Por dentro do Museo de la Moda, em Santiago

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Um #inhotimfeelings já na entrada do Museo

 Uma das muitas coisas que eu amo no jornalismo é o fato de, vez ou outra, conseguirmos ter acesso a lugarzinhos que, em geral, não deixam as portas abertas por aí, não. E conseguir visitar os bastidores do Museo de la Moda nessa última visita a Santiago foi das coisinhas mais legais desse gênero dos últimos tempos. 

Se a música rola solta no museu, no subsolo o pessoal trabalha no mais puro silêncio

 Ontem mesmo eu falei lá no Saia pelo Mundo sobre o quanto ADORO esse genial museu e recomendo mesmo que o visitem (espia lá que tem infos sobre visitas e as mostras). A proposta é sensacional, desmitificando a moda e apresentando-a como um importante elemento representativo da sociedade e, mais ainda, como patrimônio cultural. A própria expo que ainda está em cartaz, Volver a los 80 (II), eu acho tão genial que fui visita-la em duas idas diferentes à Santiago, e me diverti horrores das duas vezes (a trilha sonora é tão genial que até os seguranças são flagrados batendo pezinho e cantando as músicas 😀 ).

As peças já catalogadas e recuperadas, só à espera do armazenamento perfeito

 E que bacana MESMO foi entrar ali nos bastidores e ter uma ideia mais palpável ainda do gigantesco trabalho de catalogação, armazenamento e preservação que eles fazem – e de quanta gente trabalha ali, miudinho, para o sucesso da expo que vemos no andar de cima. 

As peças na fila para reparos e catálogo

 Tem uma sala gigante que recebe todas as peças compradas pela gerência do museu. As peças chegam e são catalogadas não apenas pelos aspectos físicos (medidas, material, cor etc) como também por sua história (época, dono, circunstâncias etc). 

Referências mil na hora de “fichar” cada peça que chega, cuidadosamente

 Depois disso, as peças têm que ser armazenadas. E elas são guardadas com esmero, sob rigorosos esquemas de oxigenação para que não sejam danificadas de nenhuma forma com o passar do tempo. E cada peça é armazenada em embalagem exclusiva, produzida manual e especialmente para ela, com identificação – inclusive fotográfica – para todas. 

O chapéu recém-catalogado ganha proteção e caixa sob medida…
… assim como meticulosa identificação visual externa…
… antes de ir para o acervo dos objetos com calçados…
… e bolsas

 Só que antes do armazenamento, algumas peças chegam em condições precárias e precisam de reparos. Se as condições forem muito precárias, a peça é devolvida. Mas, havendo possibilidade de reparo/manutenção,  a peça vai para uma espécie de laboratório, onde outra equipe trabalha nela até que fique tinindo, prontinha para ser guardada e, futuramente, exposta. 

As peças de roupa também recebem molduras e embalagens personalizadas…
… como esse controverso Gaultier recém-adquirido 😉
O recém-chegado sapato do “O Homem do Futuro” ainda está no laboratório recebendo reparos
Aqui uma das vitrines da atual mostra “Volver a los 80 II”

Hoje, o museu já possui mais de 10 mil peças em seu acervo, do indefectível vestido-vermelho-sereia de Marylin Monroe às jaquetas do Exterminador do Futuro e do De volta para o Futuro (e o DeLorean! <3). A mais antiga das peças, pra vocês terem uma ideia, data do século V a.C!
Gamei mais ainda depois dessa visita. 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.