Cruise Review: yatch La Pinta, Galápagos

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A minha cabine no La Pinta (standard): cama ótEma

 Conheci Galápagos num cruzeiro por recomendação de vários amigos e gostei muito; recomendo mesmo: a gente tem zero dor de cabeça para bolar passeios, pensar acesso às ilhas diferentes, programar mergulhos e tal, ainda mais com os custos bem elevados de tudo no arquipélago.

 Embarquei no La Pinta que, localmente, nem é chamado de navio e sim de yatch, dado seu tamanho: 30 tripulantes e máximo de 42 passageiros. O barco não é exatamente de luxo, mas é bem confortável, com as cabines  funcionais e os ambientes comuns bem confortáveis.
O cruzeiro não é barato (dá pra conferir os preços, que variam ao longo do ano, aqui); mas o custoXbenefício (investimento em dinheiro X conforto, atividades, zero stress etc) acho que vale, e muito.

A jacuzzi, boa para um banhinho no final do dia, depois dos passeios

 A gente é recebido no aeroporto (que varia em função do roteiro comprado; o meu era San Cristóbal), levado de ônibus ao pier mais próximo e, de lá, de zodiac (aqueles botes pretinhos), somos levados ao barco (as malas vão em outro bote, longe dos nossos olhos, dá até medinho hehehe).

Os zodiac, ancorados com o La Pinta, em San Cristóbal

 O barco não é tudo incluído, mas é quase: pagam-se as bebidas, lavanderia, telefonemas, roupa de mergulho (o kit de snorkel está incluído), internet e afins. A internet é, sim, paga, mas é decente, inclusive no preço: 5 dólares por cada 24h (único senão é que só pega no deck principal, onde rolam conferências, bar e biblio). Refeições (café, almoço e jantar, além de uns snackzinhos) e todos os passeios (pelo menos dois ao dia, manhã e tarde) estão sempre incluídos, assim como detalhezinhos (tipo a ÓTIMA máquina de cafés, capuccinos, mocaccinos e afins na bibilioteca).

O fitness center é bem pequeno, mas dá conta, já que são poucos hóspedes

 As cabines são razoavelmente espaçosas e todas são externas, com uma bela janela para acompanhar a paisagem, com serviço 3 vezes ao dia. No banheiro, sabonete barra e líquido, shampoo e condicionador biodegradáveis. E vale dizer que eles têm uma curiosa política de “no keys”: as cabines só são “trancáveis” por dentro; nenhuma delas tem chave (mas há cofre em todas para quem se sentir inseguro com isso).

No zodiac, deixando o barco (ao fundo), o guia (à esquerda) já vai nos brifando

 A comida não é excepcional, mas é saborosa e bem apresentada: café e almoço em estilo buffet, jantar à la carte; os garçons são uma graça, super gentis e prestativos, e guardam rapidérrimo como gostamos do café, se comemos ou não sobremesa e outros detalhes do gênero (menção honrosa aqui, aliás, ao Eddison, um senhor genial, que sabia fazer meu café com leite na proporção exata :D). E é tudo zero frescura: como o cruzeiro é de exploração, o traje à bordo é sempre super informal e esportivo, da manhã à noite.

Os trekkings são de todo jeito: na areia, em pedras, em trilhas e até assim, em passarelas

 As saídas são ultra organizadas. Apesar de usarem um sistema meio primitivo para controlar entrada/saída de hóspedes (o “flip chip” num quadro às portas do barco), era sempre rápido, descomplicado, eficiente. E os passeios foram muito bem equilibrados, incluindo trekkings, observação de pássaros, infos de animais, snorkel (fantásticos, os melhores que já fiz), tempinho de praia etc.

Leão marinho ao nosso ladinho, em Española, e o La Pinta lá ao fundo

 O convívio entre os hóspedes é bem legal: a gente acaba sentando cada refeição com gente diferente (as mesas não são fixas e o restaurante é pequeno, então todo mundo “come” com todo mundo, praticamente), se encontra no bar, no meeting do final de cada dia, nos passeios etc. A língua meio que oficial à bordo é o inglês, porque vai de encontro à nacionalidade da maioria dos hóspedes; mas no meu cruzeiro todos os avisos, conferências etc eram sempre dados em inglês, espanhol e alemão (tinha um grupo grande de alemães à bordo) e os funcionários também conhecem o português.

O deck do lounge e bar

À bordo, não rolam atividades além da exibição de documentários; pessoalmente, acho que seria legal ter mais palestras, workshops ou mesmo atividades recreativas para estimular a própria interação entre os passageiros. E acho também que falta maior interação dos guias com os hóspedes no dia-a-dia, mas preciso ressaltar que os meninos (eram 3, Maurício, Walter e Dris, chamados ali de “naturalistas”) foram todos excelentes, tanto na simpatia quanto, sobretudo, no conhecimento e nas explicações ultra-detalhadas em cada passeio, cada saída, cada animal, pássaro ou planta. E bem pacientes também, capazes de responder vinte vezes a mesma coisa, com a maior tranquilidade.

O quadro do “flip chip” para controlar entrada e saída de hóspedes
Bebedouros espalhados pelo barco

 Fiz o cruzeiro de 3 noites mas já adianto aqui que achei pouco, muito pouco. São várias as ilhas de Galápagos e são muito diferentes entre si – nesse roteiro, conheci apenas 4. Fui embora do arquipélago tipo criança que não quer ir dormir, ainda mais depois de conhecer algumas pessoas que fizeram 10 noites no total, percorrendo todas as diferentes ilhas do arquipélago. O La Pinta tem também roteiros de 4 e de 7 noites que podem ser feitos isoladamente ou combinados entre eles à vontade do freguês.

Explicações detalhadinhas seja no interiorzão das ilhas…
… ou à beira-mar
O zodiac volta ao barco no finzinho da tarde

 Aliás, aproveito para deixar registrado que achei o serviço da Metropolitan Touring, que opera esse e outros barcos em Galápagos e através de quem se adquire os cruzeiros (e até os tickets aéreos Quito -Galápagos-Quito comprei mais em conta através deles), super profissa. O transfer hotel-aeroporto-cruzeiro-aeroporto-hotel é super pontual e zero stress: eles mesmos se encarregam de check in e despacho de malas – a gente já recebe o cartão de embarque ao chegar no aeroporto e a mala na cabine do cruzeiro e, posteriormente, no hotel.

Turistas-paparazzi ao deleite com os pássaros tão pertinho 😉

Bem bom no saldo final, deixou saudades. Agora fica a minha vontade de voltar um dia para fazer o de 7 noites 😀

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.