Os brasileiros e suas panelinhas

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Eu reparo nisso há mais de uma década e esse assunto sempre vem à tona nas rodas de amigos. Mas a ideia de transformar isso num post veio da constatação na minha amiga Lucia Malla no twitter nessa segunda-feira, enquanto participa de um congresso em Boston, EUA: “é muito interessante ver os brasucas em congresso. Com raras exceções,pouco interagem com estrangeiros”. Pois é. E não é só nos congressos, não; vejo isso acontecer com MUITOS brasileiros em viagem, sobretudo quando viajam para fazer intercâmbio.
Juro que não entendo. A ideia principal de fazer intercâmbio não é justamente a imersão para aprender outra língua e se entrosar com outra cultura? Conhecer estudantes do mundo inteiro? Então como é que tanta gente ainda gasta esse dindim todo pra viver num grupinho de brasileiros no destino escolhido?
Vou além: não entendo como é que alguém que vai passar 20 ou 30 dias em férias num outro país quer procurar os restaurantes de comida brasileira, os bares frequentados por brasileiros e tal. Um chofer indiano de um transfer que eu peguei em Londres me perguntou se eu queria saber onde comprava cerveja brasileira e os supermercados que tinham seções brazucas, porque os clientes brasileiros sempre pediam isso a ele.
Que a gente fique homesick quando VIVE fora, é uma coisa. Você tá lá, há milhares de milhas distante de casa, da família, falando outra língua, vivendo outros hábitos, e sente aquele prazer imenso ao ouvir gente falando em português ou quando um amigo vai te visitar e leva, por exemplo, sonho de valsa – ou qualquer outra coisa que você ame muito e que não encontra lá fora. Normal. Mas numa viagem… sei não.
Eu, quando viajo, o que quero mesmo é CONHECER o outro país: me esforçar pra falar um tiquinho da outra língua (ao menos por favor, desculpa, bom dia, boa noite e obrigado eu sempre aprendo antes de embarcar), experimentar os sabores locais (mesmo pra depois eu poder dizer que aquele não é meu tipo de comida), ouvir as músicas locais, me adaptar aos costumes etc. Será que eu sou muito estranha?

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.