Celular no exterior: modo de usar

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Celular no exterior Plano da operadora brasileira, comprar um chip local, usar só free wifi: como descobrir o melhor jeito de usar o seu celular numa viagem para fora do Brasil

 

 

Não sou uma expert em tecnologias, nunca foi. Estou bem longe disso, aliás. Não sei nem sequer usar todos os recursos do meu celular (esse Lumia 1020 lindão das fotos, que eu ganhei no ano novo e é responsável por todas as imagens que ilustram os posts do blog desde então). Mas com tantas viagens ao exterior por ano, algumas coisinhas aqui e ali eu fui aprendendo para não transformar as despesas com celular em viagem num baita gasto. E como ultimamente vários leitores andaram escrevendo com dúvidas sobre o assunto, aqui vai um postzinho básico sobre uso de celular no exterior.

Antes de mais nada eu preciso deixar claro que, passados os anos da adolescência, nunca fui muito fã de telefone. Ligo pouquíssimo para outras pessoas e, quando me ligam, gosto que a chamada seja bem rápida, pontual, sem enrolação (e isso até minha mãe sabe e respeita). Se quero mesmo falar com alguém e não pode ser ao vivo, mesmo estando em casa eu geralmente uso o Skype, nosso amado Whatsapp e os bons e velhos chats de sempre (Gtalk, FB etc). O celular é uma extensão do meu corpo, sim, mas não ligo pros recursos de voz. O que eu faço questão mesmo é de estar conectada 24h por dia em toda parte.

O fato é que num celular de operadora brasileira em roaming internacional meros minutinhos numa chamada telefônica podem significar uma big despesa em dólares ou euros – e as tarifas são altíssimas tanto pra você fazer quanto receber chamadas (receber mensagens SMS costuma ser gratuito e enviar mensagens tem valores desde US$1 por mensagem, dependendo da operadora e do seu plano de celular).

Para quem não abre mão de ter seu celular ativo e funcionando  para chamadas e torpedos em viagens no exterior, uma opção a se pensar são os planos pré pagos de voz e dados disponíveis nas operadoras de celular. Você contrata, antes de embarcar, um plano com custo fixo/dia que te dá direito a X minutos falados e/ou recebidos no exterior, em valores razoáveis (os preços mudam de plano para plano e de operadora para operadora, então você tem que consultar a sua pra saber o que se ajusta melhor às suas necessidades). Vale a ressalva: se, por um lado, os valores dos planos de voz desses pacotes são até bem razoáveis, os custos para pacote de dados não são. Mandar e-mails, por exemplo, não consome muitos dados; mas chamadas e exibição de vídeos, download e upload de fotos e mapas, por outro lado, consomem muitíssimo dos seus dados – e do seu dinheiro. Para essas atividades, melhor usar o free wifi do seu hotel, restaurante, museu etc.

Nokia Lumia 1020

A alternativa que eu costumo usar é comprar um SIM Card no destino visitado. Tenho vários: francês, português, espanhol, italiano… Os chips pré-pagos de celular no exterior costumam ser bem acessíveis (desde $10 dólares, e vira e mexe incluem alguns dólares ou euros de crédito) e te permitem receber chamadas sem custo e fazer chamadas locais por centavos – mas você tem que ter um celular desbloqueado pra poder fazer isso, é claro.  É fácil e desburocratizado comprar: você só precisa ir até a loja de uma operadora local (você pode perguntar no seu hotel qual eles recomendam, se ficar em dúvida) e efetuar a compra do chip apresentando um documento (em muitos lugares exigem o passaporte para estrangeiros). No local mesmo o funcionário da loja já pode fazer a troca e ativação do novo chip pra você.

Em vários casos, até ligar para o Brasil com chips americanos ou europeus sai bem barato comparando com as tarifas de usar seu próprio celular brasileiro (outro dia falei mais de cinco minutos com o Brasil com meu chip espanhol por cinco euros).  E na Europa os custos de usar um chip pré-pago num país vizinho (chip espanhol em Portugal, ou chip italiano em Paris , por exemplo) costuma ser baixo também. Muitos SIM cards pré pagos no exterior exigem depósitos diferentes para usar pacotes de voz e de dados – meu chip francês, por exemplo, funciona assim: eu ponho créditos específicos para fazer ligações e outros créditos específicos para usar internet (as recargas costumam ser desde 5 euros). Se o seu negócio é só usar internet, você pode comprar o chip e só fazer a recarga para pacote de dados – é só pedir para o funcionário no local. E se quiser manter o chip para uma próxima viagem (como eu faço), tem que recarregar a cada seis meses (as regras mudam de uma operadora pra outra), e dá pra fazer pela internet.

Outra opção para usar apenas pacote de dados, se não quiser nem mexer com operadoras locais, é comprar um passe ilimitado de internet em empresas como a Boingo. Nesse tipo de empresa você adquire vouchers e/ou planos pré pagos (por dias, uma semana, um mês, um ano) para um ou dois aparelhos (dois celulares, celular e computador, celular e tablete etc) e usa os hotspots deles espalhados pela cidade (a Boingo é bastante utilizada porque tem mais de 700 mil hotspots no mundo e planos desde US$9.90).

E a opção mais econômica, é claro, é: desative as funções dados e voz do seu celular em roaming e faça uso apenas das free wifi espalhadas por aí. Hoje em dia cada vez mais cidades têm zonas de free wifi espalhadas por seus lugares públicos (Paris tem em várias praças, por exemplo) e a maioria dos cafés, hotéis e restaurantes também disponibiliza internet de graça para seus clientes – assim como muitos ônibus, trens e aeroportos também.

Curiosidade: comprar SIM card num país de língua árabe pode ser uma aventura. O Gabe Britto conta aqui como proceder no Irã.

Dicas de chips locais para comprar no exterior pelos leitores do Viaje na Viagem você encontra aqui.

E sobre o uso do 3G no exterior, o blog Sundaycooks escreveu esse post aqui.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.