Selo de qualidade

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A vista das sacadas do Victoria Jungfrau, em Interlaken, parte da The Leading Hotels of the World

A vista das sacadas do Victoria Jungfrau, em Interlaken, parte da The Leading Hotels of the World

Para o turista, para que servem associações hoteleiras e de agências?

 

 

Virtuoso, Traveller Made, Relais&Chateaux, Leading Hotels of the World, Small Luxury Hotels, Preferred Hotels, Design Hotels… Hoje em dia é cada vez mais comum vermos estes “selos” estampados na entrada de hotéis e agências de viagem, assim como bem visíveis em seus websites. Mas, afinal, o que eles significam para o turista?

Não, não se trata de uma cadeia hoteleira e sim de uma associação entre propriedades e/ou agências independentes entre si. Estas associações hoteleiras e de agências de viagem são uma espécie de “selo de qualidade” conferido a propriedades do mercado de luxo pela excelência de seus serviços. Assim, da mesma forma que ao reservar um hotel Four Seasons em qualquer lugar do mundo o cliente tem certeza do padrão de qualidade de serviços que encontrará na propriedade, a ideia é que através destes “selos” a gente também possa ter a mesma garantia de qualidade.

A Traveller Made, por exemplo, é uma associação (ou “comunidade”, como eles costumam dizer) de agentes e operadores selecionados unicamente através de convite direto por serem reconhecidos pela produção de itinerários e agendamento de experiências de viagem (sejam individuais, em grupos ou corporativas) com altíssimo padrão de qualidade e que traduzam exatamente os desejos de cada viajante de maneira personalizada (um conceito hoje em dia chamado de “travel design”).

A Virtuoso, rede líder em agências de turismo de luxo no mundo, segue a mesma linha:  identificar profissionais e agências (são mais de 11.400 consultores espalhados em 30 países que vendem mais de 15 bilhões de dólares em negócios) que criem experiências exclusivas – e dá esse “selo” de qualidade também a hotéis que sigam a mesma linha. Aliás, a rede acaba de divulgar os indicados para a décima edição do seu prêmio Best of the Best, incluindo três propriedades brasileiras desta vez (Grand Hyatt Rio de Janeiro , Belmond Hotel das Cataratas e Uxua Casa Hotel & Spa).

O adorável Les Bergeries de Palombaggia, na Córsega, parte da Relais & Chateaux

O adorável Les Bergeries de Palombaggia, na Córsega, parte da Relais & Chateaux

Com as associações hoteleiras é a mesma coisa. Já me hospedei em hotéis diferentes de uma mesma associação (e de várias delas). Entre eles, alguns que não poderiam ser mais distintos em estilo (resorts, urbanos, grandes, pequenos); distintos às vezes inclusive na quantidade de estrelas que ostentam – mas sabia, ao ver o selo das associações em seus sites, que atendiam aos princípios e exigências básicas de qualidade de serviço que cada uma delas prega.

Hotéis se unem a esses grupos (e pagam por isso) também para aumentar sua visibilidade e competir com marcas de grande reconhecimento por parte dos viajantes, como Hilton, Four Seasons, Starwood, Belmond etc.  E, claro, essas propriedades estão sujeitas a inspeções periódicas (de profissionais de uma das profissões mais disputadas ever, os inspetores de hotel) que assegurem que sigam os padrões de qualidade pregados pelo “selo”.

Para os turistas, alguns desses grupos e associações passaram a não apenas significar uma garantia de qualidade como também passaram, a exemplo das grandes redes hoteleiras, a oferecer programas de fidelidade. Mas, enquanto os programas muito bons da indústria hoteleira, como SPG e Marriott Rewards, atuam como companhias aéreas e concedem diferentes tipos de benefícios de acordo com o “status level” do associado, a sacada para o turista é que os programas dessas associações, em geral, dão direito a benefícios como free wifi, café da manhã, upgrades etc independentemente do “nível” do associado.  Em alguns, como o Leaders Club da Leading Hotels of the World, você paga anuidade para participar mas leva garantidamente vantagens como café da manhã para dois incluído nas estadias nos hotéis do grupo, amenidades de boas vindas no quarto, uma noite grátis a cada cinco pagas etc.

O mais interessante é, assim como no caso de qualquer programa de fidelidade, ver qual tem mais a sua cara, o seu estilo. Para ter uma ideia, os hotéis da Leading Hotels of the World em geral são hotéis de alto luxo e grandes ícones do destino, como o Victoria Jungfrau, em Interlaken, que ilustra o começo deste post. Os da Preferred Hotels são mais históricos e boutique. Os da Small Luxury Hotels, como o nome já diz, são em geral hotéis de luxo menorzinhos e mais exclusivos. Os Relais&Chateaux são geralmente menores, muitas vezes afastados do centro das cidades e dão extrema importância à cozinha.

Vale lembrar: se, por um lado, o padrão de qualidade tende a ser realmente uniforme, as faixas de preços dos hotéis de um mesmo grupo ou associação também podem variar drasticamente, seja em função do destino mas também do próprio tipo de hotel.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.