Enoturismo na Umbria: Locanda Palazzone

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A propriedade com vinhedos a perder de vista

Nos arredores de Orvieto, no “fuori muri” dessa linda cidade italiana da Umbria, o que não faltam são vinícolas de pequenos e médios produtores perfeitinhas para uma paradinha durante um dia de passeio por ali.

Mas o que me chamou atenção da Locanda Palazzone é que, não bastasse Orvieto ser uma graça, a Locanda, por si, só, já valeria o deslocamento até ali: além da visita pela linda propriedade para ver como a produção de vinhos bons podem ser pequenina, artesanal e muito bem sucedida, ali também funciona uma das cozinhas mais interessantes da região e também um belíssimo hotel, super romântico, de apenas 7 exclusivíssimos quartos.

Não fiquei hospedada na parte do hotel (só subi para xeretear os quartos lindos, super contemporâneos dentro do casarão antigo, super típico da região), mas passei uma belíssima tarde na propriedade, entre visita aos vinhedos e um almoço supimpa, preparado por um chef pura simpatia.

Ali tudo é mediante reserva: vc discute como quer o tour, que horário, tudo. E é o próprio dono, o gentleman Lodovico (ou sua simpática esposa Patrizia) quem vem atender os visitantes e fazer a visita guiada, falando com extrema paixão sobre seu negócio. A visita é legal, mas o pulo do gato ali é tratar com ele (previamente, é claro) a visita com almoço e degustação durante a refeição: acaba virando um daqueles momentos memoráveis, puro prazer, como eu achava que só a Toscana sabia fazer.

É o jovem – e tímido, e muito simpático – chef Roberto Agostini, natural da Umbria, quem cuida de tudo no almoço, da concepção do cardápio sob medida a levar os pratos à mesa, sempre sorrindo muito. E o que tivemos ali (estava com duas amigas queridas na Úmbria, lembram?) foi um almoço genial, fresquíssimo e cheio de sabor, do primeiro prato à sobremesa – e, acreditem, levíssimo, no final das contas.

Macarrons com sotaque italianíssimo no zabaione da sobremesa
Tímido mas muito simpático, Roberto Agostini é chef pra gourmet nenhum botar defeito

A tarde foi memorável. Atrasamos super o belo rolê que queríamos dar por Orvieto de tão gostoso que estava ficar ali, mesmo terminado o almoço, jogando conversa fora, bebericando os vinhos da casa, curtindo mesmo.

A produção da vinícola, bem limitada, fica armazenada ali mesmo
O belo casarão-sede, onde fica o hotel e onde são servidos os almoços pré ou pós visita pela vinícola

O que ficou faltando? Dormir ali, com certeza. Fiquei encantada com os quartos que vi, super arejados, cheios de luz, cheios de mimos (do decor contemporâneo às amenities Bulgari), sempre com ultra românticos balcões com vista para os vinhedos e Orvieto, lá no fundo. Uma graça.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.