Medo de voar e turbulências

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aviãoSete fatos sobre turbulência que vale a pena saber

 

 

 

Vira e mexe recebo emails de leitores e amigos pedindo “dicas” para enfrentar o medo de voar. Em comum, a maioria deles diz que as turbulências cada vez mais frequentes têm tirado muita gente do sério nos deslocamentos ida e volta de uma viagem, uma pena.

Ultimamente, o que não faltam  são reports sobre turbulências sérias e inesperadas em voos em várias partes diferentes do planeta. Alguns com mais alarde (como o caso ocorrido durante um voo da TAM no ano passado, que vinha de Madri e precisou fazer um pouso de emergência em Fortaleza após passageiros e tripulantes terem sido feridos), alguns com menos (como os recentes casos da United nos voos a Beijing e Billings), mas todos têm um efeito meio catalisador para quem já tem um certo paniquinho de voar.

Turbulências são parte intrínseca das rotas de voo assim como lombadas, eventuais buracos e irregularidades na pista também o são durante uma viagem de carro. Ventos e o encontro de massas de ar de diferentes temperatura e pressão vão aparecer mesmo em todo roteiro aéreo, por mais cuidadosos que os pilotos sejam – na natureza, ninguém manda. Mas se você, assim como eu, não se sente a pessoa mais relaxada a bordo durante turbulências severas, alguns fatos são úteis para não te tirar do sério até chegar ao seu próximo destino:

  Avião

1. Casos de danos físicos provocados por turbulência severa são raros. É como acidentes: quando acontecem, ganham tanta notoriedade que, na nossa cabeça, parece que acontecem diariamente. Não é assim, não. As organizações mundiais de aviação garantem que os casos anuais de danos relacionados a turbulências são bem pouco frequentes (nos EUA, por exemplo, não chegam a 60 ao ano). Se você quiser ficar bem egoisticamente tranquilo, vale saber também que, em geral, os danos físicos causados por turbulências afetam, na imensa maioria das vezes, tripulantes e não passageiros.

2.  Tá (quase) tudo dominado. Acredite: na maior parte das vezes, os pilotos sabem exatamente quando vai acontecer – tanto que nos avisam para apertar os cintos, certo? Relatórios, inclusive antes do voo, avisam sobre eventuais casos de turbulência durante a rota. As únicas exceções ficam por conta das chamadas “clear air turbulence”, que acontecem repentinamente quando o céu está limpo, com visibilidade perfeita, e não são captadas pelos radares. E, infelizmente, estudos dizem que a quantidade de turbulências desse tipo vem aumentando (em grande parte devido ao aquecimento global) e já é o dobro do que era em meados do século passado. Nada é perfeito :/

3.  Turbulências não derrubam aviões. A gente vive ouvindo isso toda vez que um acidente aéreo inexplicável acontece (como esse último triste caso da Malaysian Airlines, que ainda tira o sono de muita gente com fobia de voar).  Os aviões atualmente são desenvolvidos para enfrentar e suportar “golpes” desse tipo.

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4. Pilotos são (bem) treinados para enfrentá-las.  Se nós sempre sabemos que a possibilidade de experimentarmos turbulência durante um voo é grande, ninguém sabe disso melhor do que os próprios comandantes das aeronaves. Pilotos são treinados, desde o começo, para evitar e contornar turbulências mais severas através do estudo de padrões climáticos – levando tudo isso em consideração é que as rotas de voo são definidas antes mesmo de entrarmos no avião.  O que falta hoje em dia, infelizmente, são mais comissários com bom treinamento para lidar com passageiros com crises de ansiedade ou pânico durante os voos.

5.  O aviso de apertar cintos não é mera formalidadeTudo na vida existe por uma razão, ora bolas. Não é pra enfeitar que os caras iluminam o aviso de apertar cintos – é pura e simplesmente porque o piloto acha que existe, ainda que minimamente, algum risco à sua integridade física naquele momento. Então respeite, simples assim. Manter o seu cinto bem afivelado num momento de turbulência intensa é a única maneira de evitar possíveis danos e ferimentos. Inclusive crianças (muitos pais preferem segura-las em seu colo sem apertar o cinto e relatórios provam que essa prática podem fazer a criança ser arremessada fileiras à frente em casos de movimentos muito bruscos da aeronave). Em geral, passageiros que se machucam em casos de turbulência severa são justamente os passageiros que não tinham o cinto apertado ou estavam zanzando pela cabine no momento. Mesma coisa na chegada ao aeroporto: enquanto o avião não estiver de fato estacionado e desligado, o aviso de apertar cintos estará aceso para zelar pela SUA segurança – e, claro, é esperado que você respeite o mesmo.

6. Existe luz no fim do túnel. Várias companhias aéreas e organizações internacionais de aviação dizem aqui e ali que pesquisas estão em andamento avançado para desenvolver novas tecnologias (como laser ultravioleta, por exemplo) que podem evitar os bruscos movimentos do avião em rota. #Oremos.

7. O avião chacoalhar violentamente NÃO significa que ele está prestes a cair. Pergunte a qualquer piloto e ele te dará a mesma resposta. O “chacoalhar” da aeronave numa turbulência brusca apenas quer dizer que as diferentes massas de ar e vento estão atuando sobre ela – e, teoricamente, o avião foi projetado para suportar tal movimento e o comissário, para contorna-lo.

Para tranquilidade geral da nação viajante, aproveito para linkar AQUI o ótimo infográfico da Super que o Gabe Britto recomendou nos comments. Vale ver.

Eu, que nunca tive “paixão” por voar e tenho o mesmo frio na espinha a cada decolagem, uso, durante as turbulências mais severas, a velha regra básica dos medrosos: enquanto o avião chacoalha, observo os comissários. Se eles estiverem batendo papo, lixando as unhas ou tranquilamente folheando uma revista com cara de paisagem, tá tudo bem 😀

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.