Últimas de Nova York

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Novas dicas do que fazer, comer, assistir e onde ficar em Nova York

 

 

 

 

 

 

 

Nova York está todos os anos na minha listinha viajante. Primeiro, porque eu gosto da cidade mas também porque, pelo trabalho, não posso ficar muito tempo sem visita-la: tudo muda tanto o tempo todo na Big Apple (novos hotéis, novidades nos hotéis antigos, novas atrações, novos restaurantes, novos bares, novos bairros da vez) que não dá pra escrever uma matéria legal se faz mais de doze meses que o jornalista a visitou pela última vez.

Comecei a viagem de novembro passado pelo Downtown NYC, a nova área de Manhattan que anda bombando. Novos hotéis, novos restaurantes, novos bares, arte pulsante – tudo em franca metamorfose por ali, e deve mudar ainda mais nos próximos tempos. Recomendo muito que todo mundo visite a nova área “boom” da cidade, seja na primeira ou na enésima visita, e se delicie com as galerias, os cafés etc. .

E fiz diversas outras coisas legais: de museus a refeições, de passeios a shows, do metrô (sorry, sou do time que ama o sujinho metrô novaiorquino!) aos hotelaços, teve de tudo um pouco nos quase dez dias que passei por lá em novembro último. Neste post, reúno as coisas mais legais que fiz durante a última visita – mas tem mais post sobre a cidade no forno, entrando no ar em breve.

 

Os passeios mais legais da vez

Cheguei em Nova York cedinho e, após amargar absurdas duas horas e meia de trânsito do JFK a Manhattan, fiz check in no novíssimo Four Seasons New York Downtown, um dos hotéis mais badalados da nova safra da cidade (vou falar mais sobre ele mais pra frente). De lá, rumei direto para o Flatiron Bulding – eu tinha agendado um tour pela região com a Like a Local, uma empresa que vem ganhando elogios por lá. Meu tour era uma mistura de food tour com walking tour focado em história e arquitetura, o que me pareceu uma combinação bem interessante.

O tour acontece teoricamente das 10h30 às 13h, mas o meu durou até quase 14h – acho que depende bastante do ritmo da turma. Eramos um grupo só de mulheres, de quatro nacionalidades diferentes, incluindo duas mães com suas filhas adolescentes. A ideia do tour é muito boa: a gente para diante de alguns edifícios, praças e monumentos para aprender mais sobre a história, causos e arquitetura do lugar e, enquanto se movimenta entre eles (do Flatiron District à Union Square), faz paradas para degustar coisinhas aqui e ali. A guia era simpática e algumas paradas do food tour foram ótimas surpresas, como o excelente Obica Mozzarella Bar (ao qual acabei voltando depois) e a concorrida Bread´s Bakery – mas são mais tira-gostos do que um food tour de verdade. E achei um total desperdício começar o tour pelo Eataly (acho que é um local para se visitar fora de um tour, no seu próprio ritmo, fazendo lá o que bem entender).

Dos museus, em Nova York tenho muitos favoritos – mas desta vez caí de amores pelo incrível-sensacional novo Whitney Museum, um programaço (e ainda por cima literalmente grudado ao Highline, um local ao qual eu sempre curto voltar). E pirei na nova área do World Trade Center: museu, a estação do metrô by Calatrava, a torre, tudo – a região ficou simplesmente espetacular.

De entretenimento, fui conferir a chegada dos Blue Men no Madame Tussaud´s (acredite: eu nunca tinha visitado o de Nova York) e aproveitei para fazer ali a Ghostbuster Experience, uma simulação sensacional disponível ao final do tour pelos cenários do filme. E last but not least, assisti enfim à disputadíssima performance novaiorquina do Rei Leão – e recomendo muito usar a ótima The Broadway Collection para adquirir seus tickets para os espetáculos da Broadway em geral.

 

As refeições mais caprichadas

Não posso reclamar porque sempre como muito bem em Nova York – até quando me arrisco em fast food. Mas algumas refeições merecem mesmo destaque. Gostei da proposta do Fish Bar, que faz um cruzeirinho de sightseeing pela baía de Manhattan até a Estátua da Liberdade enquanto serve um jantar caprichado e num ambiente bem bonitinho. Menu variado, comida boa e serviço bom – só recomendo que se peça vinho mesmo para acompanhar, porque os drinks não são (mesmo!) o forte da casa.

Desta vez, preciso falar de dois chás da tarde porque foram incríveis e realmente valeram por uma refeição. Primeiro, no estupendo Baccarat Hotel – não me hospedei lá, mas espiei um quarto e as áreas comuns e foi o hotel que mais me impactou em Nova York nos últimos anos; sensacional mesmo. Para quem visita só para o chá ou uns drinks, a área onde são servidos é fantástica, mesclando os muitos cristais Baccarat com móveis de diferentes linhas de design, uma loucura. E o chá da tarde em si é excelente, além de ser impecável e lindamente servido com louças e cristais Baccarat. Possuem três opções no menu e em todas elas é possível acrescentar uma taça de champagne brut ou rosé. Fiquei com o high tea e adorei tudo: o ambiente, a trilha sonora, o people watching matador, os scones, os docinhos e o blend exclusivo da casa. O bar é um espetáculo à parte também.

