Sim, Cingapura!

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Um apanhado geral sobre o que há de mais legal para ver e fazer nessa pequenina ilha asiática

 

 

Quando eu era adolescente, Cingapura apareceu na minha vida como um destino cruel, que, em pleno século XX, punia infratores com chibatadas. Foi preciso ler muito sobre tudo o que essa ilhota asiática oferece de bom (sobretudo nos últimos anos) para inclui-la, enfim, em minha wish list viajante.

Cingapura

Em comum, quase todos os textos que li definiam Cingapura como sedutora e surpreendente. E, após pouco mais de uma semana no destino, vou cair no senso comum e usar os mesmos adjetivos aqui para descrevê-la.

Cingapura

Gostei muito, muito mais de Cingapura do que esperava.  Na prática, o país tem menos regras que na teoria. Eu estava esperando um lugar cheio de tecnologias e fiscais de leis por toda parte mas encontrei um transporte público excelente, mas bem menos futurista do que eu esperava, e gente normal, que atravessa a rua fora da faixa de segurança em ruas congestionadas 😀

CingapuraCingapura

A arquitetura de Cingapura é um desbunde, e não me refiro apenas ao surreal edifício do Marina Bay Sands. São muitos, muitos mesmo, os edifícios que parecem desafiar a lei da gravidade com sua arquitetura tresloucada. Mas Cingapura também é terra de edifícios quadradinhos, com jeito de sessentinhas, nos bairros mais distantes. E adoráveis casas coloniais nos igualmente adoráveis barros étnicos de Chinatown, Little India e Arab Quarter, em sua maioria recuperadas e revitalizadas.

Cingapura

CingapuraCingapura

Esses bairros, aliás, valem todos uma visita mais profunda. Para ver a beleza de seu casario, para curtir o clima curioso de seus hawker centers (os grandes centros de comida semelhantes à praças de alimentação), para conferir os restaurantes e cafés locais, as lojinhas incríveis, de artigos ou muito descolados (como no Arab Quarter) ou muito, muito baratos (como Chinatown e Little India). Chinatown ainda tem um excelente museu (o Chinatown Heritage Center), um mercado interessantíssimo, bons restaurantes (adorei o pequeninho Esquina) e dois templos incríveis; adorei (só a hospedagem ali no 1929 que não foi legal).

Cingapura

Arab Quarter

Arab Quarter

Little India

Little India

CingapuraCingapuraCingapura

O mercado de peixes de Chinatown

O mercado de peixes de Chinatown

Chinatown

Chinatown

A área da marina é um mundinho à parte em Cingapura, cheio de construções futuristas, como o ótimo Art Science Museum e Helix Bridge. Grande parte dos turistas sonha em se hospedar por aquelas bandas justamente por seu entorno; a vista que eu tinha no quarto do Mandarin Oriental foi mesmo impagável, divina, espetacular. E me diverti muito passeando pelo maluquete Gardens by the Bay.

CingapuraCingapura

A vista espetacular do meu quarto no Mandarin Oriental

A vista espetacular do meu quarto no Mandarin Oriental

 O Gardens by the Bay

O Gardens by the Bay

CingapuraShopaholics ficam mais felizes instalados pros lados de Orchard Road, que tem praticamente um shopping center a cada quadra, uma loucura. Acho que nem em uma semana de andanças seria possível percorrer todos eles propriamente – alguns, como o modernoso Íon, são gigantes.  E as boas opções de bares e restaurantes por aquelas bandas são muitas, muitas mesmo; adorei ficar no St. Regis na região.

A entrada do Íon, em Orchard

A entrada do Íon, em Orchard

Bugis é outra área que deixa shopaholics malucos com tantas ofertas em lojas e mercados (mas ali é preciso também olho para não comprar gato por lebre, sobretudo nos eletrônicos). Clarke Quay é uma Cingapura meio vintage, cheia de cores e barcos trafegando pelo canal; e é também um hotspot para vida noturna. Sentosa achei, pessoalmente, uma área menos interessante; boa opção, talvez, para quem quer sossego e para famílias com crianças que querem aproveitar sem grandes deslocamentos  a praia e o entretenimento de lugares como o parque da Universal Studios.

Clark Quay é uma Cingapura meio vintage

Clark Quay é uma Cingapura meio vintage

Mais afastado, ainda tem o passeio ao Zoo de Cingapura, um dos mais premiados zoológicos do mundo (e que agora conta com Safári Noturno e um River Safári – que ainda não está totalmente pronto), com direito a tigres brancos, pandas e até um urso polar na atual mostra Tundra.

CingapuraCingapura

Em termos de transporte, é tudo muito fácil. O MRT funciona super bem, é limpo e rápido e cobre várias áreas da cidade (o preço do bilhete varia em função da distância percorrida e custa desde 1,30 dólar de Cingapura). Táxis são abundantes, bons e não tão caros (bandeirada salgadinha a 3,20) – mas a corrida encarece se chamar pelo telefone e se pegar congestionamento (o que não era raro nos dias em que estive por lá). O City Sightseeing Bus também é boa opção para quem quer ver um pouco de tudo em pouco tempo: tem 3 rotas diferentes na cidade e ainda um serviço de shuttle (incluso) que leva a Sentosa, em bilhetes de 24h e 48h. Para ir e voltar ao aeroporto há ótimos shuttles para qualquer hotel da cidade por exatos 9 dólares de Cingapura por pessoa (só que trajeto costuma ser demorado), MRT (dependendo do horário de sua chegada e partida) e abundância de táxis (na madrugada, com tarifa adicional mas sem trânsito, paguei 25 dólares pelo trajeto).

O MRT, facinho de usar

O MRT, facinho de usar

No mais, destino muito seguro para mulheres viajando sozinhas, solo travelers, familias com crianças, todo mundo (voltei à pé e de transporte público para o hotel à noite em várias ocasiões); e muito fácil de explorar, com pessoas muito solícitas em geral. E ainda tem os maravilhosos chás da TWG em toda parte.

Boutiques e casas de chá da TWG em toda parte

Boutiques e casas de chá da TWG em toda parte

Ainda tenho mais um montão de coisas pra contar em termos de hotelaria, comer&beber, compras e diquinhas do tipo para-quando-você-for. Stay tunned.

Em tempo: o ótimo Guia de Cingapura, dos darlings Tony Galvez e Rodrigo Purisch, foi essencial no preparo dessa viagem. E agradeço muito também às dicas que muitos amigos queridos me deram e que usei, com prazer, ao longo da estadia por lá.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.