Oasis of the Seas no Caribe

54 Flares Twitter 4 Facebook 48 Google+ 2 Pin It Share 0 54 Flares ×

DSC_0469 Como é o cruzeiro de uma semana pelo Caribe no “maior navio do mundo”

 

Não postei muito durante a viagem por motivos de: internet cara à bordo :mrgreen: Mas quem me lê há tempos sabe que tenho paixão pelo mar e as navegações e gosto muito de cruzeiros em geral (salvo raras exceções). Parte do que aprendi navegando por aí, de Galápagos à Antártida, da terra do fogo aos fiordes noruegueses, do Amazonas às travessias oceânicas, aparece como diquinhas pontuais para marinheiros de primeira viagem no meu Pequeno Livro de Cruzeiros, lançado em 2010 pela Verus/Record (plin!plin! 😉 )

Oasis of the Seas

Por isso foi com prazer que aceitei o convite da Royal Caribbean para embarcar numa viagem de imprensa acompanhada por outros quatro jornalistas no gigantão Oasis of the Seas pelo Caribe durante a última semana de agosto.

Oasis of the Seas

O Oasis e seu irmão-quase-gêmeo Allure são atualmente os dois maiores navios em operação do mundo (enquanto não perdem o posto para o irmão caçula Quantum que vem por aí), com capacidade para mais de 6 mil passageiros e mais de dois mil tripulantes. Isso mesmo: circula o ano todo pelo Caribe em dois roteiros diferentes (sempre com embarque e desembarque em Fort Lauderdale/Miami), transportando de lá pra cá quase 8500 pessoas de uma vez o.O

Check in rápido e espera para embarque sentadinhos no salão

Check in rápido e espera para embarque sentadinhos no salão

Vale dizer que embarcar no terminal da Royal Caribbean em Fort Lauderdale já é uma experiência e tanto para quem está acostumado com o caos do embarque no porto de Santos. Assim como eu já tinha tido anteriormente uma experiência maravilhosa de embarque no (também ótimo) porto de Barcelona , em Fort Lauderdale a organização é mesmo louvável. Só no terminal da Royal são dezenas e dezenas de postos de check in e a operação é tão rápida que as filas ficam razoavelmente curtas o tempo todo. Diversos funcionários te orientam (ou seria cerceiam? 😉 ) o tempo todo – a maioria deles, por sinal, aposentados que fazem esse “bico” nos dias de embarque/desembarque. O tempo de espera entre o check in e a entrada no navio pode chegar a pouco mais de uma hora, mas todos esperam sentados confortavelmente num imenso saguão.

Fotos com personagens Dreamworks: uma constante

Fotos com personagens Dreamworks: uma constante

A entrada no navio foi muito rápida e organizada. Em dez minutos fomos da porta de embarque a um dos restaurante buffet do Oasis of the Seas almoçar e logo depois do almoço nossas cabines já estavam disponíveis para um providencial cochilo 😀

Paradas e festas na Royal Promenade: quase todo dia

Paradas e festas na Royal Promenade: quase todo dia

Durante as 7 noites/8 dias de cruzeiro pelo Caribe (falarei sobre os destinos em outros posts), fizemos escala em Nassau/Bahamas (a mais curta), St. Thomas (a mais longa) e St. Maarten. Entre elas, além dos dias de embarque e desembarque, tivemos 3 dias inteirinhos de navegação – e é por esses dias mesmo que a maioria das pessoas embarque no Oasis.

Parte do deck das piscinas

Parte do deck das piscinas

O Oasis of the Seas aquele tipo de navio que é a atração em si, e não depende do roteiro para suas vendas. Quem estava ali (inclusive eu) queria ver qual era a de viajar no “maior navio do mundo” e testemunhar de pertinho a farra arquitetônica que criou, pela primeira vez, dois “sulcos” imensos num navio com ambientes internos ao ar livre – o “Central Park” e a “Boardwalk”.

O Central Park visto do alto

O Central Park visto do alto

Tudo no Oasis é superlativo: tem a piscina mais profunda em um navio no planeta, o maior teatro coberto, o maior teatro ao ar livre, a maior cozinha, o maior número de restaurantes, a maior pista de cooper/jogging, o maior cassino, o maior consumo de energia/alimentos/bebidas, o maior número de cabines (2706 cabines, sendo 1956 com varanda) etc etc etc. Mas é também inovador: além dos dois vãos internos do navio já mencionados, tem tirolesa que atravessa um desses vãos, dois flowriders (pistas para aprender surfe/bodyboard), campo de minigolf, as primeiras Coach e Starbucks dos mares (!), pista de patinação no gelo, a maior quantidade de obras de arte num navio (7 mil peças), o primeiro anfiteatro aquático de um navio, um carro em plena Royal Promenade (o grande coração do navio que ocupa dois andares na parte central), um bar elevadiço que se move entre três decks diferentes e até um adorável (e permitido para adultos, yessss! 😀 ) carrossel feito à mão.

