Great Ocean Road

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Porque a Great Ocean Road, na Austrália, é uma das estradas mais lindas do mundo

 

 

 

 

 

Passar uns dias em Melbourne, na Austrália, é um ótimo pretexto para esticar à Great Ocean Road. Construída no final da Primeira Guerra Mundial, a estrada é não à toa considerada uma das estradas mais espetaculares do planeta – e, posso dizer de carteirinha, bonita até debaixo de (muita) chuva.

Sim, choveu bastante enquanto estive em Melbourne em maio do ano passado. E choveu também durante minha escapada pela Great Ocean.  A estrada começa na cidadezinha costeira de Torquay , a quase 100km de Melbourne, e termina em Allansford, num trajeto total de 240km de penhascos tombando ao mar, florestas, vida selvagem abundante e vento, muito vento – o que requer atenção redobrada de quem estiver dirigindo..

Como meu cérebro costuma dar tilt quando tento dirigir na mão inglesa, optei por um tour. Há ampla oferta de tours saindo de Melbourne para fazer a Great Ocean Road, em grupos grandes, pequenos ou privados, e em diferentes formatos – dia inteiro, pernoite, dois pernoites.

O tour de um dia costuma sair cedinho e Melbourne e voltar tarde, lá pelas nove da noite – afinal, é bastante tempo de estrada indo e vindo. Tem que estar preparado para isso. Na maioria deles, o almoço costuma ser uma parada em um dos inúmeros cafés (geralmente com cacatuas empoleiradas no telhado) quase à beira da estrada nas cidadezinhas do caminho, como Anglesea ou Lorne; a melhor pedida neste caso é apostar na scallop pie (torta de vieiras) farta e adorada por ali. E de lá param apenas nos pontos mais emblemáticos da estrada.

Dentre as atrações mais emblemáticas está o Split Point Lighthouse, o farol em Aireys Inlet, construído em 1891 para evitar os constantes naufrágios da área; o farol em si é esteticamente bem comum, mas a paisagem ao redor é realmente muito bonita. Ou em Cape Otway Lightstation, o mais antigo farol em funcionamento na Austrália. Há um caminho demarcado para fazer tours auto-guiados e placas nos mirantes.

 

Kennet River também pode figurar no passeio pela facilidade em se avistar coalas em seu parque – tem até um Kafe Koala bem próximo das árvores onde os bichanos costumam comer e dormir. Paradas para fotos podem acontecer em lugares com vistas panorâmicas como o Cape Patton Lookout Point, assim como paradas em extensas áreas verdes mais planas, para procurar por cangurus.

Os passeios mais longos têm mais paradas nas atrações da estrada, e paradas mais longas, e podem contemplar também algumas das trilhas e parques locais, como Lorne Queenscliff Coastal Reserve (neste caso, capriche no repelente). Acesso às belas praias da região também podem estar previstos, como a disputada Apollo Bay.

A atração mais famosa de toda a estrada, é claro, são os “Doze Apóstolos”, o conjunto de rochedos em pleno mar, acompanhando a costa. Foi justamente durante meu tempo por ali que a chuva ficou mais forte, infelizmente; mas ainda assim aproveitei muito. O acesso aos mirantes é muito organizado, com passarelas, e bastante espaçoso, em diferentes níveis, proporcionando diferentes vistas das região.

Para quem vai em tour privado ou em carro próprio, o ideal é passar bastante tempo, aproveitando para fazer também algumas das trilhas curtas que partem dali. Infelizmente, no meu tour tivemos pouco tempo para ficar ali e a chuva atrapalhou bastante a parte da simples contemplação daquele visual incrível.

Por sorte, em termos de vento a coisa não estava tão séria e o sobrevoo de helicoptero que eu tinha reservado saiu normalmente (eles saem do lado oposto à entrada para as passarelas e mirantes e dá pra comprar na hora também). O sobrevoo, apesar de curto, foi incrível para entender essas formações acompanhando o recorte costeiro e contemplar a grandeza dos rochedos. O piloto era muito bom e fez um itinerário de ida e volta bem uniforme, para que todos os passageiros pudessem ver (e fotografar) as mesmas belezas. E, tirando a paisagem cinza e cheia de brumas, até esqueci durante o voo que do lado de fora do helicóptero caía o mundo em forma de chuva. Recomendo muito.

A Great Ocean Road tem ainda um sem fim de trilhas (inclusive para bikes), diversos lagos e crateras vulcânicos, cachoeiras e diversas outras lindezas. Mas nem todo tour está disposto a mostrar tudo isso ao turista, então é preciso perguntar bastante sobre o itinerário antes de se decidir por um. A empresa com a qual eu fiz o meu tour eu não vou recomendar aqui porque não faria com eles de novo. Era um grupo pequeno, de dez pessoas (acabei levando esse fator mais em consideração que outros, porque andava vendo a maioria fazendo tour em ônibus enormes), mas o guia era muito fraquinho e o tour foi muito básico, com paradas rápidas demais nas atrações para o meu gosto (e dos demais participantes do meu tour também).

Por isso mesmo, o ideal é pegar um tour privado ou viajar no seu próprio carro alugado (se você se der bem com a mão inglesa) para poder parar sem pressa nas atrações que mais te interessam.  Para quem optar pelo tour e quiser contratar in loco, a Localing Tours, que eu já recomendei aqui no post de Melbourne (são ótimos mesmo e os tours são sempre personalizados), tem tours privados para lá (faria com eles sem pensar duas vezes numa próxima visita).

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.