O Equador e a Floresta

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 Depois dos (lindos, lindos, lindos) dias em Galápagos, rumei para o interior do Equador, na parte do país coberta pela mata pluvial (ou floresta nublada em espanhol, cloudy forest em inglês). Todo mundo fala dos vulcões e da Amazônia equatoriana, mas pouco se vê (ou lê) sobre esse pedaço do país. Mais especificamente, rumei para a reserva Mashpi, que abrange uma área ainda na província de Pichincha (a mesma onde está inserida Quito ), a umas 3h de carro da capital.

A construção que a gente vê bem no meio da mata fechada é justamente o Mashpi Lodge
Floresta nublada MESMO

 Ali, abriu há poucos meses o hotel homônimo – sobre o qual eu falarei mais especificamente no próximo post, fazendo review – que foi um baita projeto de recuperação ambiental e arquitetura. Por enquanto, é a única opção de hospedagem ali na área. Há oito anos, essa área da reserva era ocupada por uma madeireira, e estava para ser vendida; o dono atual, fanático por orquídeas (ali há muitas), resolveu comprar aquelas terras só para não deixar serem destruídas, sem nem saber direito o que fazer com elas. Foi só há uns três anos que a ideia de fazer um hotelaço verde e sustentável ali surgiu (e operando em sistema praticamente tudo incluído, exceto pelas bebidas).

O bird watching é o programa diário de todo mundo logo cedo…
…. numa tremenda concentração

 Sei que os brasileiros, em geral, não viajam em busca de florestas; nem para nossa Amazônia a maioria viaja. Mas o projeto é tão legal, a selva tão sedutora, e eu, em essência, tão urbana, que eu resolvi experimentar e contar aqui.

E eles chegam assim, bem pertinho da gente, a palmos de distância, na maior tranquilidade

 O termo “floresta nublada” cai muito bem porque a floresta fica o dia todo coberta por nuvens, em maior ou menor quantidade/intensidade. De manhã cedo a gente mal vê um palmo diante do nariz, de tão densa a névoa que se forma; mas ao longo do dia vai abrindo, abrindo, e costuma ter um por-do-sol divino (único senão são os mosquitos, muitos, o tempo todo). Úmida, de mata fechada e de relevo bem acidentado, repleto de subidas e descidas o tempo todo, é cheia não só de plantas, flores e frutas bem diferentes das nossas (os sucos são DI-VI-NOS; pirei em todos, sobretudo no de Guanabana) como também de animais (de todo tipo, de aranhas ao puma). E um verdadeiro paraíso para os amantes do birdwatching, tanto que é considerada um dos hot spots das Américas para tal: em dois dias de passeios, vi, e bem pertinho, mais de 50 pássaros diferentes – incluindo mais de uma dezena de colibris distintos, uma lindeza.

Caminhadas pela mata de manhã, tarde e noite estão no programa de quem visita a região

Já viu sapinho desse tamanhico???

 Além da observação de pássaros, o programa para quem visita a floresta são os trekkings, dia e noite – sim, os noturnos fazem o MAIOR sucesso com os gringos. E, como alguns trekkings terminam em belas cachoeiras, me contaram que, no auge do calor, muita gente termina a caminhada com um belo banho ali mesmo.

Honestamente, de Galápagos aos vulcões, taí uma carinha do Equador bem diferente da que eu tinha em mente antes da viagem.  Boa surpresa.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.