África do Sul: pela Garden Route

32 Flares Twitter 5 Facebook 27 Google+ 0 Pin It Share 0 32 Flares ×

DSC_0984 Sol e temporal em dias consecutivos em Wilderness, à beira-mar na Garden Route, com direito a escapadas pelos arredores

 

Nas viagens anteriores à África do Sul, eu só tinha conhecido um tiquinho da lendária Garden Route: o (lindo) trecho que a maioria dos turistas conhece quando faz o trajeto entre Stellenbosch e a Cidade do Cabo e, em março passado, o trecho até Hermanus. Mas eu queria ver ainda um pouquinho mais, até porque não conseguia me convencer do fato da estrada ter sido batizada de GARDEN route se, mesmo em plena primavera sul-africana, quase não se viam flores ao redor da estrada.

Mar gélido e bravo em Wilderness

Mar gélido e bravo em Wilderness

Bom, me explicaram que as flores ali são raras mesmo; o lance “jardim” é pela vegetação que domina a estrada cênica, cheia de montanhas e uns 50 tons de verde. Mas, mesmo assim, já tinhamos planejado passar uns dias em Wilderness, a cidadezinha também famosa pela vida à beira-mar na Garden Route, e seus arredores.

Wilderness

A região é bem mais afastada da Cidade do Cabo que Hermanus (são umas 4h30 de estrada ), então não dá nem pra pensar em fazer bate-e-volta pra lá. Muita gente prefere voar até George, que fica a 25 minutos de carro dali. Mas Wilderness é mesmo uma boa opção de escala para quem está percorrendo a Garden Route, sobretudo porque ali fica o belo parque nacional de mesmo nome.

Here comes the rain: o prenúncio do big temporal que enfrentamos na tarde e noite da chegada

Here comes the rain: o prenúncio do big temporal que enfrentamos na tarde e noite da chegada

Ficamos hospedadas no Views, um hotel botique legal bem de frente pro mar, erguido sobre uma encosta. Para alcançar a praia logo em frente, é preciso descer uma escadaria de madeira construída junto à encosta (e, virgessantanossinhora, subir tudo aquilo de volta depois) mas o visual é muito bonito. Poucas pessoas se atrevem a entrar na água congelante, mas tem sempre gente caminhando, levando cachorros para passear e um sem-fim (juro!) de gente coletando conchinhas nos finais de tarde (as conchas são mesmo lindas, coloridas, retorcidinhas).

Conchinhas-fever todo final de tarde ;)

Conchinhas-fever todo final de tarde 😉

Wilderness

Na tarde e noite da nossa chegada, enfrentamos um TREMENDO temporal que provocou alguns danos no hotel (vidro de varandas e algumas cadeiras quebrados, por exemplo) e também nos hotéis vizinhos. Em compensação, nos outros dias o céu ficou azul, solão, ventinho gelado, tudo lindo – e ainda vimos, num dos dias, durante nosso café da manhã, um grupo de golfinhos nadando literalmente em frente do hotel <3

ahá uhu a praia é nossa ahá uhu :D

ahá uhu a praia é nossa ahá uhu 😀

Por-do-sol tipo UAU

Por-do-sol tipo UAU

As áreas comuns do hotel são cheias de estilo, com muita madeira clara nos móveis (só o wifi que não é uma Brastemp, embora seja gratuito). O spa é pequeno, com apenas quatro salas de massagem; e, nos dias em que estivemos ali, a piscina aquecida estava quebrada. Existe um solário bacana, com uma piscina minúscula, no segundo andar – a vista dali é linda.

Os apartamentos do Views, me disseram, foram todos reformados esse ano. Decoração clarinha, toda inspirada no mar, bastante espaço, paredes de vidro na saída para a varanda, banheiros integrados ao quarto, serviço bem simpático (na noite do meu aniversário, as camareiras encheram o quarto de balões coloridos e escreveram happy birthday com pétalas de flores na minha cama 😛 ). O café da manhã é bom (um buffet mais duas opções quentes diárias à la carte)  e o restaurante também serve almoço e jantar numa cozinha estilo-tudo (vi no cardápio pratos típicos, pizzas, massas, saladas, sopas, sanduíches etc).

Quartos bem grandões...

Quartos bem grandões…

... e banheiro psicodélico :P

… e banheiro psicodélico 😛

Dos arredores, o que mais curti foi a fofa Knysna onde, descobri lá, muitos capetonians costumam passar as férias de verão. Foi minha escapada favorita. Rodeada de montanhas e com o (gélido) mar logo em frente, Knysna tem um waterfront encantador, com lojinhas, restaurantes, bares e é de lá que saem os passeios de barco e lancha pela costa (alguns em barcos antigos, parecidos com as nossas chalanas 😉 ). No domingo que fomos o local estava lotado (há estacionamento logo em frente, e não era cobrado).

KnysnaKnysna

Não espere encontrar ali um centrinho mega movimentado, não. Os melhores restaurantes estão dentro dos hotéis e a vida noturna é tipo assim… inexistente :/  Fora da alta temporada (alto verão, quando a cidade lota) a oferta hoteleira é muito maior que a procura e é possível encontrar belas ofertas nos hotéis mais legais.

32 Flares Twitter 5 Facebook 27 Google+ 0 Pin It Share 0 32 Flares ×

About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.