De Viena a Bratislava

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InstagramCapture_03f670c1-41d9-4ee0-a874-d797df123b4d Como ir por um dia de Viena a Bratislava e aproveitar bem o passeio

 

 

 

 

Foi meu querido amigo Tony Galvez (que junto com sua igualmente querida Cecília toca os excelentes sites PassaporteBCN e EspanhaTotal, entre outros) quem me convenceu a aproveitar esta longa estadia em Viena em maio último para fazer algo que eu não tinha feito na visita anterior à cidade: escapar num bate-e-volta a Bratislava, na vizinha Eslováquia.Bratislava

A escapada faz mesmo muito sentido: são exatos 60 minutos em trem que separam Viena de Bratislava e a cidade é tem um centro histórico pequenininho, que dá bem para ser explorado em seu básico em uma visita de um dia.

A compra das passagens no guichê da estação de trens de Viena

A compra das passagens no guichê da estação de trens de Viena

De Viena a Bratislava

A gente pode fazer o trajeto Viena-Bratislava-Viena em trem, ônibus ou barco (vi um post caprichadíssimo da Carina para o Viajoteca sobre as três modalidades e a Helô Righetto contou a experiência dela indo com ônibus aqui ). Preferi seguir a recomendação do Tony e ir em trem, e recomendo muitíssimo. Para começar, é muito fácil comprar os tickets: dá pra fazê-lo em segundos online ou nas maquininhas espalhadas pela (linda, linda) estação de trens nova de Viena, a Wien Hauptbahnhof (que tem praticamente um shopping center dentro dela, btw). Dá pra comprar nas máquinas mesmo instantes antes do trem sair e o ticket ida e volta, que inclui uso do transporte público ilimitado no dia da chegada em Bratislava, sai por 16 euros por pessoa (comprar ida e volta separados não inclui o passe de transporte local e sai mais caro).

De Viena a Bratislava

A linda estação de Viena

A linda estação de Viena

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Se você tiver mais um tempinho, recomendo comprar nos guichês da bilheteria da estação. Demora mais, é verdade; levei quase 15 minutos entre entrar no hall das bilheterias e sair com meu ticket. Mas como eu tinha chegado cedo e há trens ligando as duas cidades o dia todo, gostei de comprar ali: a gente recebe, junto com o ticket, um folder com mapa de Bratislava (que quebra um galhão na chegada!) e as principais atrações da cidade listadas e explicadas (uma ideia de promoção turística que achei genial, na vdd; quem compra o bate-e-volta reverso, de Bratislava a Viena, recebe o mesmo material sobre a cidade austríaca).

De Viena a BratislavaDe Viena a Bratislava

Como bem me alertou o Tony, a chegada na estação de trens de Bratislava é quase um choque depois de embarcar na modernosa nova estação de Viena. Mas a gente se vira bem – dá pra pegar o ônibus logo na saída que leva até o centrinho (há várias opções, mas o X13 é o mais frequente e foi o que peguei) ou descer a pé (é descida mesmo) num trajeto de 15 a 20 minutos. Já na cidade antiga (Staré Mesto), é tudo muito fácil de explorar. A área é pequena e acho que o melhor programa é mesmo andar sem rumo, entrando nas ruazinhas, observando os lindos prédios, espiando as lojinhas de souvenirs e cafés. Quem viaja sem mapa pode pegar um gratuitamente no escritório de turismo na pracinha central.

Toca pra Santiago?

Toca pra Santiago?

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Muita gente gosta de esmiuçar o centro antigo atrás das curiosas estátuas espalhadas por ali e que ficaram quase tão famosas internacionalmente quanto o anãozinho da Amélie Poulain  – cheguei a ver turistas pedirem na cara dura para um casal sair de um banco porque colecionavam fotos das estátuas da cidade e queriam tirar uma com a que ficava bem atrás do banco.

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Dali, entre belas igrejas, praças, pequenos museus e uma infinidade de lojinhas, a gente acaba passeando às margens do Danúbio e depois rumando para o Castelo, que fica na parte mais alta. Há várias plaquinhas até o alto do morro, então fica bem fácil chegar. Quando fui, infelizmente subi pela manhã e o tempo só abriu à tarde, então não vi muita coisa lá de cima; dizem que em dias bonitos a vista é realmente matadora, Danúbio incluindo. o centrinho antigo é só você seguir as placas pra chegar no Castelo.

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Para almoçar – o prato típico local são os noques recheados com queijo de ovelha (Bryndzové halusky, também ótima dica do Tony) –  há uma infinidade de restaurantes interessantes para almoçar. Mas gostei mesmo dos cafés da cidade – com uma vibe meio de cidade universitária, achei Bratislava muito mais “cool” do que esperava e encontrei ali uma sequência adorável de cafés para todos os públicos possíveis, dos mais classiquinhos aos mais hipsters. Curti muito, muito mesmo, o ambiente tudo-junto-e-misturado da Urban House, onde tomei uma deliciosa sidra no começo da noite, antes de pegar o trem de volta a Viena.

Bate-e-volta lindo.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.