Conexão em Dubai – como funciona

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O célebre Burj al Arab, com o dia nascendo atrás dele

Comprei minha passagem para a Jordânia com a Emirates, como contei no post anterior. E quando a gente compra uma passagem da companhia com conexão muito longa em Dubai (duração entre 8 e 24h até o voo seguinte), a própria companhia aérea se encarrega de nos acomodar durante esse tempo pesadinho da espera (se você quiser fazer mesmo um stop e ficar mais de 24h no destino, daí as regras são outras; cheque com a companhia). E se encarrega mesmo: visto de trânsito, transfers, acomodação e alimentação, todos providenciados e pagos pela própria companhia.

Tudo muitíssimo bem sinalizado sempre

Eu já tinha lido sobre isso antes, então assim que eu comprei a passagem, eu já fiz a solicitação para o layover (tem que solicitar mesmo, ou via site ou via agência que emitiu o ticket) por garantia (tive toda essa urgência porque comprei a passagem pouco mais de uma semana antes da data de embarque; mas pode solicitar com mais calma). Daí é tudo muito organizadinho mesmo: chega um email de confirmação, com código, e logo no check in de embarque recebi um voucher para o layover da ida e da volta, tudo separadinho, item por item, bem legal.

Uma das folhinhas do meu voucher

Chegando em Dubai, logo no desembarque, no piso inferior, e antes de passar pela imigração, tem um guichê grande da Emirates e a sinalização correspondente, pra ninguém se perder. Ali, uma funcionária retira a primeira folhinha do voucher e explica os procedimentos: primeiro trocar a folhinha pelo visto de trânsito (o voucher confirma que é a própria Emirates que está pagando os cerca de US$30 do seu visto), depois entrar na file do eye scanning e, só então, rumar para o guichê da imigração (É tudo muito rápido e organizado. Quando eu cheguei de São Paulo, demorei horrores, mas porque o sistema do eye scanning tinha caído e demorou, acredite, 1h para voltar. Mas na volta, chegando de Amã, não demorou cinco minutos o todo).

O ponto de encontro no aeroporto para tomar a vanzinha ao hotel

As malas são despachadas direto ao destino final – e isso é informado de antemão ao passageiro, é claro, naquele primeiro email de confirmação. Então a gente sai só com a malinha de mão, com a mudinha de roupa para troca, e ruma lépido e ligeiro para o outro guichê da Emirates, no portão de saída 1.  Ali um outro funcionário da companhia te encaminha para o transfer que sai de lá a cada 15 minutos em direção ao Millennium Hotel, que é o hotel conveniado deles para os layovers (tenho fortes suspeitas de que seja mesmo propriedade da companhia).

Os avisos sobre a responsabilidade do passageiro em partir do hotel na hora certa estão por toda parte

No hotel, a chegada é bem muvucada: sempre muita gente fazendo check in para só 3 funcionários. Não há simpatia nenhuma, mas a funcionalidade é bem eficiente: no check in, lá se vai outra folhinha do voucher, que é trocada pela chave do seu quarto e cuponzinhos para você se alimentar durante o período (a quantidade de cuponzinhos – tem de almoço, de jantar, de café da manhã e de lanche rápido – depende da duração da sua conexão). No próprio check in eles já confirmam seu horário de check out, com base no horário de saída do seu próximo voo (só não confie no serviço de despertar deles que NUNCA funciona; não funcionou comigo e todos os hóspedes estavam reclamando nas duas vezes que me hospedei ali).

O meu quarto do layover da ida no Millennium

Os quartos do hotel são simples mas são bem grandes; o frigobar existe, vazio, mas duas garrafinhas d´agua são entregues como cortesia (qualquer outra coisa que você queira, tem que descer na lojinha de conveniência do lobby para comprar). As refeições são todas no restaurante do térreo (o único do hotel), num esquema buffezão, incluindo também as bebidas de máquina (água, suco artificial, refris, chá e café). A lojinha de conveniência vende também lembrancinhas e tem uma mini lanchonete vendendo sanduíches naturais e outras coisas do gênero. Só existe wifi no lobby e 3 computadores no “business center” – e a internet é cobrada, e cara, em qualquer um dos casos (cerca de US$65 a diária).

Os voucherzinhos entregues no hotel, no check in (sorry, o do “dinner” eu já tinha comido :-D)

A grande sacada do hotel é uma despretensiosa mesinha que vende tours de uma empresa local.  Ali, eles vendem não apenas os tours tradicionais da agência – city tour, 4×4 no deserto, jantar típico, tour de compras etc – como faz também tours customizados e um tal de “city tour express” que, em exatas 2h e ao preço de US$30, mostra o principal da cidade pra quem tem conexão só no pernoite e não tem como passear na cidade – o tour sai várias vezes ao dia, desde às 6h, com o último saindo 00h30.  Achei uma tremenda ideia pra quem pega um layover, por exemplo, da meia-noite às oito e, em teoria, não teria como ver nada da cidade.

O modernoso aerporto de Dubai

Na hora do check out, é só entregar a chave do quarto na recepção e tomar o micro-ônibus de volta ao aeroporto, que também sai da porta do hotel a cada 15 minutos.

O Burj al Kalifa, parada obrigatória de todo tour que sai do hotel

E voilá. Dali é só repetir os mesmos procedimentos, tudo igualzinho, quando você parar ali no seu voo de volta.

Quem tem conexão inferior a oito horas e NÃO VAI DEIXAR O AEROPORTO durante a mesma não precisa de visto.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.