Uma semana em Los Angeles

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Hollywood

Chewbacca e religiosos protestando lado a lado: em Hollywood pode

Da fofa Santa Mônica à centenária Beverly Hills, o que fazer na cidade dos anjos

 

 

 

Los Angeles tem um quê de Nova York para o viajante que desembarca ali. Não, nada a ver esteticamente, nem na vibe (muito pelo contrário); mas, assim como a Grande Maçã, a cidade dos anjos, via de regra, aparece muito na nossa vida de espectador antes de aparecer na nossa vida de viajante. Ao chegar ali pela primeira vez, já vimos tanto dela em filmes e seriados que é impossível não rolar aquela sensação de déjà vu em vários cantos.

Arte na rua? tem, sim, senhor

Arte na rua? tem, sim, senhor

Fui parar em Los Angeles mês passado por causa do trabalho: a American Airlines, que lançou recentemente um novo voo São Paulo-Los Angeles (o único voo direto entre as duas cidades, com  menos  de 12h entre uma ponta e outra) levou, em parceria com o turismo de Los Angeles, um grupo de jornalistas para explorar a cidade. E sabe que eu curti mais do que esperava a semana que passei lá?

Bikes em Santa Monica

Bikes em Santa Monica

A melhor coisa de Los Angeles, pra mim, foi ver que a cidade (felizmente) vai muito além de Hollywood. Ok, é legal ir ao Boulevard, ver o teatro chinês,  tomar um drink na piscina do The Roosevelt (aquela onde a Marilyn fez aquele ensaio famoso nua e onde, dizem, seu fantasma dá pinta vira e mexe), procurar as estrelas dos seus cantores e atores favoritos na calçada da fama, se divertir com as figuraças que ganham uns trocados lá fantasiados de super heróis a Chewbacca.

O bar na "piscina da Marylin" no The Roosevelt

O bar na “piscina da Marylin” no The Roosevelt

Footing na calçada da fama

Footing na calçada da fama

Muvuca todo dia e hora no Teatro Chinês

Muvuca todo dia e hora no Teatro Chinês

Mas como um passeio, apenas, uma bela manhã de footing. Porque o mais legal de L.A. na minha opinião está nos outros “boroughs” da cidade. Como Santa Monica, por exemplo, uma fofura que parece parada no tempo. A gostosa orla, a ciclovia, o belo Tongva Park, o marco final da mítica Rota 66 no píer e o adorável parque de diversões centenário são apenas alguns de seus muitos atrativos. Ali, contrastando com tanta história e a vibe “the simple life”, convivem em harmonia as lojas populares da Promenade e as marcas de luxo dos malls, os restaurantes estrelados, os novos hotéis boutique (como o fofíssimo Shore Hotel, o mais novo da cidade).  E num clima sem frescura, sem pretensões, delícia.

Los Angeles

Fim de tarde em Santa Monica visto da roda gigante centenária

Fim de tarde em Santa Monica visto da roda gigante centenária

Los AngelesLos AngelesLos AngelesLos AngelesLos AngelesLos AngelesOutros bairros que também me conquistaram foram West Hollywood e o Design District, cantinhos perfeitos para explorar sem pressa, a pé, entre uma paradinha numa loja aqui, uma galeria aqui, um café charmoso acolá. Inflacionados, é verdade, mas olhar nunca custou caro 😀 E ainda dá pra escapar a Melrose (anos 90, anyone?) no meio do caminho para espiar as lojas de moda dali (muitas delas, ohlala, só atendem com hora marcada). Ou continuar a caminhada sem medo (se o sol não estiver muito forte) até Beverly Hills.

Design District

Design District

Los AngelesO lendário distrito que agora completa seu primeiro centenário está se reinventado. Encontrei Beverly Hills cheio de artes plásticas nas ruas, galerias e novos restaurantes modernex (gostei muito do Doma) entre as lojas mais hypadas e hotelaços – até Axel Foley, o célebre tira da pesada, ficaria positivamente surpreso. O icônico Beverly Willshire (um hotel do grupo Four Seasons) vale o que cobra, com serviço impecável (inclusive com funcionários brasileiros) e atmosfera super contemporânea e descontraída por trás da fachada classicona. Quem não se hospeda lá certamente pode curtir o climão que ficou mundialmente famoso no filme “Uma Linda Mulher” nos ótimos restaurantes, no bar ou no adorável spa (que, sim, tem um “pretty woman package”, é claro). E ainda leva os hóspedes sem custos para passear no bairro num Rolls Royce lindo de morrer.

