Nice: batendo perna pela cidade antiga

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Dizem os tradiconalistas que o centro antigo de Nice (Vieux Nice) vai do hotel Negresco ao Porto. Os mais puristas dizem que é só da Place Masséna até o Porto, área que concentra o casario original da cidade . Mas nada disso importa: você vai mesmo bater perna por toda essa área gracinha – e coloridíssima – sem dúvidas enquanto estiver por lá.

O colorido imbatível da sempre linda Place Masséna

A Place Masséna, o coraçãozaço de Nice, está impecável: os prédios todinho restaurados, a área limpa e segura noite adentro. Passei por lá nos seis dias em que estive em Nice e arredores; meu hotel ficava a literalmente uma quadra dali e, de um jeito ou de outro, a praça sempre estava “no meu caminho” nos finais de tarde.

Por ali, além de toda a big área “walkable” – o centro antigo é todinho pensado pra gente caminhar muito, e displicente e despreocupadamente, de preferência – passa também o excelente (excelente mesmo!)  trem de superfície da cidade que chega até as montanhas (passa, inclusive, sobre o local do antigo rio aterrado, hoje todo coberto de grama e jardins).

É no centro antigo que está a vida no frills de Nice, longe dos hotelaços, jetsetters, iates e afins. Da Place Masséna sai a avenida Jean Medecin que reúne, nela e em suas perpendiculares, as principais lojas, de H&M a Gucci.  E da Massena em direção ao porto ou à beira-mar, sobretudo num triângulo formado com a também sempre movimentada Place Garibaldi, reúne a maioria dos cafés, sorveterias, restaurantes e lojinhas de souvenir.

No fim da tarde, é legal olhar a cidade do alto; a luz que bate nos prédios beges e amarelados do centro deixa tudo ainda mais bonito (vários hotéis, como o no qual me hospedei, têm um terrace bar ou rooftop bar no último andar que fica beeeem concorrido nos finais de tarde justamente por isso).

A Promenade é o grande “calçadão” de Nice. Não importa se está no trecho batizado de “Promenade des anglais”, “quai des États-Unis” ou whatever: tem sempre gente andando, correndo, brincando, batendo papo, tomando um solzinho ou bicicletando por ali.

A praia, apesar de lindona pelo entorno, não é das melhores: afunda muito, muito rápido (mesmo!) e é todinha de pedras, daquele tipo que só pés muuuuito calejados ou vestidos aguentam. Mas a infra é boa: vários “quiosques” alugam cadeiras, tatames, pufes e afins – alguns liberam for free mediante consumo e vários têm convênio com hotéis para descontos no day use.

De noite, Nice também é bem tranquila nesse trecho da Vieux Nice – sempre muita gente na rua, áreas muito iluminadas, mesmo nas ruelas ultra sinuosas e estreitas que vão em direção ao mar.

A arquitetura ali vale o pescoço esticado para cima: torres, igrejas, museus, prefeitura, teatro, ópera, tem de tudo. E, pelo menos nos dias em que estive por ali, sempre muito limpo e bem cuidadinho.

Mansões do século XVII, igrejas barrocas e o belo Cours Saleya às vezes cedem espaço para modernidades, como o MAMAC.

Vai um cafezinho na Place Garibaldi aí?

Até na prefeitura, tão original, os turistas param para fotografar

Pedidaça no centro antigo de Nice é o Mercado de Flores (no Cours Saleya) que acontece todo santo dia, manhã e tarde. Aos sábados, boa parte das bancas de flores cedem espaço às bancas de frutas, legumes e afins, como numa feira tradicional; e, às segundas, cedem espaço ao bom e velho bricabraque em número tão expressivo que os fãs de antiguidades piram na batatinha.

As ruelas estreitas, com prédios baixinhos, de Vieux Nice lembram muito algumas cidadezinhas italianas – inclusive pela quantidade expressiva de motos, bikes e vespas disputando espaço com os transeuntes todo o tempo.

E fontes-gracinha surpreendem a gente o tempo todo.

Dos prédios art-déco à biblioteca maaaaxi-contemporânea, o centrinho antigo de Nice vale, no mínimo, um dia todinho de caminhada. Se der para dar um rolezinho por ali todo final de tarde ou comecinho de noite, voltando dos passeios pelas áreas mais distantes ou pelas cidadezinhas dos arredores, melhor ainda 😉

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.