Boas novas de Buenos Aires

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Uma semana redondinha em Buenos Aires, dois anos após a última visita

 

 

 

 

Buenos Aires sempre foi um destino “de todo ano” para mim. Distante pouco mais de 2h30 de voo desde São Paulo, era perfeito inclusive para escapar num final de semana. Achava tão conveniente que cheguei a ir quatro vezes para lá em um mesmo ano #aloka. Mas a última viagem, em 2015, tinha sido tão chatinha, com aquele desconforto de ter que trocar dólar em cambista (comprar e trocar moeda é algo que não faço há uma década; sempre uso cartão de crédito e saques com meu cartão do banco, como já contei diversas vezes aqui) que desanimei e nem visitei Buenos Aires no ano passado.

Bons drinks no Pony Line: mandatório

Agora em outubro, dois anos após minha última viagem para lá, voltei e a experiência de viagem voltou a ser gostosa como antes. É verdade que os preços subiram (muito!) e Buenos Aires está consideravelmente mais cara para nós, do táxi à comida. Mas os saques em caixa eletrônico e compras com cartão de crédito voltaram a compensar, quem leva Real ou dólar para trocar pode fazê-lo tranquilamente no Banco de la Nación do aeroporto e a própria atmosfera geral da cidade voltou a ser gostosa e convidativa.

Fiquei hospedada metade do tempo em Palermo e metade do tempo na Recoleta. Continuo achando Palermo a melhor pedida (pela vibe, pelas opções de gastronomia e vida noturna etc), mas entendo que a Recoleta costuma ser o bairro preferido de quem visita a cidade pela primeira vez. Em Palermo, fiquei num hotel boutique delicioso, o charmoso Legado Mítico, cujos deliciosos onze quartos são cada um inspirado numa personalidade argentina diferente. Na Recoleta, no Loi Suites Recoleta, um quatro estrelas quase ao lado do cemitério que é bastante popular entre brasileiros.

A Passagem Carlos Gardel, onde começa o tour do Fileteado Porteño

Das muitas andanças desta última viagem, merecem destaque: o tour “Fileteado Porteño” da 054.travel (o tour é mais longo e arrastado que o necessário, mas a história por trás do fileteado é adorável e há um divertido workshop da técnica no final) e aproveitar San Telmo durante a semana, agora que o bairro está definitivamente mais gostoso (não deixe de visitar a maravilhosa galeria loja de Marcelo Toledo).

Mas confesso que o que mais fiz nesta última viagem foi comer e beber 😀  Restaurante, padaria, casa de chá, cafés, bares… nada escapou. Do que comi de mais gostoso, meus destaques são:

  • Uco Restaurante. Foi a refeição com melhor custoXbenefício de toda a viagem. O pequeno restaurante instalado dentro do Fierro Hotel tem um menu de almoço durante a semana chamado de “Sharing is Caring”, que por 440 pesos inclui seis tapas diferentes (à escolha do cliente de uma lista bem extensa e em porções super generosas), água, taça de vinho, degustação de sobremesas e café. Comida simplesmente deliciosa, ambiente gostoso e serviço simpático.
  • Casa Cruz. Confesso que gostava mais do ambiente, do serviço e do menu do Casa Cruz de antigamente. Para quem não sabe, o badalado restaurante de Palermo mudou completamente e virou uma brasserie – serve agora uma cozinha mais internacional sem grandes invencionices e ficou mais focado em carnes. Apesar da mudança de menu, a comida continua bastante saborosa.

