Orlando para iniciados: um dia em Winter Park

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Mesmo sendo uma marinheira de primeira viagem em Orlando , acho que o que mais gostei da viagem toda foi justamente o que a maioria dos turistas acaba vendo somente numa segunda ou terceira visita. Um dos grandes highlights da minha semana por ali foi justamente o dia que passei em Winter Park, o bairro nos subúrbios de Orlando que mais parece uma cidadezinha parada no tempo. Ali, as ruas são mais estreitas, as calçadas são largas e cheias de gente de todas as idades caminhando, o trânsito bem mais tranquilo e as faixas de pedestres são abundantes, as quadras são pequenas e repletas de lojinhas, restaurantes e cafés de nomes desconhecidos.

Winter Park ganhou esse nome porque, originalmente, foi formado por moradores da região norte dos EUA que migraram para lá em busca do clima quente da Flórida, fugindo dos invernos rigorosos em suas cidades natais. Acabou virando a mais antiga comunidade da Flórida central, fundada nos anos 1800.

Para quem não sabe, além de parques, shoppings e campos de golfe, Orlando tem também inúmeros lagos; e Winter Park fica bem na congruência de vários deles. Nos últimos tempos, o bairro andou ficando famoso também pela gastronomia, com restaurantes locais aparecendo entre os queridinhos de muita gente, inclusive celebrities (como o ótimo Park Plaza Gardens, de boa comida, bom atendimento e ambiente gracinha; e tem menu especial de almoço).

A Park Avenue (chamada nas publicações americanas comumente de “Orlando´s Ocean Drive) é a grande artéria do bairro. Nela e em todas as perpendiculares a gente encontra motivo de sobra para um belo footing: um monte de galerias de arte contemporânea super descoladas, lojinhas de todo tipo (de roupas de jovens estilistas e marcas próprias de perfumaria a lojinhas de decoração no estilo “mais kitsch impossível”), cafés  fofos, chocolaterias. E as casinhas ainda têm uma arquitetura toda particular, com fachadas de tijolos, uma graça.

Ali fica também o adorável Charles Hosmer Morse Museum of American Art que tem, entre outras muitas coisas, o maior acervo das obras de Louis Comfort Tiffany em jóias, cerâmicas, pinturas e, claro, vitrais, janelas e até um altar de igreja completinho trasladado até ali – absolutamente impressionante o trabalho que ele conseguia fazer com vidros coloridos, sem pinta-los ou tingi-los, criando figuras, cenas, retratos.

Outro programa diferentão é entrar num dos tours de barco pelos lagos, oferecidos pela Scenic Boat Tour de hora em hora. Por US$12 por pessoa (US$6 para crianças), a empresa cujo pier está no lago Osceola (a cinco minutinhos da Park Avenue) oferece tours todos os dias atravessando os sete lagos e dois canais do bairro, por entre mansões, palmeiras, ciprestes, flores, a Rollins Arts College e até um crocodilo que dá as pintas por ali ocasionalmente. O passeio guiado é um pouco arrastado e o humor dos americanos, sabemos, pode ser um pouco raro 😀  mas as crianças costumam curtir muito.

Para os maiores de 18 anos, o fecho perfeito para um dia de passeios por Winter Park é o adorável The Wine Room. Quem curtiu a dica do Bocanáriz de Santiago certamente vai adorar essa também. O estilo é bem parecido: ali você pode comprar uma infinidade de rótulos de vinhos,  champagnes e alguns destilados; nos fundos, vendem queijos, frios e um ou outro quitute. Mas a grande vedete da casa são os 150 rótulos de vinho de diferentes uvas e dos cinco continentes disponíveis para degustação em máquinas vinomatic. Tem gente dia e noite se divertindo nessa “árdua tarefa” por ali; e a casa fica literalmente lotada durante a happy hour. Funciona assim: ao entrar, você pede para comprar um cartão para degustação, que pode ser carregado com qualquer valor múltiplo de 5, desde US$5. Você insere seu cartão numa das máquinas, escolhe o vinho que quer beber e é só pressionar o tamanho da dose que deseja (degustação, generosa ou taça cheia).

Há degustações de todo preço porque, é claro, existem vinhos de todo preço, dos chardonnays californianos aos brunellos (taças desde US$1,50). Se acabar seu crédito, pode carregar mais, é claro; se sobrar, pode guardar para usar num outro dia. E quem não bebe vinho pode usar o mesmo sistema para tomar água, cafés, refris etc.
Dia perfeitinho.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.