Depois, no clássico The Pierre, do grupo TAJ Hotels, um hotel que eu adoro há muito tempo. O chá da tarde estava sendo servido num dos salões menos interessantes do hotel (o Two-E bar) mas o serviço caprichado, a trilha sonora e o menu ultra saboroso fizeram valer cada minuto. E é um local gostoso para ir porque há turistas mas também há sempre muuuuitos new yorkers. Ali são duas opções distintas para o chá, uma mais levinha e outra tradicional, com uma taça de champagne incluída – e no high tea tradicional (que foi o que escolhi) é possível adicionar champagne Taittanger ilimitada por uma hora e meia, num tremendo custo benefício.

Mas a melhor refeição na cidade foi, de longe, o impecável jantar no Asiate, o restaurante signature do Mandarin Oriental New York. Até hoje, mesmo com gastronomia incrível que Nova York cada vez mais oferece, ainda acho o Asiate uma das experiências gastronômicas mais originais da cidade. E a cozinha ultra criativa de Christian Pratsch ainda se associa com um serviço absolutamente irretocável, dos garçons aos sommeliers, e uma vista panorâmica incrível de Manhattan lá do alto (e ainda tem uma das adegas mais lindas da hotelaria novaiorquina, separada do restaurante por uma imensa parede de vidro).  Vale lembrar: para orçamentos mais enxutos, o restaurante tem um menu executivo incrível e super acessível durante o almoço dos dias úteis (e de dia a vista lá do alto ainda é muito mais bonita).

E para não dizer que não falei de bares, vou recomendar meu preferido da última viagem: o speakeasy Angel´s Share (8 Stuyvesant St), no East Village. Escondido no segundo andar de um restaurante japonês, eu jamais teria ido parar ali se não fosse pela dica certeiríssima do Marcelo Alabarce.

O espaço é pequenininho e escurinho (precisamos esperar um bocado para sermos sentados e eles não servem drinks para quem estiver em pé), como convém a um speakeasy escondido – mas o ambiente, a trilha sonora e os drinks são excelentes. Fui lá com a Rogéria Vianna – do sempre ótimo Vem pra NY, que tem dicas matadoras da cidade, inclusive neste quesito comer e beber – e não queríamos mais ir embora 😀

 

Onde eu me hospedei desta vez

Dividi a hospedagem novaiorquina desta vez em três hotéis diferentes, em duas localizações bem distintas em Manhattan. Comecei pelo novíssimo Four Seasons New York Downtown, o segundo hotel da rede da cidade. Recém-aberto, fica justamente em Downtown, a região de Manhattan que mais tem dado o que falar nos últimos tempos – e deve continuar atraindo holofotes. O hotel ficou lindo e com estilo bem diferente da outra unidade da rede no Upper East Side: contemporâneo, descolado, cheio de bossa e com uma vibe meio sexy no bar (ótimo, por sinal), nas áreas comuns e até nos quartos (e tem os banheiros mais lindos que já vi na cidade). Serviço ultra prestativo mas sem afetações, room service que é pura simpatia e quartos com vista para a torre One World Trade Center. O spa é lindo, com destaque para a academia caprichadíssima e a piscina indoor que de manhãzinha fica vazia, perfeita para umas braçadas. Não provei os restaurantes, mas abriram ali um badalado CUT by Wolfgang Puck.

Depois mudei para o Upper East Side, a região de Manhattan tradicionalmente mais queridinha pelos brasileiros, e por ali fiquei até o final da minha viagem. Primeiro, me hospedei no Loews Regency NY, na esquina da Park Avenue com a 61st St.  O hotel, que abriu as portas em 1963, passou por uma gigantesca renovação e conta com quartos bastante espaçosos e já apropriados para todas as conexões de aparatos eletrônicos que precisamos plugar e carregar. Alguns contam também com uma micro cozinha embutida. O hotel é grandalhão (379 quartos) e a gente percebe isso pelo lobby, sempre cheio e barulhento – mas os quartos são realmente bem silenciosos. Anexo ao lobby fica um concorridíssimo Bar&Grill e o hotel ainda conta com uma excelente unidade do spa e salão Julien Farel.

Terminei a viagem na mesmíssima região, mas na 64th St, entre a Park e a Madison, no adorável Plaza Athenée New York. O encantador hotel é parte da excelente Leading Hotels of the World, cujos hotéis de luxo primam sempre pelo altíssimo padrão de qualidade de instalações e serviços. Ao contrário de muitos outros hotéis de Manhattan, o Plaza Athenée é um hotel de discrição, justamente para quem não quer ver e ser visto – até a entrada do hotel, no meio da quadra, é mais discreta. Dentro, é o charme de outras épocas e os móveis de clara inspiração francesa que dão o tom na decoração – com direito a belíssimos relógios de parede Garnier.

O staff é parte do patrimônio do hotel e pura delicadez e simpatia dia e noite, com muitos dos funcionários trabalhando ali há mais tempo do que se lembram – e o concierge é um verdadeiro case, uma das maiores jóias do setor na cidade. Quartos enormes e luminosos e preciosos banheiros em mármore faziam minha alegria a cada vez que voltava ao hotel (e com uma das melhores relações custoXbenefício nas diárias de toda Manhattan). Mas o ambiente é sempre tão silencioso que a gente em nenhum momento se dá conta que são 143 quartos no total.  Não provei os restaurantes, mas tomei um ótimo café da manhã no discretíssimo restaurante Arabelle em um dos dias da minha estadia. E o hotel ainda tem um ótimo Spa Valmont.

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.