Peru: Ruta Lares

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InstagramCapture_c7228a2b-d30f-426f-9554-7c58b4a3dff3[1] A bela jornada pelo Vale Sagrado peruano, de Cusco a Machu Picchu, num roteiro off the beaten

 

 

 

 

Chegar cedinho às ruínas de Ollantaytambo, quando quase não havia ninguém por lá. Fazer trekking em montanhas nada óbvias, sem nenhum outro turista à vista. Visitar comunidades locais e acompanhar parte de seus costumes e dia-a-dia em experiências ultra customizadas. Entrar na casa de moradores de vilarejos andinos e percorrer mercados nos quais o único turista é você. Caminhar um trecho da trilha inca e parar para dormir depois num lodge novinho, com uma cama gigante e confortável. Essas são algumas das atividades comuns aos itinerários oferecidos pela Lares Adventure, parte do grupo Mountain Lodges of Peru.

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Depois da primeira viagem ao país em férias há quatro anos e algo, acabo de voltar ao Peru justamente a convite desta operadora peruana para conhecer um de seus mais novos produtos: a Ruta Lares, uma rota turística exclusiva, recentemente criada por eles para quem busca conhecer o Vale Sagrado peruano de uma forma mais profunda, menos óbvia, mais off the beaten track. E gostei muito.

Peru Ruta Lares

A proposta deles é um itinerário de 5 dias/4 noites de Cusco a Machu Picchu. Como eles mesmos recomendam aos clientes, passamos antes duas noites em Cusco para visitar a cidade e nos aclimatarmos (afinal, muita gente sofre com o soroche na chegada e é legal o corpo já estar 100% acostumado com a altitude antes de sair explorando vales e montanhas). Em Cusco, ficamos hospedados no lindo, lindo hotel El Mercado Tunqui, também parte da Mountain Lodges of Peru – localização excelente, a poucas quadras da Plaza de Armas, quartos bem confortáveis e ótimo restaurante.

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De Cusco a Machu Picchu, atravessamos o Vale Sagrado e região chegando não apenas às principais atrações dali como também a povoados e cantinhos que dificilmente seriam alcançados por um turista viajando por conta própria – eu mesma nem sabia da existência da maioria deles antes da viagem. A cada noite, o guia se reunia com o grupo de viajantes para apresentar as opções de passeio para o dia seguinte: há sempre um programa cultural e uma ou duas opções mais de aventura, envolvendo trekkings, caminhadas e bicicletadas. Eu fiquei sempre na opção cultural – mas nem por isso escapei de fazer trilha por uma parte da trilha inca de Viacha até as ruínas altas de Pisac. Alguns dos meninos escolheram sempre a opção mais aventureira e fizeram inúmeras trilhas lindas pelo vale, sem cruzar com outros turistas.

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Não há luxo envolvido na viagem, mas há muito conforto, seja nos deslocamentos e nas refeições de boa qualidade como nos próprios lodges. Por cerca de US$400 por pessoa/por dia, a gente viaja com acomodação, refeições, guias, passeios, deslocamentos e ingressos todos incluídos (inclusive o trem e o ingresso a Machu Picchu) – uma relação custoXbenefício bem interessante. E, como mencionei acima, realmente chega a lugarzinhos muito, muito off the beaten (eles também super estimulam que compremos/gastemos nosso dindim nos pueblos remotos do roteiro, o que é uma ideia bem bacana pro turismo sustentável).

Peru Ruta LaresPeru Ruta Lares

Nos lugares fora da rota turística, eramos o tempo todo, literalmente, os únicos turistas ali – fosse nas trilhas, nos pueblos ou nos mercados. Nos lugares mais turísticos, chegamos bem mais cedo que o comum dos tours – em Pisaq, por exemplo, visitamos as ruínas altas absolutamente sozinhos no finalzinho da tarde e também tivemos o mercado quase 100% nosso no começo da manhã. Em Ollantaytambo, chegamos às ruínas também cedo, antes dos ônibus, e pudemos aproveitar o sítio com muita tranquilidade – e fotos bem menos muvucadas 🙂  Em Machu Picchu, chegamos às sete e pouco e saímos às onze, quando o lugar já fica lotado (pessoalmente, eu iria mais cedo ainda, às seis, para pegar a sensacional luz do amanhecer nas ruínas). No geral, uma experiência excelente de contato com locais e absolutamente interessante (além dos dois guias de info e trekking, nos acompanhou o Andrés, um chileno que vive em Cusco e manja tu-do de arqueoastronomia – e nos brindou com explicações excelentes sobre o assunto e história em geral em todos os lugares.

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O novo Museo Inkaryi, em Calca: programão

O novo Museo Inkaryi, em Calca: programão

Da hospedagem, só não gostei do hotel Pakaritampu, em Ollantaytambo (nem recomendaria; localização boa, mas um belo downgrade frente ao restante da hospedagem da viagem). Também não achei tudo isso que falam do Sumaq, não (mesmo). Mas gostei muito dos dois novos lodges da Mountain Lodges of Peru que estão no roteiro, o Lamay e, sobretudo, o Huacahuasi, meu preferido, na vila de Patacancha, novinho em folha. Como precisei voltar antes do grupo, infelizmente perdi de me hospedar no (mas visitei, e amei) Sol y Luna, também em Ollanta, na última noite – um encanto de hotel, com direito a restaurante Relais&Chateaux e uma história bem legal de turismo sustentável por trás.

Mas TREMENDA viagem. Linda mesmo. E ó: programão para quem viaja sozinho.

Entrar na casa de moradores do pueblo antigo de Ollanta também fez parte do programa

Entrar na casa de moradores do pueblo antigo de Ollanta também fez parte do programa

Mais posts sobre a linda viagem peruana entrarão por aqui nos próximos tempos. Mas já aviso de antemão que o guru Ricardo Freire, minha companhia estreladíssima desta viagem, está publicando uma série supimpa e bem detalhadinha sobre o dia-a-dia da nossa aventura. Vale ler.
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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.