As nossas suadas milhas

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A ideia pro post de hoje era outra, bem diferente. Mas ler os tuites desesperados da @flavia_mariano reclamando do roubo de suas quarenta mil milhas, com as quais larápios conseguiram emitir trechos e viajaram felizes e contentes por aí, mudou meus planos.
Desde março desse ano, os casos de “roubos de milhas” se proliferaram loucamente e acho que vale a pena falar disso por aqui. Se a gente der uma olhada nos foruns de discussões a respeito, é praticamente um caso novo a cada dia desde então. Ok, alguém pode até pensar que é pouco, dado o universo gigante, e cada vez maior, de brazucas participando de programas de fidelidade de diversas companhias aéreas e, mais ainda, o número de brasileiros voando ultimamente.
Não, eu não gosto de ser alarmista. Nem é o que pretendo com esse post. Mas a grande questà é que isso simplesmente não deveria acontecer, certo? Enquanto os injustiçados tentam provar que foram vítimas de golpes e as aéreas dão tratos à bola para resolver os pepinos, ficamos todos nós, de uma maneira ou de outra, à mercê de – toc, toc, toc, Deus queira que não – sermos os próximos na lista. Trash.
Já que esse post quer servir como um alerta do que anda rolando por aí, o conselho de “guarde a sete chaves sua senha de resgate” é óbvio demais. Eu, que também levo muito a sério minhas milhas acumuladas e, felizmente, já fiz muito uso delas em viagens por aí, sempre defendi que “milha boa é milha gasta”.  Tipo juntou, usou.
Então, se você puder, leve a sério a prática do “acumulou, emitiu”; ou seja, se vc demora muito pra juntar seus pontos, não adianta ficar planejando juntar milhas suficientes para ir ao Tahiti, por exemplo. Faça planos mais coerentes com a SUA realidade e procure emitir as passagens assim que juntar os pontos suficientes, seja por cartões de crédito ou voos. Quem acumula pontos por trechos voados, não tem escolha; mas se sua principal fonte de milhas é o cartão de crédito, não transfira seus pontos para o programa de fidelidade sem ter uma passagem (data, destino etc) em vista, por questões de segurança mesmo. Pelo bem das nossas suadas milhas, esperando que todas continuem em nossas continhas, como deve ser, e que, sobretudo, os assaltados tenham suas milhas devolvidas rapidinho.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.