Cruzeiro à Antártida: o começo

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Velhote mas valente (e seguro, é claro)

 Embarquei no cruzeiro à Antártida em Ushuaia. Como manda o bom senso, cheguei de véspera, depois de uma noite em Buenos Aires (SEMPRE chegue para cruzeiros com no mínimo um dia de antecedência; aprendi isso a duras penas quando cheguei para meu cruzeiro pela Terra do Fogo em 2008 algumas horas antes do embarque no navio e minha mala, não).

 Da última vez que voeei a Ushuaia, há exatos quatro anos, eu era uma das pouquíssimas pessoas a bordo que não ia para a Antártida. Dessa vez, eu era uma das felizes sortudas que ia 😉  E, chegando em Ushuaia, conheci um monte de gente que também ia, sobretudo em outros navios maiores; todo mundo numa vibe incrível, festejando, celebrando, empolgadíssimos.

 No dia do embarque, acabei conhecendo, enfim, alguns dos passageiros que iam embarcar no meu navio – assim, ao acaso (e, veja só, foram essas as pessoas com as quais mais interagi durante toda a viagem ;D).

Cupcakes e cookies para o lanchinho de boas-vindas

 Na hora H, ao chegar no porto, confesso que tive uma pontinha de arrependimento ao ver o Polar Pioneer tãaaaao pequenininho ao lado dos outros navios no porto. Eu sabia que ele era o menor navio a operar Antártida (e velhote, da década de 80), mas deu até um medinho ao vê-lo no porto, pensando no Drake que começaríamos a enfrentar algumas horas depois (ele se mostrou fortão e valente, tks God, o caminho inteiro).

A simpática mensagem inicial do staff

 No porto, zero fiscalização de entrada de passageiros e bagagens, estranhamente. Dois navios para a Antártida saíam do porto naquela tarde: o meu e um outro, da Quark. Às quatro da tarde, pontualmente, fomos autorizados a entrar no navio – o staff (Austrália/Nova Zelândia/Canadá) recebeu pessoalmente todos os passageiros, bem simpáticos, mas já deu pra perceber que a tripulação (Rússia) não era de sorrisos.

Treinamento emergencial de fuga nos tenders

 O quadro branco de avisos à entrada do refeitório dava as coordenadas: ir à cabine checar se a bagagem estava ok, fazer um lanchinho e conhecer os demais passageiros. Aos pouquinhos, fomos nos descobrindo: majoritariamente australianos, mas também britânicos, canadenses, sul-africanos, malaios, russos, chineses, um norueguês, uma japonesa e eu a única latino-americana 😉

Don, o expedition leader, faz a apresentação do staff e dá as coordenadas gerais sobre a viagem 

 Fomos apresentados ao staff todo oficialmente na ponte de comando (que se tornou um baita ponto de encontro do navio, sobretudo de manhã bem cedinho, quando muita gente batia cartão lá para observar baleias e pássaros durante a navegação) e fizemos o treinamento oficial de fuga nos tenders para o caso de (toc, toc, toc) incidentes de navegação antártica o.O

 E então, às 18h em ponto, partimos. Todos empoleirados na proa do navio, tomados pelo vento gelado de Ushuaia, olhos vidrados no horizonte, coração aceleradinho.

Estava só começando.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.