explora Atacama

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O hotel queridinho dos brasileiros dentre os all inclusive no Atacama reabriu suas portas

 

 

 

 

O hotel explora Atacama reabriu suas portas em dezembro do ano passado, após um ano fechado para se reestabelecer de um incêndio. Queridinho dos brasileiros, faz parte da rede hoteleira pioneira no modelo de hotéis de exploração com tudo incluído que tanto sucesso fazem há anos ali e em outros destinos chilenos. Eu já tinha visitado o hotel em viagens anteriores ao Atacama, mas nunca tinha de fato me hospedado ali – foi um prazer imenso me hospedar enfim ali durante minha última viagem ao Chile, entre final de março e começo de abril.

Cheguei no meio da tarde, naquele horário em que já é muito tarde para almoçar e muito em cima da hora para entrar em algum passeio vespertino. O vulcão Licancabur, a grande vedete da paisagem atacamenha, se exibia inteiro, cume ainda coberto de neve, céu muito azul e sol. A gerente em serviço e a chefe de guias me receberam com enormes sorrisos e propuseram que eu comesse ao menos uma salada enquanto conversaríamos sobre meus planos para os passeios nos dias seguintes. Eu já tinha visitado o Atacama outras vezes, então sabia direitinho que passeios queria repetir (Lagunas Altiplanicas, Salar, Valle de la Luna, Valle del Arco-iris etc); mas a oferta de tours possíveis é realmente impressionante (algo que eu tinha sentido falta na visita ao explora Valle Sagrado no ano passado).

A história dos hotéis explora começou na Patagônia, nos anos 90. Hoje, são 4 destinos (3 no Chile e um no Peru, sobre o qual já contei aqui) e travessias incríveis à Argentina e à Bolívia, sempre com a mesma filosofia de profunda exploração sem abrir mão do conforto e do serviço tudo incluído (hospedagem, excursões, refeições, bar aberto e transfers).  Ali no Atacama, são centenas de quilômetros em rotas possíveis para explorar a região em dezenas de passeios diferentes, podendo ser trekkings guiados de diferentes níveis de dificuldade, tours em bicicleta ou passeios em van (que eles chamam de “overlands”). E se adaptam muito bem a passageiros com restrições de mobilidade.

O hotel reinaugurado ficou muito similar ao anterior: os quartos, com design inspirado nas construções locais, são dispostos meio que “rodeando” o lodge principal e alguns têm vista para o vulcão. O quarto tem bom tamanho, com cama ampla e mesinha com duas cadeiras no canto, janelões para apreciar a vista e banheiro com banheira (só sinto falta nos hotéis da grupo de sabonete líquido/shower gel, que nunca tem no kit de amenidades).

Mas a verdade é que gente acaba ficando bem pouco no quarto. O lodge principal, onde ficam também o bar e o restaurante, é cheio de cantinhos super convidativos (inside e outside) para ler um livro, papear com outros viajantes e contemplar a paisagem impressionante que rodeia o hotel – e é também onde o wifi funciona.

Café da manhã, almoço e jantar são servidos em horários pré-definidos diariamente – café buffet e demais refeições à la carte. Nos passeios de dia inteiro, o almoço pode ser box lunch ou um belíssimo picnic armado em frente a algum cenário incrível (peguei um delicioso em frente às lagunas altiplânicas).

Nas refeições do hotel, os pratos são sempre uma mescla da culinária regional com releituras de clássicos internacionais. No bar, há de tudo um pouco mas fazem imenso sucesso entre os hóspedes os “pisco sour” à base de rica-rica, uma plantinha local.  Um pouquinho afastado do prédio principal, eles possuem também um cantinho original do terreno (o “quincho”) reservado para o churrasco semanal do jantar, com direito a apresentações folclóricas e cordeiro assado na brasa.

Escondida num dos cantos do telhado, há também uma varanda com vista panorâmica do hotel e da região. Entre o prédio principal e a entrada do hotel fica o impressionante celeiro do hotel, com cavalos próprios que se reproduzem sempre entre eles mesmos, gerando mesclas interessantes das raças chilena e inglesa. Os cavalos são tratados ali como assunto seríssimo e são tão mansinhos que até quem nunca andou a cavalo consegue curtir uma cavalgadinha curta ao por-do-sol pelo vale, por exemplo.

Mas talvez o segredo mais bem guardado do hotel seja seu conjunto de piscinas. Ligadas ao bloco de quartos por uma bela passarela de madeira, quatro piscinas adjacentes são o pretexto perfeito para escapar do calorão do começo da tarde ou para terminar o dia contemplando o por-do-sol. O melhor? Encontrei todos os dias a área absolutamente vazia e tinha praticamente as piscinas só pra mim 🙂

Atrás das piscinas, numa encantadora casinha antiga de adobe do terreno do hotel, foi instalado seu spa. O cantinho discreto e silencioso, com decoração bem atacamenha, é o cantinho perfeito para uma deliciosa massagem relaxante pós trekking.

Além dos passeios, que a gente meio que agenda no primeiro dia mas pode ir mudando de ideia ao longo da semana, sugiro marcar logo ao chegar o mini tour astronômico que eles promovem todas as noites no mini observatório do hotel. É um tour bastante simples, com menos de meia hora de duração – mas nos dá a chance de entender melhor o que estamos vendo a olho nu no céu espetacular do Atacama (para mim, o céu mais incrível do mundo) e de ver até quatro objetos no telescópio do hotel. Como só há um telescópio, os tours são para apenas oito pessoas por noite; por isso é bom reservar logo ao chegar mesmo. Para quem se interessar por tours astronômicos mais completos, com maior duração e a possibilidade de observar muito mais objetos através de diferentes telescópios, recomendo muito a Space (antigamente conhecida localmente como “observatório do francês”), que tem os melhores tours astronômicos que já vi por lá (faz tempo que fiz mas nunca vi nada parecido nos hotéis da região).

Um outro tour que não está incluído nos passeios do explora mas que eu fiz desta vez e recomendo muito foi o passeio de balão sobre o deserto. O tour da Ballons over Atacama é uma ótima sugestão para o último dia da viagem, para quem precisa sair cedo e não tem tempo para fazer nenhum passeio na última manhã. Eles pegam os turistas nos respectivos hotéis entre seis e sete da manhã (dependendo da época do ano) e antes das dez já está todo mundo de volta a seus hotéis. Café com croissant enquanto o balão enche e brinde com espumante após o pouso estão incluídos no valor do passeio. O balão infelizmente não tem autorização para sobrevoar o Valle de la Luna/de la Muerte, mas a paisagem que a gente vê lá de cima é impressionante mesmo assim.

No mais, o staff do hotel é super amável e carinhoso e os que têm mais contato com os hóspedes – gerentes, barmen, maitre etc – chamam todos pelos nomes, num ambiente bem cálido e informal, facilitando inclusive a interação entre hóspedes. Recomendo muito para quem viaja sozinho também.

 

 

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.