O capitão pop star e a diretora de cruzeiros (a jovem Amy, de apenas 27 anos) discursam para o "público" geralmente de um púlpito na Royal Promenade

O capitão pop star e a diretora de cruzeiros (a jovem Amy, de apenas 27 anos) discursam para o “público” geralmente de um púlpito na Royal Promenade

Parte do show aquático Oasis of Dreams

Parte do show aquático Oasis of Dreams

Há que se reconhecer que os shows são uma experiência “not to be missed” no navio: o Hairspray, por exemplo, exceto pela duração total (de 1h30 sem intervalos) não perde em nada (sério mesmo) para a montagem da Broadway – não à toa, ganharam um Tony Award por ele. Os espetáculos no gelo (Frozen in Time), na água (Oasis of Dreams) e de músicas e acrobacias (Come fly with me) também são excelentes. E ainda tem os shows de humor e stand up comedy da programação.

A cozinha caprichada do italiano Giovanni´s Table vale os US$35 que cobra pela reserva

A cozinha caprichada do italiano Giovanni´s Table vale os US$35 que cobra pela reserva

São 24 opções diferentes de refeições (e 20 cozinhas físicas no navio!), incluindo um serviço de quarto 24h incluído no preço de cruzeiro (apenas pedidos feitos entre meia noite e 6h são acrescidos de cerca de US$4 de taxa). Do gigante restaurante principal (o Opus, com capacidade para 1100 pessoas comerem ao mesmo tempo, serve à la carte e buffet no café da manhã e no almoço e jantar à la carte todos os dias) ao exclusivíssimo Chef´s Table (para eventos e festas particulares, com capacidade para apenas 14 comensais), as opções gastronômicas passam pelo sushi, fast food, cozinha italiana, carnes grelhadas e até cozinha indiana e bar de donuts.

Aula de drinques, quem quer?

Aula de drinques, quem quer?

 

Com esse teacher, #todasquer :P

Com esse teacher, #todasquer 😛

Alguns restaurantes exigem pagamento de taxa de reserva para consumo, que pode variar de US$4,99 (no fast food Johnny Rockets) a US$40 (no menu degustação de seis passos do 150 Central Park, sob comando da jovem Keriann Von Raesfeld). As bebidas são sempre pagas à parte mas uma coisa legal é que, além de água, chá e café, os restaurantes têm sempre também iced tea, limonada e suquinhos artificiais gratuitos. Quem se preocupa com tanta comilança pode optar pelas refeições do Vitality Café ou do Solarium Bistrô (também com taxa para consumo), cujos pratos têm todos menos de 500 calorias cada. Para almoço e café da manhã, como eu gosto mesmo de serviço à la carte, recomendo muito o restaurante principal Opus – a frequência é livre para café e almoço e quem não concorda com a ideia dos dois turnos para o jantar pode se inscrever no programa My Time Dinning, que tem horários de jantar flexíveis bem ao gosto brasileiro. Mas meu restaurante preferido do navio, mais que o bacanudo 150 Central Park, foi o Giovanni´s Table, a trattoria que realmente serve comida em estilo italiano (os antepasti da refeição que fizemos ali foram o melhor consumo de todo o cruzeiro para mim) – também exige taxa para reserva e consumo.

Um carro de verdade marca o centro da Royal Promenade

Um carro de verdade marca o centro da Royal Promenade

A divisão de espaços no navio é feita com o que eles chamam de “bairros temáticos”. O bairro Central Park  tem mais de 12 mil plantas naturais cuidadosamente mantidas numa área de mais da metade de um campo de futebol com direito a restaurantes, bares, lojas e até galeria de arte entre elas.

A maior quantidade de elevadores instalada num navio até hoje

A maior quantidade de elevadores instalada num navio até hoje

O bairro Boardwalk é o bairro familiar por excelência, com direito a restaurantes, sorveteria, lojas de brinquedos e muitos elementos lúdicos, do carrossel ao aqua theater.

