Solomagarephobia: será que você tem?

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Meus dois últimos posts lá no Saia pelo Mundo foram sobre viajar sozinho. E é impressionante: cada vez que eu escrevo sobre solo travel, seja aqui ou , recebo montes de tuites e emails falando da grande dificuldade que a maioria das pessoas enfrenta num dado momento da viagem solo: comer sozinho. Uma amiga minha uma vez, ressabiada, até perguntou: “mas você come MESMO sozinha nesses restaurantes lindos que você vai?”. E ontem, num jantar entre amigos, quando esse papo surgiu, para praticamente todo mundo na mesa, sair pra almoçar ou jantar sem companhia era o grande tabu.
Como eu já disse tanto aqui quanto lá no Saia, viajar sozinho não é mesmo para todo mundo; a gente não nasce gostando, a gente aprende a gostar. Mas a gente só gosta mesmo de experiências desse tipo se a gente está satisfeito consigo mesmo e gosta da própria companhia; e, óbvio, isso pode variar muito de um momento da vida pra outro, até de um dia para outro, sobretudo no caso das mulheres e suas prosaicas variações hormonais.
O fato é que comer sozinho é mesmo o grande mito das solo travels; não importa homem, mulher, jovem, adulto, sênior… esse pavor de que “todo mundo no restaurante ficará olhando pra cadeira vazia na sua frente” acomete todo tipo de viajante.  não; o negócio é tão sério pra algumas pessoas que esse bloqueio já tem até nome científico: solomangarephobia. Sério: algumas pessoas simplesmente travam, transpiram, têm palpitações, quando se vêem sozinhos numa mesa de restaurante; outras sentem tudo isso antes mesmo de entrar no recinto e já desistem da ideia. Pena.
Então repito aqui, mais uma vez, algumas diquinhas para não se manter recluso com tantas opções bacanas para comer lá fora:
– peça uma mesa no canto, mais discreta, de onde nem todo o restaurante te vê mas você, sim, pode observar todo o movimento – quer coisa mais gostosa que people watching?
– se a mesa com a tal cadeira vazia à sua frente ainda te assusta, comece pelo bar; sente-se no balcão e peça seu prato ali mesmo
– ou coma numa café onde, certamente, haverá várias outras pessoas comendo sozinhas
– converse com quem vier puxar conversa, sejam outros clientes ou o staff da casa – o que ainda pode render belas dicas pra continuação do seu passeio
– leve “companhia”: um bom livro, seu caderno de anotações, smartphone ou netbook para aproveitar o wifi…
– antes de sair, espie nos guias Zagat, que quase sempre têm uma seção de solo dining nos destinos, indicando restaurantes perfeitos para quem viaja sozinho
Tá, comer sozinho não é GOSTOSO. Óbvio que a gente curte uma boa companhia e um bom papo para acompanharem uma bela comida, ainda mais os que têm tantas heranças italianas, portuguesas e espanholas no sangue. Mas nada impede que uma refeição seja deliciosa mesmo que a sua única companhia seja você mesmo, certo? Se tanta gente conseguiu, aposto que você também pode 😉

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.