It´s Vegas, baby!

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O que é que Las Vegas tem, afinal?

 

 

 

 

Las Vegas é um destino que, quando visitamos pela primeira vez, dá uma sensação mais ou menos como acontece com Nova York e Paris . Não que na minha opinião Vegas seja passível de comparação com as outras duas cidades (não mesmo), mas no sentido da falsa familiaridade, de que já vimos tantos lugares, tantas fachadas e tantos estereótipos em inúmeros filmes, que a gente chega já achando que conhece.

Não é de hoje que Vegas conquista hordas de visitantes anualmente; as taxas de ocupação de seus monstruosos hotéis são o sonho de toda a hotelaria, mantendo-se altas o ano inteiro. Um pouco às custas das inúmeras convenções e congressos que acontecem por lá, mas também com um altíssimo número de turistas reincidentes – a maioria americana, mas incluindo aí nesse hall muitos brasileiros também.

Soooo Vegas!

E para Vegas, gostando ou não, a gente precisa tirar o chapéu: a cidade sabe se reinventar. Mesmo que uma parte do público visitante esteja a fim simplesmente de beber, ficar muito doido, jogar e fazer loucuras todos os dias, há uma parcela de turistas que quer ver e experimentar coisas novas a cada ida para lá, sejam espetáculos, restaurantes ou mesmo atrações turísticas. Tem gente que nem dá as caras nos cassinos quando volta à cidade.

2016 foi um ano cheio de grandes novidades para Vegas. Abriu um Wynn Las Vegas, estreou o novo show de Jennifer Lopez no Planet Hollywood, abriu uma porção de novos restaurantes, o novo clube noturno Intrigue e inaugurou a esperadíssima T-Mobile Arena, uma imensa área nova para eventos na cidade. Ganhou também o Lucky Dragon Hotel & Casino, o primeiro hotel desenhado especialmente para o público asiático na cidade (fui conferir em novembro último e, embora a casa de chás seja charmosa, não, não dá certo com o gosto dos brasileiros como hotel).

Este 2017 também virá com novidades: Bruno Mars, Cher, Katt Williams e Ricky Martin lançarão seus shows-residentes no novo Park Theater do hotel Monte Carlo;  e outros diversos artistas e bandas também iniciarão suas residências em outros espaços da cidade. A cidade receberá inúmeros festivais de música de diferentes estilos, como Electric Daisy Carnival, Route 91 Harvest,  Life Is Beautiful e iHeart Radio Music Festival.

O Cirque de Soleil estreará mais um espetáculo: o Toruk: The First Flight, na T-Mobile Arena, inspirado no filme Avatar. No esporte, o Vegas Golden Knights,  primeiro time da história de Las Vegas que faz parte de uma das quatro principais ligas americanas, fará sua estreia no hóquei no gelo na T-Mobile Arena. Novos restaurantes abrirão suas portas, como o Katna-Ya, famoso por seus noodles, que chega ao Bally´s Las Vegas e Momofuku, do chef David Chang, no The Cosmopolitan (além disso, o ótimo ZUMA também deve chegar a Vegas neste ano). A cidade receberá novamente o Vegas Uncork´d, o evento de culinária e vinhos que reúne na Strip por quatro dias chefs, sommeliers e mixologistas premiados.

 

 

O que eu fiz na cidade

Em novembro último, passei uma semana na cidade: quatro dias numa viagem a convite/trabalho e outros três por minha conta, para ir atrás de ver o que eu mesma queria por lá – procurar se existia uma Vegas fora dos estereótipos.

Construída para ser um imenso parque de diversões adulto no meio do deserto de Nevada, Las Vegas é o que é e cumpre bem seu propósito para o tipo de público que recebe. A cidade dos superlativos, do neon, da permissividade, do gosto discutível de réplicas da Estátua da Liberdade, da Torre Eiffel e da Grande Esfinge de Gizé ou das gôndolas passeando dentro do The Venetian.

