Galápagos: hotel ou cruzeiro?

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GalápagosOs prós e os contras de optar por um hotel ou um cruzeiro pelas ilhas Galpapagos

 

 

Quando eu fui para Galápagos pela primeira vez, no ano passado, nem cogitei procurar um hotel; pensei logo num cruzeiro, já que se tratava de um arquipélago e o que eu queria era mesmo conhecer o maior número de ilhas e atrações possíveis na viagem (falo do barco La Pinta aqui e da viagem como um todo aqui).  Foi somente no meu voo para lá que conheci um monte de gente que tinha vivido o dilema pré-viagem de escolher entre fazer um cruzeiro pelas ilhas ou se hospedar em um hotel em Santa Cruz, a principal delas.

Este ano, como vocês sabem, por um convite de trabalho, passei quase uma semana em Galápagos hospedada num hotel, o Finch Bay, como conto aqui. E ali convivi com hóspedes de diferentes partes do mundo – argentinos, americanos, alemães, franceses, ingleses – que também tinham dado tratos à bola para se decidir entre hotel e cruzeiro.

Galápagos

Então agora que eu já experimentei as duas coisas, hotel e cruzeiro pelas ilhas, posso dizer com segurança que o ideal MESMO seria juntar as duas experiências numa mesma viagem: por exemplo, um cruzeiro curto, de 3 noites, e outras 3 noites com base num hotel. Até porque acho que 7 dias  é o tempo ideal para conhecer bem o arquipélago, já que algumas ilhas são distantes e todas são mesmo ricas em atrações.

Mas para quem não dispõe de tanto tempo e quer  optar por apenas um dos dois meios de conhecer Galápagos, aqui vão meus prós e contras de cada um deles:

 

Galápagos

 

CRUZEIRO, do meu cruzeiro no La Pinta:

PRÓS

Alcance: Os cruzeiros visitam não apenas as áreas mais comuns, mas também cantinhos mais remotos pelos quais podem passar inclusive durante o trajeto entre uma ilha e outra. Alguns lugares, como a longínqua Fernandina, só são alcançados em cruzeiros – mas, em geral, não nos de curta duração, como 3 ou 4 noites

Eficiência em tempo: Como a maior parte da navegação acontece à noite, enquanto a gente dorme, você poupa tempo nos deslocamentos e acaba passando mais tempo nas visitas em si que nos deslocamentos até elas. time efficient – você simplesmente deixa o navio fazer o trabalho. O navio se move durante a noite entre as distâncias maiores (enquanto você dorme) e faz as distâncias menores enquanto você está entretido (tomando café ou almoçando, por exemplo).

Zero esforço: O itinerário já está pronto, você só é avisado sobre que horas o próximo passeio sairá e só tem que saltar do barco ao zodiac para isso 😉 Muitos cruzeiros também oferecem palestras à bordo sobre a história e os aspectos biológicos do arquipélago.

Solo travelers: como os passeios e refeições estão sempre incluídos nos cruzeiros em Galápagos, quem viaja sozinho interage fácil e faz amizade com os demais passageiros – e nunca fará suas refeições sem companhia 😉

 

CONTRAS

Enjoos: Tem gente que não se adapta com barcos, não tem jeito. Mas vale lembrar que os navios costumam ser bastante estáveis , mesmo os menores (em Galápagos, operam desde barcos pequenos, para 20 passageiros, como grandes navios para algumas centenas deles), e não costumam assustar quem sofre com enjoos (senti muito mais o movimento dos barcos de passeio ficando no hotel que no navio)

Comunicação: muitos barcos não possuem internet – embora no que fiz, o La Pinta, houvesse internet satelital de qualidade decente a bordo – ou telefones para uso dos hóspedes

Itinerário fixo: num navio, dificilmente você terá a chance de fazer seu próprio itinerário, porque passeios e itinerários já são pré-definidos e todos os passageiros embarcam e desembarcam para cada aventura em horários fixos.

 

Finch Bay Galápagos

 

HOTEL, da minha estadia no Finch Bay:

PRÓS

Liberdade: Num hotel você tem a liberdade de escolher seus próprios passeios já que, na maioria deles, pagará por eles do seu próprio bolso (snorkel, mergulho, tour às ilhas etc). Se quiser, você pode fazer seu próprio itinerário e seus horários, o que num cruzeiro não seria possível.

Flexibilidade:  inclusive na data da sua viagem – cruzeiros têm datas pré-definidas de saida e hotéis, em geral, estão abertos o ano todo

Experiências locais: um hotel te permite explorar as ilhas em seu interior e não somente sua parte costeira, como acontece nos cruzeiros. Assim, é possíve ter muito mais contato com moradores locais e sua vida cotidiana (vida noturna, mercados, feiras, praças). O que eu mais curti desta estadia no Finch Bay foi justamente ter Puerto Ayora ali do lado e poder bater papo com os moradores e acompanhar um pouquinho da vida local deles todos os dias.

Famílias: para quem viaja com crianças pode ser um alívio ter espaço de circulação suficiente ao ar livre para deixar as crianças correrem e brincarem após os passeios sem perturbar outros passageiros.  E nem todos os cruzeiros em Galápagos permitem crianças a bordo.

 

CONTRAS

Enjoos: o chamado “island hopping”, que são os passeios diários a outras ilhas ou para snorkel ou mergulho que todo turista que fica em hotel faz em Galápagos, são bem mais complicados para quem é sensível a enjoos que um navio. Os barcos são pequenos e, no mar comumente agitado de lá, os solavancos vira e mexe são uma constante – e às vezes bem insistentes.

Tempo: ficando num hotel, a gente gasta muito mais tempo em trânsito entre o hotel e o destino a ser explorado no dia e, consequentemente, acaba ficando menos tempo nos locais visitados. Por dois dias gastamos 3h pra ir e 3h para voltar da ilha visitada – 6h do dia gastas simplesmente nesse deslocamento.

Área coberta: as áreas cobertas pelos passeios vendidos nas ilhas ou oferecidos pelos hotéis são mais restritas para passeios, pelas próprias distâncias que possuem em relação ao local onde o hotel está. Com o hotel em Santa Cruz, só exploramos partes pequenas de outras três ilhas mais próximas (San Cristobal, Plaza e Bartolomé).

 

De qualquer maneira, vale lembrar que ambas opções te garantem experimentar bastante da vida selvagem (ela é farta no próprio mercado de peixes de Puerto Ayora, com leões marinhos, pelicanos e outras aves que disputam as sobras de peixe, por exemplo 😀 )  e as belas paisagens, e snorkel e caminhadas são fartos em toda parte. A diferença vai estar mesmo no tipo de navio ou tipo de hotel que você escolher, se tem ou não passeios incluídos, e em quem operará esses passeios.

E, sim, Galápagos é um arquipélago e, a menos que você não saia da ilha onde se hospedar (o que, a meu ver, seria um baita desperdício, já que as ilhas são bastante diferentes entre si, tanto geográfica quanto biologicamente), todo dia você estará envolvido com algum navio, barco, iate, catamarã ou lancha para te levar aos locais de visita.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.