Duas das tapas divinas-maravilhosas do menu de almoço do Uco

  • Sunny Yard. O restaurante em funcionamento do novo hotel Alvear Icon (que vai abrir mais três até o final do ano), em Puerto Madero, é um lugar delicioso para um almoço durante a semana. Serviço excelente e uma proposta de almoço que mistura buffet de saladas e entradas com prato principal e sobremesa à la carte dentre várias opções. Mas olho: vale mesmo a pena durante a semana. Aos finais de semana, os pratos quentes também são em sistema buffet (menos atraentes e com menos opções) e as refeições ficam automaticamente 200 pesos mais caras.
  • The Argentine Experience. Confesso que fui sem grandes expectativas e gostei bem mais do que esperava. Trata-se de uma casa de eventos em Palermo que oferece todas as noites uma espécie de “cozinha show” em dois idiomas: em inglês no andar de cima e em português no andar de baixo. A gente pode reservar direto pelo site deles e tudo está incluído. Ao longo da noite, a gente come entradinhas tipicamente argentinas, põe a mão na massa e fabrica nossas próprias empanadas, degusta um surpreendentemente bom prato de carne argentina como principal e depois monta seu próprio alfajor caseiro como sobremesa. Os comensais são acomodados em grandes mesas comunais para favorecer a interação e a equipe da casa, bastante jovem, entretém com humor os comensais enquanto cada prato não chega (o “líder” brasileiro Caio é hilário). Água, bebidas não alcoolicas e vinho estão incluídos à vontade. Bem divertido mesmo, inclusive para quem viaja sozinho.

Os sorvetes do Elena são imperdíveis – mas seu volcán de chocolate também…

  • HOME brunch. Como brunch virou uma instituição em Buenos Aires nos últimos anos, fui logo num dos mais antigos e famosos: o brunch do adorável hotel boutique Home, de Palermo. Ali não há menu fixo e a gente escolhe tudo avulsamente do cardápio. Reserve, para garantir uma mesa no lindo jardim se o dia estiver bonito. Ambiente delicioso, comida gostosa e atendimento adorável. Se preferir, o hotel também oferece um fofíssimo chá da tarde à inglesa todos os dias por 250 pesos.
  • El Mercado e The Library. Fui almoçar, é claro, num dos meus restaurantes preferidos de Buenos Aires: o adorável El Mercado do hotel Faena.  O restaurante serve sempre pratos tipicamente argentinos (mesmo com releituras frequentemente bem contemporâneas), preparados exclusivamente com ingredientes locais e nacionais – de empanadas a cordeiro. A decoração, linda, homenageia as estâncias argentinas com utensílios díspares garimpados em San Telmo e antiquários – programa delicioso no almoço e no jantar.   Voltei depois para drinks no The Library, o delicioso (e lindo!) bar do hotel. Com música ao vivo e abertura para a piscina, é um programão nos finais de tarde – e o novo menu de drinks acabou de ser lançado para o verão. Apostei no novo Aurora (à base de rum, ultra refrescante para tardes e noites quentes).

A decoração adorável do El Mercado

  • Elena e Pony Line. Meu grand finale desta viagem foi o jantar no sempre irretocável Elena Restaurante, dentro do hotel Four Seasons Buenos Aires. Trata-se do único restaurante em um hotel de luxo da Argentina presente no 50 best – e o excelente chef Juan Gaffuri não para de receber prêmios. Ambiente lindo, serviço irretocável e um menu argentiníssimo – destaque absoluto para as carnes dry aged, sempre irrepreensíveis, e para os sorvetes da carta de sobremesas. Antes ou depois do jantar, acho mandatório passar pelo Pony Line, um dos bares mais gostosos da cidade. Ambiente lindo, trilha sonora deliciosa e um menu sazonal de drinks cada vez melhor. Desta vez, apostei no Aged Negroni (que eles mesmos envelhecem no bar por 45 dias em barrica!) e no Teseo (que leva gin, lavanda, tonica, Malamado, romã e limão) em uma das visitas, e na Gin Tonic (perfeita!) em outra.

Mais bons drinks? Também curti bastante o Peugeot Lounge, em Palermo; o Crystal Bar em Puerto Madero e o delicioso (e já velho conhecido) Florería Atlantico, dos coquetéis maravilhosos de Renato Giovanonni (a casa, aliás, agora vende seu próprio gin, o primeiro gin 100% argentino),

Em todos os restaurantes e bares mencionados aqui, reservas são altamente recomendáveis.

 

 

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.