Carcassone é assim

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 0 0 Flares ×

 Não tinha grandes expectativas sobre Carcassone (Carcassonne, em francês), confesso. Sabia que era uma cidade pequenininha, charmosa, romântica e tals, mas acabei encontrando ali, bem felizmente, muito mais do que esperava. Até porque a cidade “nova”, fora das muralhas, é grande e super bem estruturada. Um urbanismo bacana, bem pensado e funcional, sem comprometer em nada a bela arquitetura da cidade – a maioria dos estacionamentos é subterrânea, o transporte público é legal, os caminhos para pedestres são bem marcadinhos.

 Na parte “nova” é onde ficam várias das escolas de francês – sim, porque tem muita gente que escolhe Carcassone como lugar para cursos da língua. Ali também ficam a maioria dos hotéis, o centro comercial (além das fast fashion de sempre, tem umas lojinhas locais bem legais, sobretudo de coisinhas para casa) e o mercado, limpíssimo e ultra organizado – ótimo lugar, por sinal, para conhecer e degustar queijos, ostras etc; e também para ver a curiosa maneira como os franceses costumam deixar as aves à venda.

 Mas é dentro das muralhas que fica mesmo a parte mais fofa de Carcassone: a parte antiga, de ruelas medievais, de hotéis de charme, de restaurantes premiados, de clima light, light, light – e ultra romântico. São, na verdade, duas muralhas concêntricas, formando um conjunto arquitetônico bem interessante, com mais de 50 torres.  Foi ali que eu fiquei hospedada no fofíssimo Hôtel de la Cité (vem review sobre ele logo mais, aguardem).

  Patrimônio da Unesco desde fins dos anos 90, trata-se da mais antiga cidade fortificada francesa – são várias as histórias bacanas ligadas ao nome da cidade, à Catedral, ao antigo Castelo, aos poços de água. Ali na cidade antiga são hoje apenas 50 moradores e todos, obviamente, se conhecem – o restante dos imóveis está totalmente ocupado por hotéis, restaurantes (o cassoulet é o prato típico da cidade e da região) e lojinhas mil (com destaque óbvio para sabonetes e afins e chocolates, mas também muita coisa legal de décor).  Ali fica, inclusive, o ótimo restaurante La Barbacane do chef Jérôme Ryon, estrelado no Michelin (minha melhor refeição de toda a viagem, btw).

A cidade “nova” vista do Castelo da cidade amuralhada

Abusada: Carcassone tem duas muralhas concêntricas

Chocolates, chocolates, chocolates
A pracinha principal dentro das muralhas é endereço perfeito para fins de tarde e noite

Uma das portas que separam a cidade nova da antiga
A principal rua do comércio, na cidade nova, é todinha para pedestres
The simple life: a feira semanal na praça principal da cidade nova

 Nos arredores, o passeio mais bacaninha é o micro cruzeiro pelo Canal du Midi. O embarque fica no distrito de Trèbes, a 20 minutinhos das muralhas, e o passeio dura de 1h30 a 3h, dependendo do roteiro escolhido (o de 1h30, que eu fiz, vale 8,50 euros por pessoa). O passeio é feito em barquinhos para até oito pessoas que trafegam na verdadeira piscina formada pelo rio – com direito a “caminho” em cima de uma ponte e passagem na ida e na volta por uma das menores e mais antigas eclusas em funcionamento no mundo. Gracinha.

As aves à venda no mercado
O bucólico Canal du Midi
A mini eclusa para dois barquitos
Gárgulas everywhere, é claro
Sabonetes, sabonetes, sabonetes
A genial cozinha de Jérôme Ryon…
… e o próprio, trazendo pratos à mesa no restaurante <3
Meu quarto no fofo, fofo Hôtel de la Cité

Para quando você for:
– o aeroporto de Carcassone (CCF) recebe voos de London Stansted, Dublin , Porto, Bruxelas-Charleroi e algumas outras poucas cidades européias. Por isso mesmo, a maioria dos visitantes chega ali em trem ou de carro alugado, vindos de outras cidades da região, ou então via o aeroporto de Tolouse, muito melhor estruturado e distante cerca de 1h de carro/transfer.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 0 0 Flares ×

About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.