Reservar hotéis: a tarefa não é tão fácil quanto parece

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É raro um quarto ser ao vivo tão lindo quanto no site do hotel

Hoje não faltam recursos (e dos bons!) para pesquisarmos com facilidade hotéis, sejam eles B&Bs, boutiques ou grandes redes, espalhados pelo mundo inteiro.  A gente pode simplesmente postar no twitter “alguém já ficou no hotel X?” ou “que hotel vocês recomendam na cidade Y”, que vão chover ideias referenciadas. Ou digitar no Google “hotel em X” que trocentas opções serão listadas em sequência.
Mas, se por um lado temos farta informação sobre os mesmos, na hora da tomada de decisão esse próprio “excesso de dados” pode ser um tiro pela culatra. Não bastassem os muitos mecanismos de pesquisa disponíveis, as próprias opções hoteleiras aumentaram muito! Hoje temos 817163542949287654 opções de hotéis a escolher a cada destino, uma loucura. São hotéis e mais hotéis, dos pequeninos de charme aos top luxury, que não param de abrir do mundo inteiro. Por mais que tenhamos nossas redes favoritas e também queiramos aproveitar ofertas de sites consolidadores(expedia, booking etc),  fica sempre a dúvida.

Um quarto sem atrativos e com poucas mobílias não é igual a um “decor minimalista”

Nos últimos quatro anos, proliferaram também os blogs de viagem, com informações mil sobre hotéis sendo cada vez mais comuns na maior parte deles. E com razão: nada como ler os detalhes da estadia de alguém, acompanhado de fotos (não só do quarto, mas do banheiro, do closet, da vista etc – todo mundo quer conferir bem fotos, pontos altos e pontos baixos, antes de “fechar negócio”), pra ajudar a decidir por esse ou por aquele hotel – a própria seção Hotel Review é campeã de acessos aqui no blog. O quarto é grande e a cama confortável? É silencioso à noite? O banheiro tá novinho? O serviço é eficiente? A localização é jóia? Porque nada pior do que apaixonar-se por um quarto fofo no site do próprio hotel e descobrir in loco, ao chegar, que trata-se de um belo efeito de photoshop, não é mesmo? Ou reservar um hotel simplesmente perfeito mas descobrir que a rua é super barulhenta e não conseguir dormir direito à noite.  Ou que a “localização super central” não é uma vantagem na cidade em questão (ficar no centro histórico na Cidade do México, por exemplo, é furada). Até porque um quarto sem quase nada de móveis não é, por si só, um “decor minimalista”; nem um quarto minúsculo pode ser descrito como “aconchegante”. 

Um site fraquinho pode não revelar um quarto muito fofo e confortável

Ponto-chave pra mim é boa localização; tô sempre conferindo onde estão os hotéis que cogito reservar no próprio Google, seja por uma simples busca no googlemaps ou em seu hotel finder (aliás, conheci essa semana o hipmunk.com e também já adotei o dito cujo, ótimo!). É raro um viajante que hoje, antes de decidir-se 100% por um hotel, não cheque a avaliação do mesmo no Trip Advisor. Mas, mesmo checando as informações lá, sempre ficamos com uma pontinha de dúvida sobre quão confiáveis são aquelas resenhas todas. E eu acho as fotinhos muito, muito pequenas. Então eu comecei a checar também o checkyourroom.com, que traz fotos maiores – mas, por outro lado, contempla muito menos hotéis, uma pena. Essa semana descobri também, numa coluna da Practical Traveller do NYT, o Room77, e já adicionei aos meus favoritos – falha nas imagens mas tem muito mais hotéis e simula a vista dos quartos, o que é uma mão na roda na hora de você pedir um quarto com vista mais legal (todo mundo curte room with a view ;-D)

Dormir na cama perfeita depois de um dia de andanças = recompensa perfeita

A parte boa é que, dada a crise internacional iniciada lá em 2008 e essa big demanda de quartos, ganhamos nós: os melhores hotéis estão cada vez mais acessíveis, sobretudo com a valorização do real. Os programas de fidelidade de algumas redes hoteleiras também são extremamente benéficos, premiando com noites grátis (e outros benefícios, de champagne de boas vindas a café da manhã ou jantar incluídos) quem se hospeda neles com frequência. Os brasileiros, aliás, estão ganhando tanto terreno no turismo internacional que há hotéis fazendo promoções específicas para nós, brazucas. Afinal, nessa loteria de sites, buscadores, referências, blogs e afins, que bela recompensa é deitar a cabeça numa cama macia e confortável, num quarto quietinho e aconchegante, depois de um dia inteiro de andanças e passeios, não é mesmo?

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.