A Vegas tradicional está nos 7km do Las Vegas Boulevard, popularmente conhecido como Strip, entre muito neon (são tantas luzes e luminosos acesos à noite que a cidade pode ser identificada do espaço!), garotas semi nuas e personagens nas calçadas e uma impressionante oferta de bebidas alcoolicas. Essa mesma Strip que não tem faixas de pedestres e que atravessamos de um lado para outro através de passarelas e escadas rolantes — ali tudo parece pertinho à primeira vista mas a gente acaba levando um bom tempo nos deslocamentos.
 Os cassinos são sempre aquilo mesmo que a gente já espera: nada de janelas, luz natural ou relógios, e música bastante alta sempre, servindo bebidas gratuitas para que o turista continue jogando.
Entre cassinos, shows, compras, refeições e baladas, a maioria dos turistas simplesmente não sai da Strip durante toda a sua estadia. Tanto que a própria região está se reinventando também com lugares bem aprazíveis como o novo The Park, um bem bolado parque urbano cheio de street art que liga a Strip à T-Mobile Arena.  As áreas mais novas, como nos arredores do Aria, contam com alto-falantes instalados entre as plantas nas áreas peatonais, criando uma trilha sonora permanente na cidade.

A nova e bela área do The Park

E, embora muitos turistas não vivam a cidade durante o dia, há sim o que fazer antes da noite cair na região, como a High Roller, uma das maiores roda-gigante do mundo, localizada no complexo The Linq, ou a montanha russa no NY Hotel & Cassino. A roda-gigante, aliás, tem um esquema de happy hour em que você pode (por um preço a mais, é claro) passar os 30 minutos do passeio bebendo tudo o que conseguir do bar montado de uma das gôndolas – que faz o maior sucesso, é claro. Ir no finalzinho da tarde é bela pedida: a gente consegue ver o surrealismo luminoso da cidade ganhando vida lá do alto.

Happy Hour nas alturas

 As compras podem sair razoavelmente mais baratas em Vegas, já que a cidade tem taxas menos altas que Nova York, por exemplo – e na própria Strip estão marcas populares e lojas de alto luxo. Lojinhas de souvenirs com camisetas e chaveiros muito baratos também pipocam como gremlins por lá – mas as melhores ofertas do gênero estão no Walgreens, sem a menor dúvida. Longe da Strip, há a opção do Las Vegas North Premium Outlets , com lojas esportivas mais populares mas também Burberry, Salvatore Ferragamo e TAG Heuer.
Mas há mais em Vegas que a Strip, que fique claro – como o universo revigorado de Downtown Vegas. Murais grafitados por novos artistas de rua, novos bares e um adorável centro comercial cujas lojas, espaços culturais e quiosques de alimentação estão todos dispostos em contêiners – o Container Park (um dos meus espaços prediletos na cidade).

Os encantos de Downtown

 É também por aquelas bandas que fica a Fremont Street, o rua comercial toda coberta por um imenso telão de led – foi ali mesmo que encarei os 40m de altura da Ride at SlotZilla, uma deliciosa tirolesa que cruza toda a Fremont com a gente deitado, como se estivesse voando sobre os pedestres e as lojas (impossível não sentir um medinho no começo dela, quando as portas se abrem e a gente vê a rua láaaaaaa embaixo do edifício).

“Voando’ na Slotzilla

Quem topar ir ainda mais longe, já mezzo que quase fora dos limites da cidade, dá pra dirigir Ferraris, Lamborghinis e outras lindezas em alta velocidade nas pistas da Speedvegas, a pista privada de corrida também recentemente inaugurada bem no meio do deserto.
Onde eu comi bem
Comi em muitos lugares diferentes em Vegas durante minha semana por lá – mas nem todos merecem menção aqui. Do lado peculiar, testei o novíssimo Gordon Ramsay Fish & Chips, na The Linq Promenade, e achei que ele cumpre bem o que promete. Fish&Chips sequinho em ótima porção e preço justo no combo que inclui também refri ou cerveja.
Do lado mais tradicional, comi bem no novo Morimoto do MGM e no Mercato della Pescheria do The Venetian. Comi muito bem no novo Lago by Julián Serrano do Bellagio, de cozinha fresquíssima e extremamente saborosa (e com a melhor vista possível para o show das águas do Bellagio!), e no italiano Veranda do chef Antonio Minichiello no Four Seasons Las Vegas.

