Mi Buenos Aires querido

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Agora as dicas expressas pra Buenos Aires, conforme o pedido urgente da Jocieli:

Buenos Aires é uma cidade muito bacana, e me lembra, em alguns lugares, a Espanha. O bom de lá é que agora está tudo muito barato, inclusive comparado com reais. Dá pra ir num bom restaurante, tomar vinho e sobremesa, gastando muito menos que aqui. E tem os sensacionais alfajores Havana, que vc não pode deixar de experimentar (tem um café Havana quase em cada esquina, onde vc pode comer os alfajores tomando submarino, irish coffee etc). A caixa com 12 custou 18,50 pesos e individualmente saía 1,65 peso. Quando fomos agora, o peso estava valendo quase 20% menos que o real, o que foi ótimo.

Também tem uma vida noturna incrível, com muita gente na rua até altas horas. Tem os shows de tango (que eu não recomendo, porque são muito “pega-turista”, às vezes até com cavalos no meio, e caros – cobram em dólar, normalmente 60 por pessoa) todo dia e tem também espetáculos, musicais ou não, muito bons a preços ótimos (tipo 20 pesos para assistir a Don Quixote, Corcunda de Notre Dame etc).

O metrô de lá não é muito eficiente. São pouquíssimos lugares que dá pra alcançar de metrô, embora seja muuuuuito barato (+- R$0,50). Os ônibus não valem nem um pouco a pena, porque demoram muito e os trajetos são muito demorados. Pra vc ter uma idéia, uma vez pegamos um circular que passa no aeroporto porque era baratíssimo, pouco mais de um real. Só que demorou mais de duas horas até o Obelisco, quando de carro vc chega em menos de 30 minutos. E tem também os remises, que são como taxi, só que vc combina antes o preço exato da corrida; só que eles custam um pouco mais.

Algumas coisas que vc tem que ir ver:
– A Casa Rosada, sede do Governo, que fica na Praça de Maio, onde dá pra ver os monumentos às mães de maio e marcas de corpos de algumas pessoas que morreram lá em manifestações. Na mesma praça ficam a Catedral e o Cabildo, antiga sede do governo. Tem prédios lindos ao redor. Para visitar a Casa Rosada por dentro, tem que ir de manhã, antes das onze, e entrar numa fila que se forma na porta da lateral direita. Lá vc pega uma senha pra poder voltar à tarde, na hora da visita, às 15h. É gratuita e muito interessante, e pouquíssimas pessoas vão atrás disso.

– saindo da casa Rosada, vc vai dar de frente na avenida de Mayo, onde, umas duas ou três quadras pra frente, fica o tradicional e histórico Café Tortoni, onde já sentaram Garcia Lorca, Borges e outros. O café é muito bonito, com uma atmosfera bem bacana e preços aceitáveis (tem churros ótimos, bem sequinhos). À noite, tem shows de tango num salão anexo por preços bem em conta, tipo 12 reais, mais um dez reais de consumação. Tem vinhos baratos muito bons. É uma instituição em Buenos Aires, praticamente.

– na Recoleta, tem muitas coisas pra fazer. Bom mesmo é ir com tempo pra ficar caminhando pelas ruas do bairro, principalmente a Alvear, que tem prédios lindos, em estilo francês, inclusive a bela embaixada brasileira. O parque também é muito bonito, com o pessoal tomando sol na grama como na Europa, e de final de semana tem uma feirinha enorme de artesanato que é legal. Junto da praça tem o Cemitério, onde todo mundo vai ver o enorme mausoléu da Evita, e o Buenos Aires Shopping Design, que tem coisas ótimas pra casa por preços convidativos e um Hard Rock Café baratíssimo (se vc for das 17 às 21h, todas as bedidas saem pela metade do preço – uma marguerita, por exemplo, sai por seis reais). Os restaurantes ao redor da praça também são bacaninhas e tem um café da esquina, chamado La Biela, que também é super tradicional por lá, embora seja simples. Vale pra sentar nas mesinhas e tomar um vinho olhando a praça pra descansar. Se quiser terminar uma tarde “a lo grande”, como diriam os espanhóis, vá ao Chá da Tarde do Alvear, o hotel mais chique e tradicional da cidade, na avenida de mesmo nome. Custa 45 pesos e dá pra duas pessoas, com chás, pães, tostadas e docinhos maravilhosos. Embora não seja barato, vale a pena ir porque o salão onde é servido é maravilhoso e o atendimento é uma coisa de outro mundo. Só que não pode ir de bermuda e tênis. Ali perto tem um shopping famoso, chamado Pateo Bullrich, que leva e busca os clientes no hotel, sem nenhum compromisso de compras (dá pra economizar o taxi até a Recoleta ou o Alvear, sem peso da consciência, mesmo que vc não queira ir ao shopping). E, pertinho do shopping, tem uma porta super discreta do San Juanino, que tem as mais famosas (e deliciosas) empanadas de Buenos Aires, a menos de dois reais cada.

