Hotel Review: Patagonia Camp

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 Não é qualquer dia que a gente sai de casa para se hospedar no meio de um parque nacional na remota patagônia chilena, não é mesmo? Ainda mais se essa hospedagem tão aventureira vier acompanhada de tanto conforto. Mas essa é a proposta do Patagonia Camp, um all-inclusive absolutamente sustentável localizado na entrada no Parque Torres del Paine que trouxe para a América do Sul o conceito de “glamping” (glamour camping).

 Ali os quartos não são quartos, e sim vinte charmosos yurts espalhados por uma bela propriedade, rodeados de muito verde e muitos pássaros e todos com vista para os belos “cuernos del Paine”. A decoração interior é caprichada, com elementos típicos da patagônia.

 E tem todo o conforto possível, com calefação eficientíssima, camona macia e um banheiro completíssimo, com direito a banheira e sais.

 E a vista… ah, aquela vista!

 A ligação entre os yurts e o prédio principal – lobby e restaurante – é todinha feita com passarelas de madeira para não agredir o meio ambiente. A água do hotel também é reaproveitada e serve para ajudar a gerar energia.

 O sistema é tudo incluído, dos transfers desde e para Punta Arenas às refeições e passeios. No jantar à la carte, gastronomia absolutamente impecável, incluindo especialidades chilenas como congrio, centolla e outros. O bar também funciona em sistema aberto a partir das 18h com ótimos drinks feitos na hora e são os vinhos da Matetic, linha EQ, que acompanham as refeições.

 Nos dias limpos, o amanhecer e o entardecer vistos da varanda de cada yurt é de babar.

 Todos os passeios estão incluídos, sempre com duas opções ao dia. Mas é bom saber de antemão: com a proposta “camping”, todos os passeios são sempre trekking – só varia a intensidade e a duração do esforço, indo desde uma simples caminhada ao Mirador Grey até a dura escalada Base Torres, que inclui cerca de 5h de subida e outras 4 de descida. Não se realizam passeios fotográficos ou panorâmicos. Mas são super seguros e muito bem organizados, sempre com acompanhamento dos guias.

 O almoço é sempre no meio do passeio, tipo lunch box: um box com salada reforçada e bebida.

 Foi belíssima a experiência: poder ter um contato tão íntimo com a natureza (das vistas-desbunde à proximidade impressionante com os mais diferentes animais) com tanto conforto, comodidade e segurança. Os passeios, apesar de eu não ser uma grande entusiasta dos trekkings, foram todos lindíssimos, inesquecíveis. E, como o hotel é pequeno e bem exclusivo (ótimo serviço em geral, por sinal, com wifi free -satelital, então não muito estável – no lobby), os grupos dos tours também são bem reduzidos, com uma média de 8 pessoas em cada.
Meu único senão? A bela clarabóia que existe no alto de cada yurt acaba sendo um tiro pela culatra:como as luzes externas só são desligadas quando amanhece, a gente nunca consegue ver o céu estrelado lá de dentro; e, como não há filtro para luminosidade, às cinco da manhã todo o sol do mundo já está dentro do seu yurt. Não esqueça de levar sua sleeping mask 😉

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.