África do Sul: do Free State ao rio Umngazi

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DSC_0007 Como foi a travessia de um dos mais lindos trechos de toda a viagem de carro pela África do Sul

 

 

De Oaklands, no Eastern Free State (leia sobre no post anterior), saímos logo após o café da manhã para atravessar a região das KwaZulu Natal (frequentemente abreviadas como KZN por aí) em direção à foz do rio Umngazi. Foi um dia longo e bastante cansativo, com 9h de estrada até chegar à propriedade Umngazi River Bungalows, que fica literalmente no local onde o rio Umngazi (ou Mngazi) encontra o mar. Mas, apesar das muitas horas de estrada, foi uma viagem linda, com montanhas, vales e campos de todo tipo no nosso horizonte.

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As casas circulares dos zulus (para evitar que espíritos se escondam nos cantos) nos acompanharam durante todo o trajeto

As casas circulares dos zulus (para evitar que espíritos se escondam nos cantos) nos acompanharam durante todo o trajeto

 

 

África do SulÁfrica do SulNa foz do Umngazi tivemos péssima sorte com o tempo: começou a chover assim que chegamos e a chuva continuou, ainda que tranquila, durante toda a nossa estadia, cancelando vários dos passeios que tinhamos programado 🙁  Ali é possível encarar trilhas pela vegetação de ares tropicais que margeia o rio, trilhas pela praia e passeios de barco (dizem que os cruzeirinhos ao pôr-do-sol ali são lindos, mas o nosso não saiu devido ao mau tempo).

O rio Umngazi (ou Mngazi)

O rio Umngazi (ou Mngazi)

 

A vegetação de verde intenso e o rio encontrando o mar

A vegetação de verde intenso e o rio encontrando o mar

O tempo ficou friozinho e à noite até a lareira da sala comunal e do bar era acionada. Fizemos passeios rápidos pelos arredores e caminhamos pela margem do rio até a prainha que se forma onde ele encontra o mar, quase em frente ao hotel, mesmo debaixo de chuvisco. No mais, acabamos fazendo ali o que muitos dos hóspedes do hotel fazem: descansar 😉

O hotel é bastante conhecido nacionalmente na África do Sul, operando já há várias décadas, mas não recebe nem 5% de hóspedes internacionais. É geralmente procurado por famílias com crianças mas, curiosamente, encontramos ali também alguns casais em lua-de-mel. A programação para os pequenos é intensa, com área própria para as refeições com os monitores, kids club e montes de atividades – e os pequenos se jogavam na piscina, ao ar livre mas aquecida, praticamente o tempo todo 😀

As novas suítes do hotel

As novas suítes do hotel

 

A vista-desbunde da varanda

A vista-desbunde da varanda

O Umngazi River opera sempre em pensão completa (café, almoço, café da tarde e jantar), mas as bebidas são todas cobradas à parte (exceto chá e café coado após as refeições). A comida não me despertou paixões mas era grande a variedade, servida sempre em estilo buffett. As atividades listadas num mural da recepção (em geral, atividades para as crianças e caminhadas e trekkings de distintos níveis de dificuldade para os adultos) também estão incluídas e há um outro menu de atividades (como canoagem no rio ou os cruzeirinhos Fish Eagle Sunset) cobradas à parte.

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Os quartos são antigões e meio sem bossa, mas as novas suítes (ficamos numa delas, e acho que vale a pena ficar porque a diferença de qualidade das acomodações é bastante grande) são bem legais, e com vista para rio e mar. E eles têm também um spa bacaninha, com as salas de tratamento cada uma ocupando uma cabana, todas ligadas por passarelas de madeira, uma graça (têm até sala de massagem para casal, como manda a nova moda 😛 ).

O caminho fofo que leva ao spa

O caminho fofo que leva ao spa

A Wild Coast é uma região (ainda) pouco turística de costa rochosa (com direito a muitas cavernas), tomada por florestas nativas (com uma vegetação de verde tão intenso que me lembrou muito a mata atlântica) e manguezais. O hotel fica em Pondoland, 20km ao sul da simpática Port St Johns, com o rio bem à sua frente e o mar logo à esquerda da propriedade. A violência do mar ali foi algo que me chamou atenção. O rio, tão tranquilinho, desemboca num mar cheio de ondas muito fortes – de onde vem o nome da costa, “wild coast”. Mas o barulho constante da água em toda a propriedade e na maioria dos passeios que fizemos pela região era mesmo uma delícia. Dizem que as noites, quando o tempo está bom por lá, têm um céu lindo, estreladíssimo. E ainda tem todo o lance da pesca (a região é também famosa por isso) para os fãs de fly fishing e sea fishing.

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Em tempo: dá pra voar até cidades nos arredores (como Durban ou, melhor ainda, Mthatha, que fica a 90km do hotel) e contratar um transfer ida e volta com o próprio hotel, o que é bem mais viável para quem não curte tanto assim uma roadtrip 😉

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.