Normandia: Le Havre

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InstagramCapture_0a59ea15-36a9-4785-ba21-7a9ca8834a7f  As vantagens de utilizar a cidade como base para começar a explorar a bela região francesa

 

 

 

Voltar à Normandia é, pra mim, sempre um prazer imenso. Depois de tanto estudar sobre a região durante os tempos de escola (quem é que não ficou marcado pelas histórias do Dia D?), conheci esta parte da França há pouco mais de cinco anos e caí de amores por sua beleza arrebatadora – tanto que voltei feliz da vida pela terceira vez em outubro último.

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Desta vez, ao contrário de ir direto para Barnevile ou Carteret, as adoráveis cidadezinhas normandas que me conquistaram definitivamente – e onde os queridos Flávia e José de Mello têm dois dos mais charmosos hotéis da região, o Hôtel des Ormes e o Hôtel des Isles (em ambos casos, que eu mega recomendo!) –  fiz base numa das maiores cidades da região: Le Havre. E gostei.

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Montar base em Le Havre é mesmo bom para começar a explorar a região. Falta ali um hotelaço (dentre 40 opções diferentes de hospedagem, o Art Hotel, bem no centro, quebra um galho, e há Mercure, Novotel e diversas outras opções mais em conta), mas chegar em trem vindo de Paris é muito fácil – são meras duas horas em trem direto de Paris St Lazare ao centro de Le Havre (e a passagem custa apenas cerca de 20 euros) – , a infra para ficar é boa (restaurantes de todo tipo, de cafés a estrelados no Michelin; comércio, vida noturna, museus etc) e de lá fica fácil ir a algumas das cidades mais encantadoras da Normandia, como Étretat, Honfleur, Deauville etc, distantes menos de uma hora. Até Lisieux, cidade de peregrinação católica famosa entre os brasileiros, fica a uma curta distância.

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Mas Le Havre é também coberta de história. Uma história doída, sofrida, mas de final feliz. Durante a segunda guerra mundial, o centro da cidade foi quase totalmente destruído em dez minutos de bombardeio. Como uma fênix reerguida literalmente das cinzas, dez anos depois boa parte da cidade já havia sido reconstruída num projeto super polêmico do arquiteto Auguste Perret que, há dez anos, deu à cidade a chancela de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

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As típicas casinhas normandas, destruídas durante o bombardeio, foram substituídas por edifícios sisudos de concreto, de três ou quatro andares. Carentes de charme por fora, esbanjam originalidade e ousadia do lado de dentro, num projeto que valoriza a incomparável luminosidade natural local, que tanto encantou os pintores impressionistas, como Monet e Boudin, em outros tempos. Uma das últimas “peças” destruídas a serem repostas foi justamente o principal teatro da cidade – o novo teatro, também de arquitetura super polêmica que lembra um vulcão, foi projetado justamente pelo brasileiro Oscar Niemeyer (e acaba de ganhar uma sensacional midiateca adjunta). Aliás, as conexões com o Brasil vão longe, desde os tempos da importação europeia do nosso café – tanto que, hoje, uma das principais competições de vela do mundo, a Transat Jacques Vabre, parte do Havre e chega a Itajaí.

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É ali que fica também o incontornável MuMA – Museu André Malraux de Arte Moderna, que tem o maior acervo de pintura impressionista da França após o Museu D’Orsay em Paris. E somem-se a isso o moderno shopping center Docks Vauban (que ocupa antigos depósitos do porto restaurados), um cinema decorada por Christian Lacroix, um super spa projetado por Jean Novel e outras ousadias.

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Entre taças de bons vinhos, cidras, Benedictine e Calvados (as mais famosas bebidas locais), queijos incríveis, e, claro, frutos do mar sempre fresquíssimos, é partir diariamente para o abraço, ops, para as inesquecíveis paisagens normandas por vezes bucólicas e por vezes arrebatadoras (como não cair de amores pelo Nez de Joburg ou pelas falésias de Étretat?!) os arredores da cidade.

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E depois, daí sim, num carro alugado, esticar a viagem romanticamente para as pequenas jóias normandas, como Barneville e Carteret. Suspiros.

 

 

A Rail Europe gentilmente me enviou a passagem de trem Le Havre-Paris St Lazare para eu retornar da Normandia à capital francesa. 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.