O jantar no TWIST, dentro do Mandarin Oriental, foi de longe o mais incrível da viagem

A vista perfeita do MO Bar

E tive uma das mais memoráveis refeições do ano passado todo no impecável menu degustação do TWIST by Pierre Gagnaire, no Mandarin Oriental Las Vegas. Além do ambiente lindo, menu consistente, coerente, saboroso, cheio de surpresas e com um serviço simplesmente perfeito – nem a confirmação da eleição do Trump bem durante o meu jantar conseguiu deixa-lo menos incrível. Harmonização de vinhos irretocável também. Aliás, anexo ao restaurante, fica o descoladíssimo Mandarin Bar  – pra mim, de longe o melhor bar (e a melhor vista) de Vegas,
 
 
Onde me hospedei

Na porção da viagem a trabalho, fiquei pela primeira vez hospedada no MGM Grand e foi impossível não me assustar no princípio: a recepção do hotel é equivalente a toda uma ala de check ins de um aeroporto, com uma quantidade impressionante de quiosques e atendentes – e filas igualmente intermináveis. O hotel, com seus cinco mil quartos e inúmeros restaurantes, bares, boates, casas de shows, lojas e um neverending cassino, é tão grande que a gente recebe um mapa do hotel na chegada para conseguir se localizar.

Os quartos são bons (embora eu não tivesse vista para absolutamente nada do meu) e há boas opções de entretenimento na casa (testei algumas, como a concorridíssima boate Hakkasan, o show Ka do Cirque de Soleil e o bom japonês Morimoto) – mas definitivamente não é meu tipo de hotel. A gente perde muito tempo entrando e saindo do hotel/quarto e não há mesmo como esperar rapidez de serviço ou mesmo cordialidade do staff num hotel em que cada andar é do tamanho de um hotel tradicional.
Depois, nos dias pós viagem a trabalho, fiquei no Aria, um dos imensos hotéis de Vegas mas que, já bem mais recente e com design muito mais contemporâneo, tem mais bossa e, principalmente, atenção ao cliente. O hotel também é grande e muito cheio (3500 quartos no total), mas menos opressor, com mais luz natural, menos muvuca. Gostei bastante do quarto, com uma imensa janelona tomando toda a parede, com vista para o skyline da cidade. Tem um bom spa também, aberto para não hóspedes (mas que cobra day use inclusive de quem está hospedado no hotel). A localização mais ou menos “no meio” da Strip também é bastante conveniente nos deslocamentos para comer, sair à noite e/ou fazer compras.

O quarto cheio de luz natural do Aria

Além destes dois nos quais me hospedei, também visitei inúmeros hotéis de Vegas durante meus dias por lá, incluindo os “clássicos” MGM, Bellagio, The Venetian, Ceasar´s, Cosmopolitan, LinQ, Lucky Dragon. Mais pro final da viagem, já cansada de tanta gente, tanto carpete, tanta falta de luz natural e tanta música alta em toda parte, visitei os que mais me interessavam, como Four Seasons, Mandarin Oriental etc. Hotéis que fugissem dos padrões de Vegas, que não tivessem cassinos e tivessem uma hotelaria mais tradicional (que, aliás, por terem dimensões “normais” de um hotel, com algumas centenas de quartos, ali em Vegas são chamados de “hotéis boutique” o.O). Gostei principalmente do Mandarin Oriental, com um design impressionante interna e externamente, e um padrão de qualidade de serviços idêntico aos outros da rede espalhados pelo mundo.
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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.