Courchevel

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CourchevelPara curtir a estação de esqui mais glamourosa da França

 

 

 

Encravada nos Alpes franceses, Courchevel é um caso curioso: foi alçada à fama rapidamente (se comparada com outras estações alpinas) ao ser literalmente construída do zero pelo governo francês após o final da segunda Guerra Mundial – em princípio, para gerar empregos e evitar emigrações em massa (fica bastante próxima à Suíça e à Itália).

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Hoje, com unidades das maiores grifes do planeta em suas lojas, 3 dos 16 hotéis-palácio franceses e uma profusão de estrelas Michelin em seus restaurantes, é considerada um dos destinos de inverno mais luxosos (e caros) do mundo. Milionários do mundo todo pousam seus jatinhos e helicópteros no minúsculo aeroporto local (considerado, aliás, um dos mais perigosos do mundo, com uma pista inclinada a 20 graus e com pouco mais de 500 metros de comprimento). Montadoras fazem lançamentos de seus veículos por lá, grandes grifes reservam algumas peças numeradas e exclusivas para as lojas locais. Grande parte do movimento diário por lá tem a ver com o mote “ver-e-ser-visto”. Mas, descobri nesta visita agora no final de março, Courchevel consegue, com algumas concessões e bastante pesquisa, se adaptar também a orçamentos mais modestos. E é uma estação muito mais kids-friendly do que se poderia imaginar.

Courchevel

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A temporada 2015/2016 já está terminando (as pistas e a maioria dos hotéis devem fechar suas portas na metade de abril), mas a estação ainda ia de vento em popa nos dias que passei ali – e já tem muita propriedade super bookada para a temporada 2016/2017.

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Courchevel

Situada na região batizada de 3 Vallées, Courchevel faz parte do maior território esquiável do mundo – 311 pistas,  80% delas acima dos 1.800 metros de altitude e mais de 2.000 canhões de neve artificial para os período de necessidade – e com a paisagem surreal dos Alpes nevados a encher nossos olhos o tempo todo. Badalada, está sempre cheia, mas a gente não tem essa sensação nem nas pistas nem fora delas – os espaços, de algum modo, se distribuem sempre de maneira bem equilibrada e democrática.

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Para quem vai esquiar mesmo, além da diversidade das pistas e da excelente qualidade da neve, oferece também os chamados espaços ZEN (Zonas de Evolução para Novatos), protegidos com um toque meio lúdico, para que iniciantes, tanto crianças quanto adultos, possam aprender sem serem perturbados pelos esquiadores experientes (e sem perturba-los também). Ali, que manda é a ESF, a maior escola de esqui da Europa, incluindo instrutores que falam português.

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Courchevel

A polêmica pista do aeroporto de Courchevel

A polêmica pista do aeroporto de Courchevel

Para os pequenos, os  “Villages des Enfants” recebem com monitores fofuras a partir de 1 ano e meio de idade (e muitos dos que saiam em aula esse ano levavam um colete com um apetrecho em íma que os mantinha grudadinhos aos lifts na subida da montanha).  Para os avançados, testes de “freios” na Stop Zone, percursos de obstáculos e curvas com inclinação e espaços para saltos freestyle e barras de slide, inclusive nos espaços familiares. E tem promoções nos preços dos lifts e passes desde duas pessoas viajando juntas, o que é muito legal (dá pra ver os preços aqui).

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Courchevel aventure

Mas curiosamente Courchevel é um destino no qual muitos dos turistas não esquiam. Ou esquiam pouco. Então, além de admirar a paisagem local (que é mesmo surrealmente linda) e as (inúmeras) obras de arte contemporânea espalhadas por suas diferentes altitudes, tem muitas opções também para quem quer apenas “brincar com a neve”, comer muito bem (gostei especialmente do menu japa do Koori e do Le Black Pyramid), hospedar-se melhor ainda, aproveitar spa (testei o excelente Goji Spa by La Prairie do hotel Le K2 e amei), comprar novidades e, claro, ver e ser visto.

White, o novo hotel (4 estrelas, com quartos meio claustrofóbicos) do grupo LVMH em Courchevel

White, o novo hotel (4 estrelas, com quartos meio claustrofóbicos) do grupo LVMH em Courchevel

CourchevelCourchevel

São cinco vilarejos que compõem o destino Courchevel, cada um numa altitude diferente, de Saint-Bon-Tarentaise a 1100m à badalada Courchevel 1850, a 1850m – todos conectados através das pistas de esqui e lifts.  Ingleses e franceses formam grande parte do público que frequenta Courchevel todos os invernos – assim como russos e brasileiros, cujos números não param de crescer. Seus pouco mais de dois mil habitantes regulares vêem a população passar dos 40 mil durante a temporada de inverno, distribuídos sobretudo em Courchevel 1500 (ou Courchevel Village), 1650 (ou Moriond) e 1850.

