A onda do volunturismo

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Crianças numa township que visitei em Cape Town

O volunturismo – o tipo de turismo que concilia uma viagem com atividades de voluntariado – virou onda. No Brasil, é um filão que começa a ser explorado, mas já faz uns bons anos que virou meio “moda” pra americanos e europeus se inscreverem para esse tipo de atividade, conciliando o desejo de conhecer terra e cultura distintas com a ideia de ajudar, de emprestar seu conhecimento ou, mais comumente, sua mão de obra, para uma organização ou causa.
Então várias agências começaram a vender pacotes “volunturísticos”. Eu recebo vez ou outra uns mailings ou spams com esse tipo de oferta e já vinha mesmo achando o negócio esquisito. Conversei com alguns blogueiros norte-americanos e três deles me contaram sobre experiências maravilhosas que tinham tido com o volunturismo em países da África, como tinham voltado transformados e talz. E me contaram também que a experiência tinha custado, sem passagens aéreas, em média dois mil dólares.

Crianças das comunidades ribeirinhas do rio Juma, na Amazônia

Bom, sei lá, cada um é cada um. Eu já fiz várias atividades de voluntariado – dos famosos dias em creche ou de sopão a trabalho de anos com assessoria de imprensa – embora ainda não tenha experimetado isso no turismo. Mas, pra mim, ser voluntário, se pressupõe que você contribua de alguma maneira, não deveria pressupor que você pagasse por isso.

Meninas ribeirinhas do Solimões

Daí li no final de semana um post ótimo no também ótimo Travel Dudes  (“Pay to volunteer? Are you mad?“) no qual ele discute basicamente a mesma ideia. Ele conta sobre as vezes em que se voluntariou em várias partes do mundo, trocando seu trabalho por comida e alojamento, sem custos, e que estranha muito como as pessoas estão pagando e pagando e pagando por esse tipo de experiência. E vai mais longe: será que todo esse povo que paga pelo volunturismo tem controle de quanto desse total investido realmente vai parar nas mãos da organização beneficiária em questão? É pra refletir.
No fim, ele ainda dá dicas de onde se inscrever gratuitamente para volunturismo na América do Sul e Haiti (e talvez Japão), entre outros. Se você está interessado no volunturismo, e concordando ou não com a ideia de pagar por isso, vale muito ler sobre as experiências dele.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.