Muitas áreas verdes e arte pública em Beverly Hills

Muitas áreas verdes e arte pública em Beverly Hills

Los Angeles

O Beverly Willshire visto de fora

O Beverly Willshire visto de fora

Los Angeles

O lobby badaladíssimo num momento de sossego

O lobby badaladíssimo num momento de sossego

O elevador que Julia Roberts tornou famoso

O elevador que Julia Roberts tornou famoso

Malibu é overrated na minha opinião. Nem o climão Baywatch sobrevive muito ali, mas certamente vale para curtir um belo final de tarde seguido de um jantar bem informal, pé na areia, num dos muitos restaurantes da orla. E, claro, os bairros étnicos – como Chinatown, Koreatown, Little Amernia e outros, famosos entre os foodies em grande parte graças a Anthony Bourdain – também valem o passeio (fiz um food tour ali do qual falarei mais pra frente).  Downtown, geralmente deixada de lado por muitos turistas, é um dos pedaços mais deliciosos de L.A. na minha opinião: os adoráveis teatros antigos da Broadway, o Arts District, os top restaurantes (o Culina é um must) e a imperdível The Last Bookstore são apenas a ponta do iceberg. E parar para um almoço descompromissado no Central Market também é programaço.

Os fofos teatros antigos de Downtown LA

Os fofos cinemas antigos de Downtown LA

O delicioso Central Market (bela parada para o almoço)

Central Market (bela parada para o almoço)

Aventuras gastronômicas em Koreatown

Aventuras gastronômicas em Koreatown

Dowtown vista da Pacific Highway

Dowtown vista da Pacific Highway

 

A imperdível The Last Bookstore

A imperdível The Last Bookstore

Dentro os diversos (bem bons) museus de Los Angeles, acho o Lacma e o Getty Villa absolutamente imperdíveis, programaços mesmo. Além do belíssimo acervo são lindos, bons pra passear. Quem tem tempo, pode se aventurar também no Universal Studios de L.A.: bem menor que seu irmão na Flórida, dá pra explorar bem o parque inteiro em um único dia, com direito ao tour pelos estúdios (único senão é que tem uma única montanha-russa, a da Múmia). E, claro, o trekking no Griffith Park vale para ver a cidade lá do alto – mas, please, nem pense em fazer como  eu e explorá-lo pela manhã, sob o sol inclemente. Durante a tarde a maior parte do caminho fica na sombra e você chega lá no alto muito mais bem disposto  para curtir o belo visual do panorama da cidade dos anjos. Dizem que o Kevin Bacon e outras celebrities vivem dando pinta por ali com suas famílias e/ou animais de estimação.

A entrada do super dooper Lacma

A entrada do super dooper Lacma

Um dos cantos da imperdível Getty Villa

Um dos cantos da imperdível Getty Villa

O famoso letreiro visto do Griffith Park

O famoso letreiro visto do Griffith Park

Tour pelos estúdios da Universal

Tour pelos estúdios da Universal

Fim de tarde em Malibu

Fim de tarde em Malibu

Mas nenhum canto de Los Angeles me encantou mais do que Venice Beach. Na verdade, um pedacinho específico de Venice Beach chamado Abbot Kinney. Guarde bem esse nome. Essa pequena área, considerada pela GQ americana como “o pedaço mais quente dos EUA na atualidade”, é tomada de cafés hipster, restaurantes charmosinhos, clubs, galerias, lojas de decoração, ateliês de estilistas e boutiques.  Mas ali só entram nomes off the beaten, geralmente artistas, designers e estilistas locais. De papelarias a jardinagem, de artes plásticas a moda, dá pra passar um dia inteirinho explorando aquelas bandas.

Abbot Kinney

Cafés fofos no quintal das lojas e galerias: marca registrada da área

Cafés fofos no quintal das lojas e galerias: marca registrada da área

Abbot KinneyAbbot KinneyAbbot KinneyAbbot KinneyE, please, vá ao Intelligentsia Cafe (thanks a lot pela dica, Malabarce!), o lugar mais movimentado de toda Abbot Kinney: café delicioso, bons quitutes e gente muito, muito interessante (programaço para quem viaja sozinho também!)

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.