Bali – para quando você for

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BaliDiquinhas gerais para quem estiver planejando férias e escapadas a Bali, tintim por tintim

 

 

Contei nesse post aqui como foi a semana inteirinha que eu passei nessa ilha indonésia para a qual quero muito, muito voltar. Também contei em outro post o que achei de cada um dos três hotéis nos quais me hospedei por lá. E falei também sobre o boom das mulheres que viajam sozinhas para a ilha, sobretudo pós-Elizabeth Gilbert. Faltaram apenas as informaçõezinhas tipo be-a-bá para quem estiver pensando em ir pra lá, que seguem aqui:

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Quanto tempo?

acho cinco dias o tempo mínimo para conhecer a ilha, e uma semana um período perfeitinho para aproveitar bem o que Bali tem para oferecer. A menos que você esteja num mega-giro-pinga-pinga por vários destinos asiáticos, achei uma semana suficiente para conhecer Ubud de cabo a rabo, peregrinar pelos templos, zanzar pelos arrozais e ainda curtir dias de relax à beira-mar.

 

Locomoção

o trânsito da ilha é sempre caótico e, por isso mesmo, não aconselho o aluguel de carro para passear por ali. Fica bem barato e muuuuuuito mais tranquilo alugar um carro COM motorista para te levar de lá pra cá, onde e como quiser. Dá pra alugar direto por uma semana no próprio aeroporto, nas lojinhas de rent a car mesmo, ou alugar conforme você for precisando.

Eu usei em Jimbaran e Ubud carros e táxis indicados pelos próprios hotéis (os preços são sempre bem convenientes, desde 5usd a corrida) e depois peguei a dica de um motorista show de bola com a Dri Miller (valeu, Dri!).  Adorei o Roby e recomendo muito, muito, muito: por 50usd, ele fica com você o dia inteirinho, te levando onde quiser, com gasolina, estacionamentos etc incluídos – você só paga os ingressos dos lugares que eventualmente quiser visitar. E o Roby é pura paciência e simpatia (pra bookar com antecedência, o melhor é escrever para wayanrobyparwantoroby@yahoo.com; mas se você já estiver em Bali e precisar dele, é melhor ligar para 082146846065). E dá pra fechar preço com desconto se você bookar o Roby por vários dias consecutivos.

A ilha parece pequena mas o trânsito pode ampliar – e muito – as distâncias. É normal, por exemplo, levar entre 1h30 e 2h de Jimbaran a Bali. Muita gente acaba levando quase 4h pra chegar aos pés do Monte Batur nos dias de mais trânsito.

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Aluguel de motos

o aluguel de scooters e motos também é muito, muito farto. Mas, a menos que você seja um “selvagem da motocicleta”, só recomendo mesmo para zanzar pelas praias. Pegar estradinhas do interior de Bali com sua moto pode virar um tormento com o trânsito maluco da ilha.

 

Onde ficar?

acho legal e importante dividir a hospedagem entre interior e litoral numa primeira visita a ilha, para ter uma boa noção do que é Bali como um todo. Uns dias em Ubud, por exemplo, e depois um relax em Jimbaran, para terminar. Eu sugeriria 4 e 2 noites, respectivamente, mas isso vai muito do gosto de cada um. De Ubud, além da própria cidade e arredores, é fácil explorar a região dos arrozais, o Monte Batur e os templos do interior. De Jimbaran, fica fácil explorar o mercado de peixes e os imperdíveis templos de Uluwatu e Tanah Lot.

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Praias em Bali

ir à Bali PARA ir à praia acho que não faz muito sentido para um brasileiro. As praias de Bali são bonitas mas estão longe, longe da beleza das praias do Caribe ou do sul da Tailândia, por exemplo. E são bem menos bonitas que as nossas. A menos que você seja um surfista, acho que a praia vale pelo relax e pela experiência, mas o grande barato de Bali é conversar com os balineses nos mercados, nos templos, nos campos de arroz e nas cidades do interior da ilha.

Escolher a sua praia é algo bem pessoal, é claro. Vá para Kuta se você quer muita infra para turismo, muitas opções de consumo, uma vida noturna que pega fogo e não se importa de dividir a areia da praia com montes e montes e montes de jovens australianos em Spring Break. Vá para Nusa Dua se você quer uma vibe do tipo resorts e nada mais.  Vá para Jimbaran se você quer praias o mais desertas possível e uma vilinha para explorar aqui e ali. Vá para  Seminyak se você quer muita oferta gastronômica e de consumo e beach clubs descoladinhos.

