Comer em Santiago: Se Cocina, tremenda experiência

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 Os Destemperados que me perdoem, mas essa escala em Santiago antes de rumar a Valle Nevado foi mesmo com o firme propósito de comer muito bem dia e noite. Então preparem-se que os próximos posts ainda serão sobre restôs santiguianos que amei.
Um deles foi o Se Cocina, um restaurante que, até receber a sugestão de jantar lá, eu confesso que não conhecia. Porque, a bem da verdade, o Se Cocina é bem fora de mão para o turista; é preciso estar com um carro alugado (ou disposto a encarar uma bela corrida de táxi) já que ele fica a uns 30 ou 35 minutos de distância do centro de Santiago. E, fica a dica, à noite é complicadinho de achar, melhor ligar o GPS.

 O restaurante é assumidamente experimental e é uma filial recente da “matriz”, que fica na fofa Frutillar, lá na região dos lagos. A ideia é ser uma extensão da casa dos clientes: pra começar, a cozinha fica literalmente DENTRO do salão principal do restaurante.  Quando você chega, não há recepção: a sensação é que você está entrando numa casa pela porta dos fundos e caindo direto na cozinha quentinha da casa, com forno a lenha e tudo, charme puro.

 Os dois chefs proprietários da casa estão lá o tempo todo, cozinhando na frente dos clientes e batendo papo aqui e ali, como quando a gente recebe amigos pra jantar em casa. Ali você pode comer nas mesas e, quando lota, até em banquinhos colocados em frente ao assador.  Dizem eles: “comer es imprescindible para viver, no importa como” 🙂 Há carta fixa, é claro, mas os chefs são cheios de ideias e oferecem coisinhas “extras” ao pedido no menu também, já que a proposta da casa é catalogar sabores já esquecidos por nós, dentro, claro, de uma identidade muito chilena.  

 Então fomos de menu degustação – bom, vocês sabem que eu adoro um menu degustação e acho mesmo que essa é maneira mais legal de conhecer de verdade a cozinha de um restaurante. Os pratos não pararam de vir. Foram tantos que alguns eu até esqueci de fotografar, frente a tanta emoção :-))))

 Esse caldinho de abóbora servido disfarçado de café não é uma fofura?

 Quando a gente achava que o menu já estava acabando, um dos chefs ainda aparece na nossa mesa e pergunta: “bom, e agora quem de vocês vai cozinhar?” Depois de vários segundos petrificadas com aquela cara de “oi?”, duas das meninas foram corajosas e seguiram o chef. E não é que veio um ravioloni de beterraba bem gostoso dessa experiência?

 Daí foi só Tutu Acunã (o chef fundador) e seus sócios Juan Manuel Pena e Pedro Pablo Baguerle virem até a mesa pra receber os louros. Mais que a boa comida, o que eu gostei mesmo do lugar foi o lance da experiência gastronômica. Afinal, não é em qualquer restaurante que a gente pode comer DENTRO DA COZINHA e que o chef fica pedindo pros seus clientes irem até sua bancada e cozinharem alguma coisa, certo? Sem contar que, na gélida Santiago – nevava no dia que chegamos – aquele ambiente com calorzinho da lenha tava mesmo tudibom.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.