Pista de patinação do gelo serve de cenário para show noturno e entretenimento diurno dos hóspedes

Pista de patinação do gelo serve de cenário para show noturno e entretenimento diurno dos hóspedes

A Royal Promenade tem cascatas de luz natural, claraboias gigantes e até fontes d´agua entre inúmeras lojas, bares e restaurantes que reúnem gente em suas dependências praticamente durante as 24h do dia (na madrugada, tem sempre alguém fazendo um lanchinho na pizzaria, por exemplo).

Tem até heliponto no navio

Tem até heliponto no navio

A Pool and Sports Zone, onde ficam piscina e complexo esportivo, assim como acontece nos cruzeiros pelo Brasil, é a área do navio que concentra a maior quantidade de passageiros durante todo o dia, seja espalhados por suas 21 piscinas e jacuzzis, pelas infindáveis espreguiçadeiras ou fazendo uso das atividades esportivas (mini-golfe, tirolesa, surf etc) ou da imensa área exclusiva para crianças.

Aulas de surf...

Aulas de surf…

 

... paredes de escalada,..

… paredes de escalada,..

 

... tirolesa...

… tirolesa…

 

... e minigolfe estão entre as atividades mais disputadas

… e minigolfe estão entre as atividades mais disputadas

O Vitality at Sea reúne o spa (que tem tratamentos para crianças também), o salão de beleza e a gigantesca academia com vista para o mar.

 

...e o Rising Tide, que sobe e desce por 3 andares ao longo do dia, é sem duvida o mais pitoresco

O Rising Tide, bar que sobe e desce por 3 andares ao longo do dia, é sem duvida o mais pitoresco

O Enterteinment Place é o bairro da vida noturna à bordo – que, por sinal, num navio majoritariamente frequentado por americanos, não vai assim até tão tarde (lá pela 1h30 da manhã já está quase tudo terminado/fechado) – com jazz, clube de comédia, boata, lounges com musica ao vivo, cassino, teatro etc. Vale dizer que esse foi o primeiro cruzeiro EVAH em que vi o karaokê ser o grande ícone do entretenimento noturno.

A Youth Zone é a área do navio reservada para crianças e adolescentes. Seu programa de atividades Adventure Ocean se desenrola por uma área de 2,6 mil metros quadrados em espaços educativos e recreativos (tem até um laboratório científico) direcionados para diferentes faixas etárias. E tem “boate” própria para eles, é claro. Para as crianças, aliás, há também diversas outras atividades o dia todo pelo navio, de café da manhã com os personagens da Dreamworks a desfile e chá da tarde da Barbie.

Oasis of the Seas

As cabines são mais espaçosas do que as demais que já vi em navios do mesmo tipo e, melhor coisa, têm bastante espaço de armários. Meu camareiro, o Michael, era meio sargento (sabia tuuuuudo da nossa programação rs) mas era um querido, super doce e atencioso. Ocupei uma das cabines com vista para o Central Park. Foi bem interessante ver a arrojada ideia do vão cavado no meio do navio para a colocação do Central Park e, é claro, muito mais interessante ter vista para ele que estar numa cabine interna – mas, varanda por varanda, senti muita, muita falta mesmo, da vista para o mar, que é o que mais gosto num cruzeiro (sem contar que, como ali há varandas do outro lado do navio logo em frente, você perde totalmente a privacidade da sua).

Oasis of the SeasOasis of the SeasOasis of the Seas

Agora respondendo o que mais me perguntaram via redes sociais enquanto eu estava no navio:

  1. dá pra notar a quantidade de gente a bordo? Depende do horário. Na entrada para o jantar e na entrada e saída dos espetáculos dá, sim, para notar que há milhares de pessoas a bordo; várias vezes os elevadores (apesar de muitos) ficaram bastante congestionados nesses horários. Mas, no restante do dia, como são muitos espaços diferentes e muitas atividades sempre acontecendo simultaneamente (o jornalzinho de bordo não tem das melhores diagramações e a leitura às vezes pode ficar complicada, mas a programação é mesmo extensa e muito variada), a gente nem se lembra que apenas 1 em mais de 8 mil 😉

DSC_0634

  1. dá pra enjoar? Só se você for do tipo muuuuuuuito sensível ou der o azar de pegar alguma big tempestade. Via de regra, a gente mal sente o navio se mover, nem na madrugada. Não dá nem pra lembrar que você está no mar 😉
  1. quem vai curtir esse tipo de cruzeiro? Famílias, sem dúvida. O navio está todinho pensado para elas, inclusive para famílias com crianças em idades diferentes, de bebês a adolescentes. E vários programas são pensados para que a família faça junto, o que é bacana.
54 Flares Twitter 4 Facebook 48 Google+ 2 Pin It Share 0 54 Flares ×

About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.