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Compras

na hora das compras, pechinchar em Bali é mandatório. Em todos os mercados e barracas eles falam sempre em morning price e afternoon price na hora de conquistar os clientes. Mas é fato que comprar logo pela manhã tem suas vantagens: eles valorizam muito a primeira compra (é um sinal de sorte, e eles costumam passar o dinheiro do primeiro comprador nas peças da barraca para atrair boa sorte) e é mais fácil conseguir os descontos maiores pela manhã que pela tarde. Não deixe darem o preço em dólares: pea sempre o preço em rúpias, que é mais fácil para eles mesmos fazerem as contas e negociarem. Tem diquinhas para pechinchar em compras de viagem aqui.

O único local de compras de souvenirs onde não se pechincha é a loja Krisna, uma espécie de Atacadão em Kuta onde tudo é muito, muito barato. Você vai encontrar ali peças mais made in China que qualquer coisa, mas é bom para trazer, por exemplo, kits de chaveirinhos para distribuir no escritório 😉

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Pagamento de taxas

é preciso pagar taxa de imigração antes de passar pelo balcão de imigração na chegada à Bali. Você pode pagar em diversas moedas diferentes (há uma tabela nos guichês de pagamento que inclui dólares, euros, libras, iens e mais umas duas dezenas de moedas pelo menos – mas não Real) o equivalente a 25usd ou 20 euros para ficar por até 30 dias na ilha.  É bom ter o dinheiro trocado.

Na hora de sair, é preciso pagar uma taxa de saída (!!!). Mas atenção: essa taxa só pode ser paga em rúpias. Assim, separe 150.000 rúpias (mais ou menos o equivalente a 15usd) e guarde num cantinho bem seguro para não correr o risco de não ter esse dinheiro na hora da sua partida.

 

Chegando em Bali

na chegada, vale a pena deixar o transfer do aeroporto ao seu hotel já combinado com o seu hotel ou com o motorista que você vai contratar para sua viagem. Vi vários turistas perrengando horrores para negociar as corridas e soube de gente que pagou 3 ou 4 vezes o valor de uma corrida.

 

Cultura

Ubud tem, além dos muitos templos e adoráveis galerias de arte, também ótimos museus que valem a visita para ajudar a entender a história da ilha. As ótimas performances que acontecem todas as noites às 19h30 no Palácio de Ubud também são programão (as recepções dos hotéis costumam ter uma listinha que explica que “show” acontece a cada noite e confirma os horários, que podem mudar em 30 minutos para antes ou depois). O kecak fire dance que rola todo final de tarde em Uluwatu também é programão – achei mais cansativo e menos interessante que o do Palácio, mas foi uma bela experiência, ainda mais com o sol se pondo como pano de fundo do espetáculo.

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Macacos

a “lenda” dos macacos de Uluwatu é também, em grande parte, culpa dos turistas que, por mais que sejam avisados, ficam instigando e alimentando os macacos em todo o templo. Cuidar de óculos, bonés etc é mandatório, porque os bichinhos são rápidos no gatilho pra furtar essas coisas. A dica é: vá bem no finalzinho da tarde, quando os macacos já nem dão mais as caras por ali (vi apenas 3 em todo o tempo que fiquei em Uluwatu). Indo no final da tarde dá tempo de andar o templo todinho e chegar bem a tempo para pegar um lugarzinho sentado para a performance do Kecak fire dance.

 

Prepare-se para responder uma infinidade de perguntas, sempre

os balineses são curiosos e normalmente enchem os turistas de perguntas como se fossem crianças; mas porque são realmente interessados no outro. No mercado, no aeroporto, no táxi, na rua, eles perguntam o tempo todo.  Em 15 minutos de conversa, um balinês provavelmente saberá metade da sua vida, mas ouvindo (e absorvendo) com uma atenção excepcional. E costumam ficar en-can-ta-dos quando a gente diz que vem do Brasil 😉

 

Para ler tudo o que foi publicado sobre Bali no Pelo Mundo, clique AQUI.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.