Cruzeiro pelo Alasca: como foi

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Já comecei achando o Alasca um arraso ainda do avião, antes de chegar a Anchorage

No começo do mês, vocês viram que voei até Anchorage, no Alasca, EUA. E passei a maior parte do tempo desde então à bordo do navio Silver Shadow, num cruzeiro pela região. Sonhava em conhecer o Alasca há muito tempo e, pesquisando, encontrei recomendações mil de que um cruzeiro era a melhor forma de reconhecer esse estado norte-americano.

Sossego e muita luz em Anchorage

Tirando o fato de que praticamente não fez frio (na minha imaginação o Alasca seria sempre geladinho :D), a viagem foi tudo aquilo que eu esperava: paisagens lindíssimas desfilando o tempo  todo na minha frente (fiordes, glaciares, lagos, campos de gelo, picos nevados, desfiladeiros), assim como abundante vida animal também (águias, baleias, ursos, focas, lontras).

A viagem de trem encantadora de Anchorage a Seward

Anchorage é a maior cidade (e o principal aeroporto) do Alasca, mas tem um jeitinho de cidade pequena. Em 15minutos desde o aeroporto a gente já está no centro da cidade e, ali, dá pra fazer tudinho à pé (só precisa de táxi quem quer fazer os outlets e quetais).  Há um interessante museu e o escritório de turismo, que fica bem no miolinho da cidade, tem infos e vendas de outros passeios pelos arredores. Além do museu, o centrinho é constituído basicamente de hotéis, lojinhas de souvenirs aos montes, restaurantes, lanchonetes e até um mall. Peguei dois dias extremamente ensolarados ali, céu azul, perfeitos para bater perna (e com luminosidade o tempo todo; nem vi o céu ficar escuro de verdade por ali).
De Anchorage, tomei o Grandview Train até Seward, o mais importante porto do norte do Alasca. O Grandview é um trem que funciona somente durante a temporada de cruzeiros, ligando Anchorage ao porto (no caso do meu cruzeiro, o trajeto em trem já estava incluído no preço). Foram 4h30 de viagem (com cerca de 1h de atraso para saída) num desfile de lindezas pelas imensas janelas de vidro do trem. Vimos até um urso (beeeem ao longe) e porcos-espinho (bem pertinho) em meio à paisagem até chegarmos a Seward (tirando uma taça de espumante na chegada, o serviço na viagem era todo cobrado à parte, e fraquinho).

A cabine-delícia do Silver Shadow

Em Seward, descemos do trem diretamente para embarcar no Silver Shadow e zarpamos logo em seguida, já com delay da programação inicial. E todo mundo se aboletou nos decks externos para ver os fiordes e picos nevados que nos acompanharam dali em diante por todo o cruzeiro.

A primeira noite à bordo foi dura: pegamos um mar bravo (atípico para a região, segundo o capitão) e chacoalhamos bastante até a tarde seguinte – muita gente se sentiu mal e a maioria dos hóspedes aproveitou o room service incluído por 24h e sequer saiu de suas cabines nesse dia (por outro lado, foi ótimo ter restaurantes, palestras e demais atividades quase privativas :D)

Depois o cruzeiro desenrolou que foi uma maravilha. Atravessamos beeeem pertinho dos glaciares Hubbard e Valerie, passamos pelo glaciar Sawyer, navegamos por um mar coberto de pedaços de gelo, com o navio rodeado por fiordes incríveis, focas e baleias. Tivemos dias incríveis na sequência, de céu muito azul, sol e temperaturas muito amenas (quentes, até), e fizemos escalas divinas em Sitka, Juneau, Skagway e Ketchikan, com direito a passeios incríveis em cada uma delas, de passeio de trem pela White Pass até o Canadá a sobrevoo de glaciares. Em outros posts vou contar com mais detalhes sobre os atrativos e passeios de cada uma das escalas.

Focas nadando bem ao lado do navio
O Silver Shadow chegando ao encontro dos glaciares Hubbard e Valerie
Fiordes e picos nevados do começo ao final da viagem
O mergulho da baleia

Entre uma escala e outra compareci a palestras sobre o destino, atividades recreativas (de trívia a cooking class), tive refeições memoráveis, ri muito (o senão foi que a maioria esmagadora dos passageiros era norte-americana, mas sobrevivi 😀  e fiz novos amigos também).  Para quem andou perguntando, sim, o Alasca é também um destino super kids-friendly também; e a grande maioria dos passageiros do meu navio (casais, famílias, grupos enormes de amigos, solo travelers), contrariando o que vi nos outros cruzeiros que fiz com a Silversea, era marinheiro de primeira viagem e encarava ali seu primeiro cruzeiro.

A viagem terminou somente em Vancouver, já no Canadá, numa linda manhã de quase verão, contrariando todas as previsões de chuva, uma delícia.
Tremenda viagem. Nos próximos posts eu conto mais 😉

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.