O DPNY, em Ilhabela

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Eu gosto muito de hotéis cheios de detalhes. E talvez por isso eu tenha gostado bastante do DPNY, em Ilhabela: os detalhes ali estão por toda parte (tá vendo só que graça as duchas no deck de relax na foto acima?).
A decor e o design dos móveis tem uma mistura curiosa de referências de culturas tão distintas – dizem que tudo ali é feito ao gosto dos donos, do que eles vêem por aí, acham legal, e resolvem copiar ou criar parecido no hotel (as próprias letras que compõem o nome do hotel são as iniciais dos lugares que eles mais gostam no mundo – Dusseldorf, Palma de Mallorca e NY). E mais muitas, muitas referências ao artesanato local, que está por toda parte.
O beach club deles foi, honestamente, o mais legal que eu já vi num hotel brasileiro – mesas com cadeiras, espreguiçadeiras, deliciosos tatames cobertos de sapê ou direto sob o sol e ainda as curiosas cabaninhas pra quem quer mesmo fugir do astro rei. Na praia, tudo branco e cáqui, quebrados só pelo verde das muitas plantas.
Na piscina, seguem os mesmos padrões, mas é tudo em branco e preto, contrastando com as cores fortes com que os prédios foram pintados.
Da varandinha do meu quarto dava pra ver o lindo elevador todo transparente para os pisos 2 e 3, pra quem não quiser ou não puder subir as escadas de madeira.
O artesanato produzido pela comunidade local está nos quartos, no bar, no restaurante, em todo canto mesmo (na base de cada um tem sempre o preço, caso alguém se empolgue e resolva levar o dito cujo pra casa)
O quarto é uma mistura de tudo, nas cores fortes brigando com a madeira, a estampa de zebra e a cama e a poltrona do cantinho, muuuito brancas (essa camona e a TV de LCD abaixo estão em absolutamente todos os quartos do hotel, independente da categoria)
As máquinas Nespresso foram das últimas aquisições para os quartos – cada dose a R$5.
O meu banheiro não tinha banheira, mas era enorme e cheinho de mosaicos no chão e também no box – aliás, me contaram que os mosaicos que decoram todo o hotel foram produzidos pelos próprios funcionários (antes do hotel inaugurar, enquanto a comunidade local recebia treinamento em hotelaria, produzia os mosaicos em contrapartida)
Detalhes da decoração do bar acima e abaixo, com o balcão tomado por Macs, que estão ali free of charge para quem não tiver levado seu próprio computer (só a conexão à internet que não é das melhores)
O bar serve pratos e lanches rapidinhos nas mesinhas ou no beach club, pra quem não está a fim de se trocar para entrar no restaurante Tróia (provei o escondidinho de bacalhau; apesar de ser vendido como prato principal, veio bem pequeninho, numa cumbuquinha de suflê, mas estava saboroso). Sobre o restaurante principal, o Tróia, já falei no post anterior.
O spa era uma delícia, com saunas secas e a vapor com cromaterapia e duas piscinas térmicas, essa maior (acima) e uma menorzinha, com hidro (fui todo final de tarde; de lá dá pra ter uma vista linda do hotel)
A piscina, que eu nem frequentei, a bem da verdade, foi um dos lugares que eu mais gostei. Tem outro bar e uma atmosfera muito, muito cool, dia e noite (o hotel tinha bem poucos hóspedes quando eu fui – vários casais, duas irmãs e três solo travellers, incluindo yo – mas imagino que essa piscina ferva na temporada)
Além das diárias avulsas, do pacote de final de semana e do pacote de domingo a sexta, o hotel também opera em sistema day use, pra quem não quer se hospedar ali ou tem imóvel na cidade mas quer aproveitar do excelente beach club que eles oferecem.

HIGH – o hotel é lindo, com decoração de bom gosto e muitíssimo bem cuidado; as trilhas sonoras do restaurante e do beach club são incríveis, deu vontade de comprar o CD; o café da manhã é servido até 13h (mão na roda pra quem quer curtir também a noite e não tem vontade de acordar cedo), espumante incluído (das 8 às 11 é buffet; das 11 às 13h é a la carte, bem melhor); na temporada e nos finais de semana, tem baladinha dentro do próprio hotel; práticas de sustentabilidade são visíveis e bem interessantes, como o tratamento da água ali mesmo; a relação custoXbenefício do pacote de domingo a sexta, que inclui jantar, é excelente (desde R$1390 para duas pessoas)

LOW – o serviço ainda é bem fraquinho, precisa de bastante treinamento (eles estão contratando a própria comunidade local, o que é bastante louvável, mas mais treinamento pra eles é imperativo); a conexão à internet no meu quarto era nula e mesmo nas áreas comuns e na praia, caía com bastante frequência; não há serviço de turndown (abertura das camas), nem para nova troca de toalhas, que eu acho essencial num hotel de luxo.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.