Mulheres sozinhas em Bali

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DSC_0199 (2) Como a ilha se converteu, sobretudo em Ubud e Sayan, num tremendo destino para solo travelers

 

 

Até pouco tempo atrás, eu também sempre pensaria em Bali como destino para uma viagem romântica, a dois. Mas andei encontrando nas minhas viagens tantos solo travelers que tinham caído de amores pela ilha que a decisão de usar minhas milhas para emitir uma passagem a Cingapura já tinha mesmo uma viagem a Bali como fundamento essencial 😀

Bali

E não só meus dias em Bali sozinha foram muito, muito felizes, como conheci por lá inúmeras outras pessoas viajando sozinhas pela ilha também – em sua maioria, mulheres. Dizem por ali que, nos últimos anos, pós febre do livro Comer, rezar, amar de Elizabeth Gilbert (e, posteriormente, o filme homônimo também), Bali testemunhou um boom no turismo feminino pela ilha. Ainda assim, não consegui deixar de me surpreender, já in loco, com a quantidade de mulheres viajando sozinhas pela ilha, especialmente na região Ubud-Sayan.

Bali

A culpa não é só de Gilbert e Julia Roberts, é claro. O que acontece é que Bali, principalmente ali em Ubud-Sayan, é um destino muito, muito seguro e hospitaleiro. É fácil fazer amizade e bater papo aqui e ali: no mercado, taxistas, artistas, vendedores nas lojas, funcionários nos hotéis e restaurantes; aliás, todo mundo parece ter um genuíno interesse em você e faz todo tipo de perguntas o tempo todo. É fácil explorar durante o dia e tranquilo de se locomover dia e noite, seja à pé na cidade ou em táxi/carro/scooter de um vilarejo a outro (fui e voltei do hotel para Ubud sozinha todas as noites, sem problemas).

Bali

Caminhar por Sayan e Ubud era a certeza de reencontrar turistas aqui e ali, fossem eles solo trvelers ou não. No mercado, no café, no restaurante, na rua ou na frente de uma lojinha ou galeria, todo mundo se reencontrava vira e mexe. No meu último dia passeando por Ubud (eu estava hospedada em Sayan, rodeada por arrozais, mas fui a Ubud todos os dias) os vendedores quase todos já sabiam que eu era brasileira e eu já estava trocando receitas com a mulherada depois de discussões acaloradas sobre as diferenças entre a amarração de uma canga e de um sarongue 😛

Bali

Dentre as mulheres que conheci viajando sozinhas tinha gente da França, Holanda, Espanha, Alemanha, África do Sul, Bélgica, Cingapura, EUA. A mais jovem tinha 21 anos e a mais velha 78. Solteiras, casadas, separadas, mães, viúvas, avós. Algumas estavam num giro longo pela Ásia, outros numa viagem mais curta de férias só pela ilha ou Bali combinada com algum hub asiático, como eu.  Algumas em Bali por alguns dias ou uma semana; outras por um ou dois meses.

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Curiosamente, a imensa maioria estava hospedada em hotéis de luxo e não em albergues ou hotéis boutique. Muitas, vejam só, tinham ido procurar Ketut, o curandeiro que ficou famoso no livro da Gilbert; outras se recusaram a entrar na quilométrica fila que se forma em frente à sua casa e se divertiam conhecendo uma infinidade de Ketuts menos famosos aqui e ali (Ketut é um nome muito comum em Bali já que geralmente é dado ao quarto filho das famílias). Só faltava mesmo a elas – e a mim :mrgreen:  – aparecer um Javier Bardem pela ilha para nos resgatar 😉

 

p.s.: Que fique claro: vi também muitos casais (inclusive dois, um japonês e outro americano, que também fizeram hospedagem casadinha nos mesmos hotéis em Jimbaran e Sayan que fiquei, e praticamente nos mesmos dias que eu) e muitas famílias viajando (inclusive com crianças). Mas grande a quantidade de solo travelers, principalmente mulheres, foi realmente uma surpresa pra mim. 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.