Aswan: o Obelisco Inacabado e o templo de Philae

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 Com o navio ainda ancorado no píer em Aswan, fiz dois tours locais incluídos no preço do cruzeiro do Sun Boat IV pelo Nilo: o “Obelisco Inacabado” e o Templo de Philae (ou Filas).

 O Obelisco Inacabado (30 libras egípcias o ingresso) é considerado o maior da antiguidade e acredita-se que tenha sido encomendado por Hatshepsut (se tivesse sido concluído, teria cerca de 42 metros de altura e mais de 1200 toneladas) provavelmente para celebrar seu 16o. ano de reinado.

 Quando a gente chega no local, dá pra ver exatamente como ele começou a ser esculpido diretamente das rochas que hoje compõem o parque (dá pra ver que sua base ainda está completamente anexada às rochas) e seus dois pontos de rachadura séria que devem ter causado seu abandono. O (excelente!) guia Ehad nos mostrou em detalhes como eles teriam feito para esculpir e tentar retira-lo de lá para transportar aos templos.

 O local é bem pequeno e o tour é rápido, durando pouco mais de uma hora por ali. Mas é interessante para ver (assim como quem visita a “fábrica de moais” na Ilha de Páscoa) em detalhes e entender como os egípcios construíam e transportavam os obeliscos naquela época. E, vale dizer, para os interessados nas comprinhas, os vendedores do mercadinho que se forma à saída da atração foram os menos agressivos/invasivos de toda a viagem.

A visita ao belo templo de Philae (ou Filas; 50 libras egípcias o ingresso) é toda peculiar: fomos de van até um outro píer do lago Nasser, para tomar um dos barquinhos motorizados à ilhota de Agilkia, onde o templo foi realocado (sim!) pela Unesco por ocasião da construção da represa de Aswan.

 O passeio ficou especialmente bonito por ser feito na parte da tarde; o sol brilhava intenso, deixando as águas meio prateadas, quando fomos, e já ganhava suas cores rosadas do final do dia quando voltamos (quem vai por conta, tem que lembrar que o pagamento dos ingressos ao templo e ao barqueiro são feitos separadamente; e, é claro, tem que negociar o preço da viagem de barco antes). No píer, vendedores expõem máscaras e outras peças de artesanato muito sossegadamente. O trajeto dura coisa de dez minutinhos mas é super fotogênico 😉

 Philae, considerado um dos locais de adoração de Osiris, era reverenciado também pelos núbios. Chegando lá, ouvimos sobre toda a vida que existia ali no templo e arredores, incluindo as relações comerciais que ali se desenvolviam.  Sem contar que, devido à sua posição próxima ao Trópico de Cancer, sempre teve curiosos efeitos de luz e sombra que devem ter exercido enorme influência sobre os egípcios.

 Uma sequência de templos menores, leões de granito, colunas, altares e paredes cheias de hieroglifos fazem parte do belo passeio. O nome teria a ver com o significado de “fronteira” e o local teria testemunhado da era faraônica à era greco-romana, ficando mundialmente famoso e recohecido lá pelos anos 1800, quando o egiptologista Joseph Bonomi e a novelista britânica Amelia Edwards o visitaram (em períodos distintos)

O local é lindo, a visita deliciosa. Foi um dos templos que mais gostei durante todo o itinerário. Mas lindo mesmo é quando estamos quase alcançando a ilha na chegada – o tipo de vista inesquecível.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.