Para quando você for à Cidade do México

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O Bosque de Chapultepec lotadinho num domingo

É sempre muito bacana enquanto estou blogando ao vivo de um lugar – como agora, na Cidade do México – e vários followers do twitter e leitores do blog me escrevem dizendo coisas do tipo “puxa, na hora certa, porque embarco pra lá em X dias”. E agora isso aconteceu muito, em grande parte impulsionado pela bela oferta do novo voo direto São Paulo-Cidade do México pela TAM (desde US$739, e quem comprou pré-lançamento pagou menos ainda) – que também foi o que me levou pra lá esses dias. 
Vale dizer que, cada vez que vou à cidade, gosto mais dela: cheia de história e cultura, mas cosmopolita, vibrante, deliciosa. Como essa foi minha terceira visita, eu não refiz vários dos passeios turísticos que toda primeira visita à cidade deveria incluir; mas vou listar tudinho aqui pra que, quando você for à Cidade do México, nada fique de fora. Sugiro cinco dias inteiros na cidade e pelo menos dois para explorar os arredores.

Para não perder na capital:
– Um dia inteiro pelo centro histórico, passando pelo Zócalo, museus do centro (o de Belas Artes é divino), Plaza Garibaldi etc
– Um dia inteiro por Chapultepec, aproveitando para passear pelos deliciosos bosques, visitar o lindíssimo Castelo de mesmo nome e passar horas no impressionante Museo de Antropologia – um dos melhores museus do mundo na minha opinião
– Um dia super relax curtindo com calma a arquitetura, as lojinhas, os bares, os restaurantes e os cafés da tríade Zona Rosa-Condesa- Roma . Há ateliers locais imperdíveis, como os de Carla Fernandez, Carmen Rion, Studio Roca e Chic by Accident
– Pelo menos uma tarde toda em Polanco, entre studios e ateliês incríveis (Macario Jimenez, Pirwi etc), lojas bacanudas (das high brands como Vuitton e Zegna às concept stores como a adorável Common People), big malls (como o Antara Polanco), top restaurantes e bares e belíssimas surpresas culturais, como o excelente Museo Soymaya, com obras de Cezanne, Renoir, Da Vinci e, claro, Diego Rivera.
– Um dia inteiro em Coyacán, entre as casas museus de Frida Kahlo e Diego Rivera e León Trotsky e os cafés, livrarias, praças e big pavilhão de artesanato local desse lindo bairro

Cantinhos fofos nos bairros-estrela, como Condesa

Nos arredores:
– Por nada, nada, nada desse mundo perca Teotihuacán, meu sitio arqueológico preferido em todo México. Impressionante, lindo, inesquecível. Passeio para um dia inteiro, já que fica a mais de uma hora de distância da capital. Se comprar um tour (o que eu recomendo muito, por questões práticas), provavelmente passará, no mesmo passeio, pela Plaza de las 3 Culturas, por área de cultivo de ágave e pela Basilica de Guadalupe, que também valem a viagem.
Xochimilco, a região dos canais e viveiros mexicanos. Passeio lindo, para uma manhã ou tarde, percorrendo de trajinera os coloridos e musicais canais do antigo lago de mesmo nome.  Dá pra chegar por conta própria (mais demorado) ou em tours vendidos em qualquer hotel ou agência.
– Se tiver tempo, vá também a Puebla, outro passeio de meio dia vendido por qualquer agência da cidade. 

O tempo parando em Xochimilco

Dicas úteis:
– o táxi na Cidade do México é bem barato, ainda mais se compararmos com São Paulo. O único senão é que, como São Paulo, a capital mexicana é craque em congestionamentos o dia inteiro, manhã, tarde e noite; uma corrida de 50 pesos pode se transformar fácil em 200. Os táxis populares, vermelho e dourado, são os mais baratos mas os veículos são sempre velhinhos, de limpeza discutível – e, sobretudo à noite, costumam se recusar a ligar o taxímetro para turistas, dando preços fixos para as corridas dependendo do destino. Os melhores são os rádio-táxis, branco e dourado, que precisam ser chamados pelo telefone; já chegam cobrando 20 pesos (+- 3 reais), mas são super corretos com taxímetros e os carros são novos, limpos e bem cuidados. Se preferir, peça um remis no próprio hotel; são ultra confiáveis mas, obviamente, bem inflacionados.
– o metrô é velho, sujo e complicadinho – as baldeações são sempre suuuuuper demoradas, com longas áreas a serem percorridas, subidas e descidas, pra chegar à sua conexão. Mas custa meros 3 pesos por viagem (menos de R$0,50) e chega a várias áreas da cidade – é uma boa, por exemplo, pra visitar o centro histórico, onde o tempo perdido em congestionamentos costuma ser absolutamente irritante.
– no quesito segurança, não traz surpresa nenhuma pra quem vive numa grande cidade brasileira. Os cuidados mínimos que sempre temos por aqui – não ostentar objetos caros, segurar a bolsa etc – são suficientes para evitar qualquer perrengue. Andei muito a pé, inclusive sozinha e à noite (Polanco à noite, por exemplo, é super tranquila; o centro histórico já é melhor evitar), e me senti segura todo o tempo.

P.S.: Além dos posts que tô publicando agora, dessa última incursão à capital mexicana, vale lembrar que aqui no arquivo do blog tem mais das visitas anteriores; é só buscar.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.