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Apesar da diferença de altitudes em Courchevel, dá para fazer muita coisa à pé. Mas, se bater preguiça, quase todos os hotéis oferecem serviços gratuitos de shuttle em vans e o próprio turismo local disponibiliza as “navettes”  do Praz até Courchevel 1850, subida e descida, o dia todo, sem custos. E tem charretes, pra quem fizer questão.

Courchevel

Além das belíssimas pistas para todos os níveis e dos inúmeros lifts e gôndolas para cada um achar seu canto por ali, em Courchevel 1850 fica o imenso espaço da Courchevel Aventure na montanha, com descidas de trenó, snowtubing e “esquibunda”, circuito para snowmobile, passeios em snowshoeing etc.

Courchevel aventureCourchevel aventureCourchevel aventureCourchevel aventure

Do polêmico aeroporto de Courchevel, saem deliciosos sobrevoos da região feitos em helicóptero para ver os Alpes (e o Montblanc!) lá do alto – fiz o passeio de meia hora e recomendo muito! Em dias claros, há diversas saídas ao longo do dia, conforme demanda; quanto antes reservar, melhor.

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Courchevel também inaugurou nesta temporada o Aquamotion, um imenso espaço lúdico de água e wellness que funciona todos os dias. Distribuídas num espaço de 15000 metros quadrados e arquitetura arrojada no topo da montanha, atividades como massagens, saunas, hammans, piscinas quente e fria, tobogãs, piscina de ondas artificiais para surf etc acontecem em espaços com paredes de vidro, pra ninguém perder o visual alpino mesmo lá dentro. No Aquamotion funciona também o Café Nikki by Nikki Beach, num espaço lindo e todo cool que serve também refeições e virou meio point da vida noturna local nos últimos meses (aliás, Courchevel vai ganhar em breve também um hotel by Nikki Beach).

Aquamotion CourchevelCafé Nikki Courchevel

No quesito hospedagem, Courchevel tem de chalezinhos self-catering a hotelaços praticamente dentro das pistas de esqui. Mas, mais que qualquer um deles (e olha que visitei VÁRIOS durante meus dias por lá), o que eu recomendo mesmo são os chalés full-service, que são mesmo a cara de Courchevel. Ficamos hospedados num chalé sensacional, o Blanchot, que, no final das contas, oferece uma relação custoXbenefício que nenhum hotel de Courchevel consegue alcançar.

Chalet Blanchot CourchevelChalet Blanchot Courchevel

Todo em madeira e com decoração super elegante, fica no coração de Courchevel 1650 e tem quartos duplos, todos suítes (com amenidades de luxo, roupões, chinelinhos etc), que se abrem para um lindo terraço com jacuzzi ao ar livre, além de uma enorme master suíte no piso superior. Os ambientes comuns incluem a cozinha aberta para a enorme sala de jantar, sala de estar com lareira, varandas, quarto de brinquedos para crianças e um ski room no subsolo, com direito a sala para secar as botas com entrada independente – além de sauna e sala de massagem (massagens pagas à parte).

Chalet Blanchot CourchevelChalet Blanchot CourchevelChalet Blanchot Courchevel

Na ponta do lápis, pelo preço (por pessoa) similar a um hotel quatro estrelas de Courchevel na temporada, os chalés do mesmo grupo do Blanchot (são vários, desde pequenos, para apenas um casal, a grandões, para 12 pessoas) oferecem tarifa sempre tudo incluído: governanta e camareira simplesmente adoráveis, motorista privativo à disposição (seja para levar para fazer compras, para jantar ou para um ponto de ski específico), serviço de lavanderia for free, cozinha 100% abastecida, café da manhã feito na hora todos os dias, coquetéis e quitutes para o après-ski nos finais de tarde e jantar de alta gastronomia (cinco passos, bebidas incluídas) preparado na hora H por chef que trabalhou com Ducasse – em tempo: o menu preparado ali na nossa noite de chegada foi o melhor que eu provei durante todos os meus dias em Courchevel. E ainda tem a adorável Laure que, como o melhor dos concierges, cuida de todos os detalhes pré e durante a hospedagem e, cheia de excelentes conexões por toda Courchevel, sabe como poucos antecipar desejos dos hóspedes. Assim como Courchevel, vale definitivamente o quanto pesa.

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.