– Puerto Madero: tem que ir de dia, pra caminhar pela margem do rio, olhando os hotéis, empresas, restaurantes e monumentos (tem uma ponte super bonita em homenagem à mulher). Os restaurantes tem Menu Executivo na hora do almoço, por mais ou menos 20 reais por pessoa. E tem que ir à noite também, quando todo mundo vai jantar lá, e os diques ficam iluminados, super bonito.

– Sorveterias: vc tem que provar o sorvete da Freddo ou da Persicco. Os de doce de leite são um negócio incrível, e tem sete sabores dele pra vc escolher: caseiro, queimado, com chocolate etc. Custa uns quatro reais.

– Panchos: todo mundo come, o tempo todo. É o cachorro quente deles, só que com nomes de nacionalidades: brasileiro, alemão, francês, mexicano etc. Além da salsicha, cada um vem com ingredientes típicos do país em questão: chucrute, chilli… É muito bom, e custa só um peso. Vende em tudo quanto é canto, mas o melhor está na Calle Florida (que vc vai com certeza, porque é super tradicional, e tem lojas baratíssimas, inclusive as de marcas famosas).

– Palermo Viejo: é pra lá que todo mundo vai na sexta e no sábado à noite. Não os turistas, mas os argentinos. É onde estão os barzinhos mais legais, onde moram os artistas, onde ficam as lojinhas transadas. Não é muito barato comer por lá, mas é muito gostoso e os bares são muito bacanas, com a cara do bairro. Se vc quiser ir de dia (dá pra ir de metrô até a Plaza Itália, mas depois que andar um bom bocado), dá pra andar até a calle Honduras, onde estão os grandes outlets, como o da Nike. Os preços não são tão legais, mas tem umas lojinhas de estilistas argentinos que são bem bacanas.

– Museu Malba, onde está o Abapuru, da Tarsila do Amaral. Fecha às 3as e é gratuito às quartas. Nos outros dias custa uns três reais, eu acho. É um museu legal, tido como o melhor da cidade.

– Havanna: como eu disse antes, esses cafés estão espalhados pela cidade toda e são ótimos. Os alfajores são imperdíveis, a 1,50 pesos cada, com várias opções de recheio. Vendem caixas fechadas pra trazer pro Brasil. Se vc gosta de doce de leite, o melhor do mundo na minha opinião é o deles, e é o que vai de recheio no alfajor de doce de leite. O pote de um quilo pra trazer custa 11 pesos, acredita?

– Galerias Pacifico: ficam na Florida, num prédio absolutamente maravilhoso, com afrescos no teto. Tem que ir. E os preços de lá também são bem interessantes. E tem várias regalias pros turistas, incluindo expresso de graça todo dia

– San Telmo: é o Nothing Hill deles. Todo mundo, mas todo mundo mesmo, vai pra lá na manhã do domingo. É um passeio bem agradável, embora eu nunca tenha achado nada legal nas barraquinhas. Tem shows de dango muito legais no meio da praça. Também dá pra ir de metrô, caminhando depois até a praça.

– Corrientes: onde estão os teatros dos musicais, com preços a partir de 15 pesos. Vale a pena ir, porque os espetáculos são muito bem feitos, e como nunca lota, eles sempre deixam vc sentar nos melhores lugares, mesmo com os ingressos mais baratos.

A última vez que fui foi no Carnaval de 2006, então nem citei muitos nomes de lugares pra não dar bola fora – vai que saiu de moda? No mês que vem eu vou de novo, daí trago uma listinha bem atualizada de bares, boates e restaurantes, ok?
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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.