Antártida: Cierva Cove

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Olha o “sangue azul” do iceberg ;))))

 Despertamos no quarto dia em território antártico com um chamado do Don, o expedition leader, no sistema sonoro, plenas seis da matina, avisando que quatro baleias estavam literalmente se alimentando ao redor do nosso navio. Foi um tal de todo mundo aparecer nos decks e na ponte de comando vestido pela metade e com cara amassada e cabelos desgrenhados em cinco minutos. Na correria, peguei a câmera e esqueci que a bateria estava carregando na tomada da cabine :/  Mas também fiquei tão encantada observando aqueles animais se alimentando, bocas imensas submergindo e emergindo de novo, cheias d´agua e peixes, através dos meus binóculos que, sorry, nem quis voltar à cabine para não perder nada. O dia estava só começando.

O tempo já não estava mais bonito como antes; o céu cinza e o frio mais intenso, pela ausência do sol, com um ventinho cortante às vezes. Nossa primeira descida, logo após o café da manhã, foi em Cierva Cove, uma pedaço ainda pouco visitado no estreito de Gerlache. Ali a ideia não era desembarcar literalmente, mas sim explorar a região nos zodiacs, por entre os icebergs mais impressionantes de toda a viagem. Imensos, com cores incríveis e formatos surpreendentes que lembravam, inclusive, rostos. Olha esse:

 Tá vendo melhor agora?

 Os zodiacs trafegaram a manhã inteira num mar não só de icebergs gigantescos, que nos faziam parecer formiguinhas zanzando entre eles, como também infinitos pedaços e placas de gelo espalhados por toda parte.

 Até que num dos icebergs vimos um corpito conhecido. “ei, tem uma foca ali”, alguém gritou no zodiac.

 E era mesmo, uma preguiçosa, refastelada.

Mas o melhor estava por vir: do outro lado, dividindo o mesmo iceberg, estava o animal que, depois das baleias, todos mais esperavam ver: leopard seal, a foca malvada e predadora que se alimenta de pinguins fofinhos, humpf.

 Percebam a diferença de tamanho entre a foca leopardo, à frente, e a outra, ao fundo. Principalmente a diferença de tamanho da cabeça o.O

 Fiz praticamente um book dela. Estava no mesmo zodiac dos outros photo-freaks do navio, então estavamos praticamente metralhando o animalito com tantos disparos de nossas câmeras. Ele até se incomodou, interrompeu o cochilo e, ui, olhou bem pra nós.

 E daí abriu a bocarra:

 Depois de 1200 fotos, chegou outro zodiac de passageiros do nosso Polar Pioneer e, well, tivemos que dar espaço para eles também poderem fotografar o bichano. Como é um animal caçador, é muito raro ver uma foca leopardo assim, dando sopa pras fotos por tanto tempo; todo mundo queria ter sua chance, claro.

 Dali a pouco até a turma do navio que saía em caiaque (lembra que eu contei em outro post?) apareceu por lá para fazer suas fotinhos. Tivemos que sair para outras bandas, embora ainda embasbacados com a foca predadora.

 Estava de novo no zodiac do sempre ótimo John, que nos levou para uns ralllies divertidíssimos enquanto faziamos o cruise por entre icebergs cada vez maiores e mais impressionantes de Cierva Cove.

 O formato desse iceberg assim, com esse “buraco” e essas “veias” de azul tão intenso nos deteve por vários minutos diante dele, antes de seguir adiante no zodiac cruise.

Arco do Triunfo
A dupla de pinguins isoladinha no alto do iceberg
Ei, John, dá um oizinho pro Brasil! 🙂

Tivemos também a sorte de flagrar uns voos sensacionais sobre nosso zodiac…

 … passamos pela base argentina…

estalactites?

 …. flagramos outra foca preguiçosa…

 … vi até o nosso navio por entre os icebergs 🙂

olha ele lá no fundão!

 Até que avistamos 3 pinguinzinhos no melhor estilo happy feet, praticamente sapateando sobre um iceberg arrendondado, bem quando o céu começava a abrir. E ficamos encantados, circulando o pedaço de gelo com o zodiac por uns cinco minutos:

 Só fomos embora porque fomos chamados DUAS vezes pelo rádio, que já estávamos atrasados. O tempo começava a abrir, mas nosso horário de autorização para permanecer ali em Cierva Cove tinha terminado – o Polar Pioneer tinha que zarpar.

E eles tinham planejado um almoço outdoor pela primeira vez em toda a viagem. Quando o zodiac se aproximava do navio, já dava pra sentir no ar um curioso cheiro de… churrasco.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.