“ainda deixamos a desejar na parte de serviços”

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Janeth Oliveira trabalha há mais de dez anos com turismo. Formada na área, atende na Terramar (Campinas/SP) e também é apaixonada por viagens – além de ser o anjo da guarda de muita gente. Aqui, ela fala um pouquinho sobre o cenário atual do turismo no Brasil.

Pelo Mundo – Qual a importância do planejamento prévio numa viagem? Você acha que os brasileiros estão aprendendo a planejar suas viagens com antecedência?
Janeth – Se queremos o melhor (bons preços, boa acomodação e ficarmos bem localizados), é necessário planejar com a maior antecedência possível, pois só assim é possível obter o desejado. Felizmente, os brasileiros estão aprendendo a planejar suas viagens, pois aqueles que não o fazem… ou não viajam ou pagam um “alto preço” por isso.

Pelo Mundo – A ministra do turismo, Marta Suplicy, anunciou um novo plano para colocar o turismo de estrangeiros em alta no Brasil. Dentre as principais metas, estão a qualificação da mão-de-obra, com vários cursos para o setor. Você acha que essa medida é satisfatória em que sentido?
Janeth – Mão-de-obra especializada é essencial e temos uma enorme carência disso no Brasil, pois a grande maioria das pessoas que trabalham em áreas relacionadas ao turismo não recebeu nenhum tipo de conhecimento ou treinamento referente à mesma e isto não é suficiente: é necessário também investimento na estrutura como um todo.

Pelo Mundo – O principal público a ser focado serão os turistas norte-americanos, que ainda são um número muito inexpressivo no Brasil, apesar de todos os brasileiros que viajam anualmente para lá. O que você acha que atrairia os americanos para o turismo brasileiro?
Janeth – A divulgação, em primeiro lugar, é o que atrai o turista para determinado destino; infelizmente, a maior divulgação que é feita do Brasil é a falta de segurança, através das notícias veiculadas na imprensa internacional. Para o americano e demais estrangeiros, o Brasil se resume em Rio de Janeiro , Foz do Iguaçú e Pantanal – pelo menos é esta experiência de tenho tido.

Pelo Mundo – O que você acha que falta para o Brasil tornar-se um grande destino do turismo mundial, como acontece com os países europeus e muitos dos países asiáticos? Em que se faz necessário investir mais?
Janeth – Como na resposta acima, é necessária uma maior divulgação de nossos potenciais turísticos. Infelizmente, são divulgados os potenciais de apenas algumas cidades e, normalmente, quando o turista chega, é direcionado sempre para dois ou três destinos e os demais são esquecidos.

Pelo Mundo – Quais você considera nossos maiores atrativos para o turista internacional? E em que somos melhores que os outros na parte dos serviços?
Janeth – Sem sombra de dúvida, o ecoturismo é o maior atrativo para o turista internacional: temos uma natureza exuberante, lugares lindos que só existem aqui, e isto encanta o turista. Além, é claro, do “carisma” do povo brasileiro. Mas infelizmente ainda deixamos muito a desejar na parte de serviços, como na estrutura hoteleira e mão-de-obra especializada.

Pelo Mundo – O turismo interno de brasileiros ainda movimenta mais o setor do que os brasileiros que viajam pra fora. Você acha que esse excesso de turismo interno pode atrapalhar de alguma maneira as metas do governo de atrair cada vez mais estrangeiros para cá?
Janeth – De forma nenhuma! Penso que o turismo interno forte fará com que aja maior investimento na estrutura local, podendo assim receber um maior número de turistas estrangeiros.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.