Um finde em Genebra

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InstagramCapture_41c958d3-a0e3-4c77-9eaf-8e33e227df2f[1] Um finde perfeito num dos hotéis mais icônicos da cidade

 

 

 

Sou fã da Suíça, nunca escondi de ninguém. E dos suíços em geral, que sempre me tratam tão bem a cada vez que visito o país. Tenho meus cantinhos favoritos por lá, é claro, e também sei que os brasileiros nunca caíram de amores por Genebra. Tenho vários amigos que associam a cidade a uma ideia de marasmo, de tédio, de mesmice. Eu, por outro lado, curti a cidade desde a primeira visita. Como pensar em tédio com aquela lindeza alpina sempre à vista, o Montblanc dando pinta soberano, o lago tomando conta da cidade, o centro antigo adorável, a bossa toda especial de Carouges?

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Então foi com muito prazer que aproveitei uma oferta do TGV (49 euros cada trecho em pleno auge do verão europeu, apesar de não ser uma pechincha, foi oferta, sim) e me mandei de Paris para lá num final de semana bastante ensolarado. Em posição geograficamente privilegiada, Genebra é facilmente acessível via trem ou avião de inúmeros outros destinos europeus – de Paris mesmo, são meras 3h de trem. E, como qualquer destino suíço, está super bem servido de transporte local e conectado a todo país através da incrível malha férrea da Suíça.

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Genebra me pareceu no verão ainda mais adorável. É verdade que a cidade vibra, lotada de gente, dia e noite, na temporada mais quente do ano – bem diferente, sim, da calmaria que peguei na visita anterior, no finalzinho da temporada de inverno (já era começo da primavera, na verdade, mas ainda fazia bastante frio). O lago assume um papel ainda mais fundamental, lotado de barcos turísticos, barcos de transporte municipal de passageiros, lanchas privadas e muita, muita gente na água limpinha, seja nadando ou praticando stand up paddle.

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As ruas ficam cheias de gente pra lá e pra cá, seja no centro antigo, na área comercial ou nos distritos mais afastadinhos e cool, como Carouge, que continua incrível – desta vez, consegui pegar o adorável mercado de sábado e curti mais ainda, uma delícia. Um parque de diversões é instalado à beira do lago e a cidade recebe inúmeros festivais durante o verão. Isso tudo sem falar nos esportes radicais e nas vinícolas em fartura nos arredores da cidade, no consumo popular e de luxo convivendo lado a lado (das liquidações ao tour para visitar todas as grandes relojoarias da cidade, o mix é sempre bem interessante), a estonteante paisagem montanhosa alpina por todo lado, o tempo todo.

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Democrática, a cidade tem uma mistura bem interessante de nacionalidades e faixas etárias compondo sua população. Embora seja ótima para caminhar, o excelente sistema público de transporte deixa tudo ainda mais perto – e, pasme, é 100% gratuito para turistas hospedados na cidade, independente de estarem num albergue ou num cinco estrelas (sim! é só pedir no check in o cartão de transporte e voilà!)

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No mais, Genebra anda se reinventando. Novas jovens cabeças estão dando cara mais descolada à cidade, trazendo bares e cafés bem charmosos, meio hispter, mesmo na área financeira da cidade, antigamente toda seriona. Os grandes hotéis não param de se reinventar: o Four Seasons Genève, por exemplo, acaba de inaugurar um restaurante asiático sensacional em seu rooftop, com vista panorâmica para a cidade e os Alpes – e ganhou um sen-sa-ci-o-nal spa Montblanc, que definitivamente vale a visita mesmo para não hóspedes (pela lindeza, pelo excesso adorável de luz natural, pela privacidade, pela exclusividade dos tratamentos).

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A hotelaria local, aliás, faz jus ao charme da cidade suíça. Na visita anterior a Genebra, fiquei hospedada no ótimo Mandarin Oriental Geneva, bem no centro financeiro da cidade, a passos das principais atrações e da cidade antiga, o que foi excelente. Mas desta vez, no auge do verão europeu, optei por uma hospedagem mais classuda e peculiar: o hotel La Réserve Genève, um dos maiores ícones da hotelaria de luxo da cidade.

La Reserve GenèveLa Reserve Genève

Localizado às margens do icônico Lake Geneva e com vista para o lago Léman, fica afastado do centro na medida certa: no hotel, a gente tem a sensação de estar num mundinho à parte, rodeado de paisagens idílicas; por outro lado, basta pegar um tram, uma bike ou um táxi e em minutos estamos no coração da cidade (sem falar que está a cinco minutos em carro do aeroporto internacional e a 7 minutos em tram da estação).

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Apesar de ser parte da Leading Hotels of the World e da Design Hotels, o hotel é antigão e talvez devesse passar por uma remodelação em breve para deixa-lo com mais bossa e sex appeal como a propriedade espetacular de Paris. Os quartos são escuros, sem muito apelo, mas são bastante espaçosos e abertos para os jardins da propriedade (são apenas 85 quartos e 17 suítes com inspiração meio africana). Mas, verdade seja dita, o designer Jacques Garcia criou um lobby e lobby bar meio dramáticos na decoração, ultra sedutores: cores extravagantes, citações nas paredes, galerias cheias de vidro, muito vermelho.

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Apesar disso, o ambiente, na real, é bem familiar, como um resort mesmo, com crianças circulando livremente pelas salas próximas ao lobby e pela adorável piscina que é meio o centro nevrálgico do hotel, rodeada de verde (no inverno, quando a piscina fecha, me contaram que uma monumental lareira toma conta do lugar). Os concierges são muito bons e o café da manhã é servido no restaurante informal, o Le Loti, como buffet, com opções quentes à la carte, sem frescuras. Mas o que eu gostei mesmo foi do  impecável restaurante asiático The Tsé Fung, aberto para os jardins do hotel, perfeito para o jantar – cozinha super leve, caprichada e serviço de primeira.

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E, claro, como em qualquer propriedade do grupo do visionário Michel Reybier, o spa impressiona e merece destaque: em Genebra, além das instalações incríveis, numa ala mais nova do hotel, com vibe mais moderna (e incríveis 2000 metros quadrados de área, com direito a um charmosíssimo Café Lauren dentro dele) conta com a expertise da Nescens e tem piscinas indoor e outdoor maravilhosas.

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O lago é acessível através de um deque privado, seja para sair em lancha, para dar um mergulho ou passear com os caiaques do hotel. O toque de mestre? Nos meses quentes, os hóspedes são levados ao centro da cidade (e de volta ao hotel, é claro), dia e noite, sem custos, nas charmosas lanchas privativas (de inspiração veneziana) do hotel, fazendo cada saída da propriedade ganhar carinha de expedição <3

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.