A fantástica Noruega

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Terra de vikings e dos lendários trolls, a Noruega sempre esteve – apesar dos altos preços – na minha wishing list. O país tem nada menos que litoral mais recortado geograficamente do mundo – então, não poderia haver maneira mais peculiar de explorar este país nórdico do que num cruzeiro que percorresse incríveis 1.752 km de fiordes gigantescos, desde o Mar do Norte até o Oceano Ártico. Preciso confessar, desde já, que foi nessa viagem que vi as paisagens mais deslumbrantes da minha vida.Como era primavera, nada de aurora boreal – esse espetáculo só brinda os corajosos que enfrentam o frio congelante de seu inverno. Mas o sol da meia-noite estava lá! O primeiro grande fiorde, o Oslofjorden, abriga a capital Oslo, a cidade mais cosmopolita do país. Mas falar de Oslo eu falarei mais tarde, num outro post.

Fui de Oslo a Bergen, a cidade portuária que é ponto de partida dos cruzeiros que percorrem os mais belos fiordes noruegueses, num fascinante trajeto da Bergen Railway – parte da NSB (Norwegian State Railways). Há trechos da ferrovia que estão a mais de 1200 metros de altura! Mas de Bergen – cidade simplesmente apaixonante! – eu também falarei num outro post… ; )


Embarquei, então, num dos lendários navios Hurtigruten (http://www.hurtigruten.com/) , que navegam pelo mar norueguês há mais de um século, fazendo o trajeto entre Bergen e Kirkennes, no extremo norte, ao longo de seis dias – há também um trajeto completo, ida e volta, de 12 dias. Meu navio foi o MS Finnmarken, com capacidade para mil passageiros e diversos tipos de cabines (inclusive para deficientes), área de lazer com piscina, academia e jacuzzis, bares panorâmicos, spa e três refeições diárias em seu restaurante principal.
A primeira parada foi na encantadora cidade de Alesund, cidade totalmente destruída no começo do século XX e reconstruída com perfeição em estilo Art Noveau. Vista do alto, lembra uma cidade de brinquedo, com suas casinhas multicoloridas.

Foi em Alesund que embarquei na excursão para o Fiorde Geiranger, considerado pela Unesco (que o transformou em patrimônio da humanidade) e pela National Geographic o mais belo fiorde do mundo. A visão lá de cima é de arrepiar: são 16km de extensão (sabe lá o que é isso???) rodeados pelas Sete Irmãs – sete quedas d’agua lendárias da região – com penhascos deslumbrantes. Dentre os muitos portos em que o Hurtigruten atraca – sempre por pouco tempo, infelizmente – merece certo destaque a cidade de Molde, famosa por seu festival internacional de jazz e, sobretudo, por ser lar originário do pintor Edward Munch – da famosa obra O grito. Mas surpresa mesmo foi a charmosa Trondheim, com sua espetacular Catedral de Nídaros, a maior de todo o país, e o charmoso canal do rio Nidelva cortado pela ponte Gamble Bybro. Dá uma olhada nesta paisagem fofa, repleta de casinhas coloridas construídas sobre palafitas – à noite elas se transformam pubs, cafés e restaurantes. Também adorei as ruelas sinuosas do Hospitalslokkan, o bairro antigo de pescadores que cresceu ao redor do Hospital da cidade.

Ao cruzar o Círculo Polar Ártico – sinalizado sobre um minúsculo fiorde por um globo de metal – o navio festeja e o apito soa forte, nas primeiras horas da manhã.
Na sequência, faz uma escala na simpática Svolvaer, centro das ilhas Lofoten e famosa por seu pitoresco Museu de Gelo (Fiskergata 36, 47 76074011, http://www.magic-ice.no/).

Mas foi na madrugada seguinte que tive a visão mais bonita de todo o trajeto: o momento em que o navio adentra o Trollfjord, o mais importante fiorde da região norte e de onde é possível avistar com perfeição o sol da meia-noite por detrás de seus penhascos cheios de quedas d’agua e cenários bucólicos com casas de madeira isoladas. Dá uma olhada: essas fotos foram tiradas a uma e meia da manhã!
Mas, infelizmente, não fiz o roteiro até o fim, na fronteira com a Rússia. Precisei descer em Tromsø, chamada de “a paris do norte”, e local onde melhor se vislumbra as cores espetaculares da aurora boreal durante os meses de inverno. Além das montanhas sempre cobertas de gelo, a principal atração turística da cidade é o Polaria Centre, que promove estudos sobre a vida polar e permite que os turistas assistam o momento de alimentação de suas focas.

Fala pra mim: a Noruega não é fantástica????

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.