Melbourne

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Para curtir (e muito!) a mais vibrante cidade australiana

 

 

 

Cheguei a Melbourne mais de nove da noite, moída após 3 voos em sequência desde o Brasil. Chovia fininho lá fora e o cansaço dominava meu corpo e minha cabeça. Mas bastou fazer o check in no meu hotel (o excelente MGallery Hotel Lindrum, que recomendo MUITO – ótimos quarto, serviço, localização e café da manhã) e botar a cara pra fora na cidade pela primeira vez que caí de amores.

Adoro cidades grandes, cosmopolitas, democráticas, plurais e vibrantes. E Melbourne é tudo isso. E ainda respira arte e café a cada esquina, a cada beco, a cada galeria. A capital e cidade mais populosa do estado australiano de Victoria é também a segunda cidade mais populosa do país (seus mais de quatro milhões de habitantes só perdem para Sydney) e um importantíssimo centro financeiro da região Ásia-Pacífico.

Não à toa, costuma figurar nas listas de cidades mais habitáveis ou com melhor qualidade de vida do mundo, dados os índices de desenvolvimento e investimentos em educação, entretenimento, saúde, esportes, turismo e pesquisa – sem falar em limpeza e segurança. Além disso, é atualmente uma das mais excitantes cidades para se comer na Austrália, dona de excelente vida noturna e um paraíso para quem, como eu, ama café e cafés. É super procurada também por estudantes estrangeiros: tem diversas escolas de inglês, altíssima qualidade de vida e ótima remuneração em part time jobs. Por outro lado, e também não à toa, integra a lista de cidades mais caras do mundo – é preciso preparar nosso bolso para ela.

Um bom começo de exploração é ir atrás do grafites que a tornaram cada vez mais reconhecida internacionalmente. Duas “lanes” (ruelas) são fundamentais, cobertas de grafites do chão aos telhados (incluindo janelas, portas e latas de lixo): Hosier Lane e Rutledge Lane. A Union Lane foi outra da qual gostei muito. Há inúmeras dessas ruelas e becos cobertos de grafites na cidade, mas estas duas são as mais icônicas e legais – e ficam na porção central da cidade, podendo entrar fácil em qualquer caminhada por ali.

Para arte entre quatro paredes, a Federation Square, um dos principais espaços públicos de arte e da cidade, também vale a visita; costuma ter excelentes exibições temporárias. Para quem estiver preocupado com o bolso, duas opções imperdíveis e grátis são o Australian Center for Contemporary Art (ACCA) e a National Gallery of Victoria International.

O transporte público de Melbourne funciona super bem para ir aos bairros mais afastados. Mas a boa é mesmo ficar na região mais central para poder caminhar bastante pelas áreas mais legais. Dos passeios pela cidade mesmo, um programão é conhecer o South Melbourne Market – além das barracas de comidas e compotas tradicionais, tem uma seção bacanérrima chamada SO.ME Space, dedicada a designers locais que vendem ali suas criações .  Outra bateção de pernas deliciosa é pela Gertrude Street, cheia de lojinhas ecléticas como os vinis da Northside Records, a Since Grey (que vende coleções de designers locais) ou a boutique Dagmar Rousset.

Aliás, mandatório mesmo é andar sem rumo pelo centro entrando em todas as suas “lanes” (ruelas) e “arcades” (galerias). As lanes são incríveis, tomadas por lojas alternativas, restaurantes descolados e cafés – difícil escolher ali minha preferida. Das galerias, adorei a mistura eclética das lojas da bela Royal Arcade (incluindo os brechós do segundo andar) e a galeria subterrânea que passa debaixo da Flinders Street (com direito a uma loja que vende e fabrica apenas fanzines, a Sticky Institute).

Sair do centro também vale para conhecer os bairros mais descolados, da asséptica Chinatown ao adorável bairro de Fitzroy, meu preferido na cidade – inúmeras lojas de vinil, boutiques locais, cafés incríveis, grafites e outras adoráveis surpresas, como o ótimo restaurante Charcoal Lane, de cozinha aborígene.

Mas, por favor, garanta muitas pausas para o café (e um bocado de dólares para isso, porque cada um costuma custar entre 4 e 5,50 AUD) durante suas andanças: café é assunto seríssimo em Melbourne e, jupurdeus, eles realmente sabem fazer café bom. Tomei inúmeros cafés no meu hotel, em cafés tradicionais, em cafés descolados, em quiosques de esquina, em barraquinhas de rua: e só tomei café muito, muito bom. Meus preferidos foram o Captains of Industry (que, aliás, também vira bar/baladinha light à noite) e o Café Krimper (que também funciona como restaurante e é um ótimo lugar para brunch ou almoço). Outra boa opção para um café da manhã reforçado é o restaurante do Hotel Lindrum MGallery, onde fiquei. E para algo com ainda mais “sustância”, tipo brunch mesmo, o Birdman Eating também é ótima pedida.

Se puder, ou se café não for sua praia, reserve um tempinho também para conhecer o mais famoso chá made in Melbourne: o T2. É possível tomar seus chás em quase todos os cafés e restaurantes legais da cidade; mas vale também espiar as lojas, que são lindas, oferecem degustações e têm uma variedade impressionante de sabores (um dos meus preferidos foi o campeão de vendas da casa, o Melbourne Breakfast).

E como perder a noite de Melbourne seria um desperdício – os caras são craques mesmo em drinks e speakeasy bars – , outra sugestão, além do Captains of Industry (que eu já citei no parágrafo dos cafés), é o The Everleigh, instalado no segundo andar de uma casa da Gertrude St, com direito a candelabros vintage, velas e muito couro na decoração, no maior climão Prohibition Era. Também servem cervejas artesanais de microcervejarias locais.  Agora se o negócio for um bar não necessariamente bom, mas cheio e inusitado, vale tentar o Ponyfish Island, que fica debaixo da ponte para pedestres próxima à Flinders St Station.

Antes de partir, para fotografar o skyline da cidade se enfileirando com perfeição ao por-do-sol, vale comprar o ingresso para a Melbourne Star, a nova roda gigante panorâmica da cidade. Instalada nas docklands/waterfront, não é uma atração essencial para quem visita a cidade, não. Mas a exemplo da London Eye, Singapore Flyer e outras rodas gigantes do gênero, é uma belíssima forma de contemplar a geografia de Melbourne.

Durante minha semana em Melbourne fiz dois tours excelentes dentro da cidade. Com a Hidden Secrets Melbourne, que só trabalha com grupos pequenos, fiz um tour adorável pelas principais galerias e ruelas do centro da cidade (o tour Lanes and Arcades), com direito a visitar brechós, livrarias, lojinhas vintage e cafés deliciosos ao longo do passeio. Com a ótima Localing Tours, que só faz tours privativos, fiz um tour desenhado sob medida para apreciar os grafites, a arte de rua e os bairros mais trendy/hipster/descolados de Melbourne. É claro que dá bem para explorar a cidade por conta própria, mas foi outra coisa visitar alguns bairros e, principalmente as lanes e arcades, tendo mais informações históricas e dicas insider. Gostei muito, muito mesmo de ambos e recomendo muitíssimo.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.