mountain todos os dias.Mount Nelson

Não espere encontrar ali uma vibe rococó tipo  o Alvear em Buenos Aires, com funcionários de luvas brancas, gente super produzida no lobby e coisas douradas na decoração. Pelo contrário: o clima é muito informal, dos funcionários aos hóspedes e visitantes, incluindo muitas (muitas mesmo!) crianças (o hotel é super kids/family friendly).

A vista do meu quarto, para o jardim

A vista do meu quarto, para o jardim

Os quartos e banheiros têm decoração simples, com poucos móveis, e bastante individualizada (muda de um para outro), valorizando o colonial com um ou outro objeto mais contemporâneo. O meu (infelizmente) não tinha vista para a Table Mountain, mas alguns dos outros quartos, sim (as vistas são ou a montanha, ou a piscina, ou os jardins do hotel); mas tinha bastante espaço tanto no quarto em si quanto na saleta e no belo banheiro.Mount NelsonMount NelsonMount Nelson

A piscina externa é aquecida e o hotel (que ganhou esse nome pelo Almirante e não pelo Mandela e é também chamado localmente de Nellie ou Pink Lady) tem saunas, spa e academia. O café da manhã (cujo serviço bem que poderia ser mais atencioso), incluído na diária, é servido em estilo bufffet no agradável Oasis Bistro, bem de frente para essa área de lazer. E o local abre também para almoço no verão.

Com tanto verde, nem parece que é no centrão da cidade

Com tanto verde, nem parece que é no centrão da cidade

No geral, os destaques gastronômicos ficam por conta do Planet Restaurant, em estilo fine dining (e agora também com Chef´s Table do Chef Rudi Liebenberg) e seu famoso “Afternoon Tea”, que recebe todos os dias uma quantidade impressionante de hóspedes e visitantes locais e internacionais com uma mesa de quitutes em estilo self-service e serviço de chá à mesa (cerca de US$22 por pessoa, e há também uma versão mais light durante a manhã por cerca de US$16).

O chá da tarde em foto divulgação

O chá da tarde em foto divulgação

Mas o meu conselho, tendo tomado o chá num dia e experimentado o bar no outro, é: vá para o bar 😀  O Planet Bar é um bar diferente de todos os que vi na Cidade do Cabo: pequeno, bem intimista, mas com ótima trilha sonora e decoração sexy, sem todo aquele frenesi dos barzinhos de Camps Bay. Com vibe cool-chic, vai mudando seu público rapidamente ao longo da noite, de quem vai para os “sundowners” no finalzinho da tarde aos que ficam na late-night (mas não entra forte na madruga, não). Na noite em que estive ali, dividi espaço com políticos, celebridades, capetonians e outros turistas anônimos como eu, de diferentes partes da África do Sul e do mundo, conversando com muita gente diferente, um ambiente ótimo.  O serviço do bar em geral é excelente e o barman chefe, o adorável e sorridente Rory, é um poço de boas histórias e boas dicas (sobre o hotel, a cidade, o país, causos etc). Gostei muito, muito mesmo do bar – ótimos coquetéis e excelentes petiscos também (inclusive as batatinhas aromatizadas com biltong de cortesia 😀 )

O bar em imagem divulgação (sorry! minhas imagens do bar e do chá da tarde estão todas no HD ainda não recuperado do notebook falecido :/ )

O bar em imagem divulgação (sorry! minhas imagens do bar e do chá da tarde estão todas no HD ainda não recuperado do notebook falecido :/ )

Aliás, a vibe gastronômica do hotel é tão forte que eles lançaram agora um pacote que me pareceu legal (não experimentei) que inclui “colher” ervas e outros ingredientes naturais e frescos nos arredores do hotel com Charlie Standing, que vai ensinando aos hóspedes tudo sobre os itens coletados ao longo de mais horas de caminhada. Na volta, todos aprendem a cozinhar pratos tipicamente sul-africanos com os ingredientes frescos coletados durante a exploração.

 

Para ver tudo o que já foi publicado no Pelo Mundo sobre a Cidade do Cabo, CLIQUE AQUI.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.