Cairo: as pirâmides de Gizé

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 As pirâmides de Gizé não ficam propriamente no Cairo. Como diz seu próprio nome, essas “maravilhas do mundo” ficam na cidade de Gizé, vizinha à capital egípcia – e os limites entre as duas são praticamente invisíveis de tão pertinho que ficam (e, sim, é tão perto que de vários hotéis à beira do Nilo no Cairo é possível avistar as pirâmides.

 Cheguei ao parque das pirâmides quase vazio, com muito mais vendedores de bugigangas que visitantes – o que foi ótimo para as fotos, é claro, com minha visão praticamente desobstruída para elas 😀  Nossa van parou primeiro no mirante, de onde podemos ver o trio todinho em meio ao deserto (e de onde saem também os passeios de camelo por ali) e depois rumamos para bem pertinho delas.

 Ao chegar, eu já tinha decidido pagar as 30 libras egípcias extras para entrar em uma delas (a gente paga logo no ingresso, junto com o ticket de entrada no parque). Já tinham me contado que, a bem da verdade, não há nada para ver lá dentro; mas achei que seria tipo once in a lifetime a oportunidade de entrar em uma daquelas pirâmides que me fascinam desde a infância e não me arrependi.

 Entrar ali não é uma boa para claustrofóbicos, não; e quem tem problemas de joelho também é aconselhado a ficar de fora, já que ali temos que andar o tempo todo agachados (ou bem bem bem abaixados) num caminhozinho íngreme de subida e descida até chegar a uma espécie de sala que guarda um sarcófag. Apesar de não ver nada de bom mesmo, foi gostoso sentir o cheiro e a textura daquelas paredes impressionantes (é obrigatório deixar as câmeras numa caixa na entrada, mas os celulares entram).

a entradinha da pirâmide já dá um teaser do que vem lá por baixo

 Passear entre as pirâmides também é interessante, com aquela sensação de estar caminhando entre gigantes, com um mundo de areia ao redor (e encostados nos muros ficam alguns adolescentes locais batendo papo – ou, como me disse o guia, buscando lugarzinhos para namorar escondido).

 Dali, tomamos a van outra vez para parar bem em frente ao local de entrada da Esfinge de Gizé, que fica separada das pirâmides por cercas. Ali também, apesar de já ter lido muito sobre o tamanho diminuto dela, confesso que fiquei frustradamente surpresa ao encontra-la tão pequenininha, parecendo encolhida frente as pirâmides ao fundo.  Muitos vendedores faziam ponto ali também, assim como vários adolescentes locais.

 No fundo, comparando com todos os templos que vi ao longo do cruzeiro pelo Nilo, as pirâmides perdem grande parte da majestade; achei os templos todos muito mais sedutores, impressionantes e interessante do que elas. Mas ver de pertinho aquelas pirâmides que tanto povoaram meu imaginário desde os tempos do colégio foi mesmo algo inesquecível.

Só perdem uma partezinha do encanto por estarem tão pertinho da estrada e da cidade – vai dizer que quando vc era criança também não as imaginava “perdidas” no meio do deserto? 😀
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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.