Amã: sedutora, encantadora

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A região do 5th Circle

 Minha viagem pela Jordânia começou como para a maioria dos viajantes: por Amã, sua adorável capital. O processo de entrada é rápido, com a obtenção do visto logo na chegada no aeroporto (20JD, ou +ou- US$30, pagos em cash, em moeda local, na hora) e o desembarque também é zero complicação. Do lado de fora, vários homens oferecem táxis e shuttles para os hotéis – pessoalmente, acho recomendável reservar o seu previamente para evitar o stress das negociações

Comida e serviço caprichadíssimo em lugares como o ótimo Fakher el-Din

 A cidade é grande (são mais de dois milhões de habitantes) e está espalhada sobre várias colinas – se considerarmos a “grande Amã”, são 20 no total; as sete centrais são as principais. A Amã antiga guarda ruínas romanas e bizantinas, como um adorável teatro romano bem no centro da cidade e a intrigante Citadel, a poucos passos de Downtown, a principal rua do comércio popular da cidade, onde você acha de tudo um pouco.

Os dinares jordanianos (normalmente sinalizados por JD) valem mais ou menos a mesma coisa que a libra britânica 

 As áreas mais movimentadas do trânsito contornam os “circles” (oito no total), que são “balões”, “rotondas”, “rotatórias” ou whatever you call it 😉 As melhores áreas para se hospedar são o circle 1 – que fica perto dos muitos bares, cafés, restaurantes e afins da Rainbow Street – ou o circle 5, que reúne os hotéis mais bacanas e as boutiques e restaurantes mais hypadinhos.

O 1st Circle tem de tudo, de McDonalds a bons restaurantes
A cidade espalhada pelas colinas, com o anfiteatro romano à esquerda

 Segura e super bem policiada, Amã é ultra acolhedora, inclusive para mulheres viajando sozinhas (sobretudo na região central e nos bairros mais tchans). E super sofisticada também, dos novíssimos e modernérrimos malls como o TAJ Mall à nightlife vibrante como em qualquer capital européia. Hotelaços e excelentes restaurantes estão por toda parte, assim como as principais grifes internacionais. No fundo, foi uma das cidades que mais me surpreendeu, de verdade; eu imaginava encontrar no máximo uma Túnis ou algo do gênero. Mas acho que Amã mistura com uma perfeição impressionante todo o exotismo do Oriente Médio, o climão das mil e uma noites da história milenar que está em cada esquina, com a big contemporaneidade dos arranha céus e da arquitetura da parte mais moderna.

O marco principal da Citadel, parte da antiga Philadelfia
O novo e o antigo se misturando

 Amã só peca num quesito: o transporte público é praticamente nulo. Por outro lado, os táxis são ultra abundantes e baratos – com o único porém de ter que quase sempre negociar direitinho a tarifa com o taxista antes de partir.

O teatro romano visto de pertinho
Hotelaria super caprichada, como no quartaço do Four Seasons Amman

No fundo, acho que Amã não se revela à primeira vista para os turistas apressados. Tanto que eu conheço gente que não gostou tanto da cidade e gente que, como eu, se apaixonou por ela. É do tipo que tem que olhar duas vezes pra ver bem os tesouros escondidos, as surpresas, o brilho.
Pra mim, tremenda cidade. Pra voltar.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.